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“Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.
Declaração Universal dos Direitos do Homem.

“Ao deixar esta terra abençoada do Brasil, eleva-se na minha alma um hino de ação de graças ao Deus altíssimo... (E deixo-vos) na certeza do amparo maternal de Nossa Senhora da Penha, que ao seu Santuário, protege esta Cidade Maravilhosa.”
João Paulo II




VATICANO EM 3 D

Cappella Sistina.
Basilica di San Pietro.
Basilica di San Paolo fuori le Mura.
Basilica di San Giovanni in Laterano.



Dia de baixar as calças e mostrar o traseiro para a Comissão Nacional da Verdade

Com a palavra o comandante do 1º Batalhão de Polícia do Exército e o Diretor do Hospital Central do Exército.

- Terça-feira, 23/09, a CNV e a CEV-Rio farão diligências no 1º Batalhão de Polícia do Exército, onde funcionava o Doi-Codi do Rio, na Tijuca, às 10h; e
- No Hospital Central do Exército, em Benfica, às 15h.

COMENTÁRIO
Gostaria de saber se está valendo a determinação do Comandante do Exército de só permitir informação passada primeiro pelo gabinete do comando em Brasília.
José Geraldo Pimentel



CRÔNICA DA SEMANA

A Primavera e um novo tempo
José Geraldo Pimentel.


ABERTURA

O politicamente correto

José Geraldo Pimentel

Fiz um artigo em que comentava o espírito dos que pregam o corporativismo; isto é, o seguir a opinião da maioria do grupo a que pertence.
O indivíduo passa a andar a reboque dos que têm o poder de liderar. No jargão militar, seria caminhar para o abatedouro, como ‘gado fardado’. Sem discernimento para enxergar o que seja certo ou errado. Apenas aplaudir. Fazer número e favorecer os espertos.
Nunca fiz parte de grupos, nunca segui orientações. Caminho com os meus próprios pés.
Muitas vezes erro, mas por querer acertar, e não ficar em cima do muro. Daí porque sou desfavorável à criação de partido militar, criação de sindicato militar e movimentos classistas. Quem tem a obrigação por dever de ofício de tratar dos problemas da classe militar são as autoridades militares. Muitas vezes critico e cobro soluções; da mesma forma que elogio quando vejo acertos.
Faço esses comentários porque muitas pessoas mal informadas querem polarizar as eleições em cima da candidata Dilma Rousseff (PT) e o candidato Aécio Neves (PSDB).
Num ponto concordo. Tirar do governo a maldição do Partido dos Trabalhadores. O maior foco de corrupção que já se assistiu em um governo.
O candidato Aécio neves tem duas qualidades: ser neto de Tancredo Neves, e apreciar uma boa bebida. Ele sentado num bar do bairro do Leblon, cidade do Rio de Janeiro, saboreando um Whisky importado, contrapondo-se a este escriba que é sempre encontrado em um boteco da Zona Norte e periferia, agarrado a um copo de uma cevada bem gelada. Não sei qual o complemento que acompanha o escocês do jovem mineiro, mas afianço que a minha pedida é sempre uma empada de camarão. Diferença de gostos e possibilidades financeiras.
Até me inclinaria pelo nome do Aécio Neves, afinal temos afinidades gastronômicas. Guardando-se as devidas proporções. Mas da maneira que se criticam quem apoia a candidata Marina Silva, referindo-se ao seu passado, eu não me sinto confortável votando em um candidato onde está agregada a liderança do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Um homem que passará para a história como o maior criador de anedotas lançadas contra o povo brasileiro. Era viajar para o exterior e, em entrevista, se referir a determinada classe social a menosprezando. Cheguei a escrever uma crônica relacionando as suas maldades. Sem contar que com a ‘medida do mal’ tirou todas as vantagens que atenuavam os baixos soldos dos militares.
Votando na Marina Silva, tenho a certeza que haverá um segundo turno, defenestrando a ninfeta do ‘Barba’. Antes a possibilidade de ter-se no governo uma pessoa com ideias próprias, mesmo que entrave o desenvolvimento com ações de proteção ao meio ambiente. (Conservando-o para quem? Os futuros senhores da Terra?). E ter-se uma figura do mal, recalcada, que não se liberta de seu passado comunista, querendo aparecer em cima do sangue dos que trabalham, beneficiando ditadores, quer de direita ou de esquerda, mas que se posicionam contra os EUA, como se o mal do planeta fosse um povo aguerrido que trabalha e faz crescer o seu país.
Preciso acreditar que o mínimo que se fizer no próximo governo, mas em benefício de nossa gente, é tudo de bom para o país. Quero o meu país nas mãos de brasileiros, e não dividindo as nossas riquezas com amigos dos donos do poder.
Declarar-se a favor deste ou daquele candidato, faz parte do modus operandi de uma democracia. O militar não tem partido, serve ao país. O voto é livre e soberano. Cada um com a sua preferência, não esquecendo que é salutar respeitar a opinião dos outros.
Que viva a democracia, libertando-nos do taco do populismo do comuno-petismo. Que as entidades criadas para desestruturar as Forças Armadas sejam esmagadas tão logo assuma o próximo governo. E será bom que o seja, senão ao invés de se ver agentes do Estado, que deram suas vidas em defesa da pátria brasileira, caminhando para o calabouço, condenados por um tribunal de exceção, quem receberá a pena serão os canalhas dos conselheiros da Comissão Nacional da Verdade, os promotores públicos mancomunados com o comuno-petismo e quantos querem vingar-se dos militares por terem sido contidos em sua marcha para a implantação de uma república do proletariado. As cabeças desses miseráveis estão na mira do aço de nossas espadas. Não se vai contemplar o inimigo como em 64. Bandido bom é bandido morto!

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2014.

ÍNDICE

“Apesar de tudo ainda existem os que teimosamente se dão pelo Brasil, sem nada esperar em troca!”
José G. Pimentel

CAPA
Retrospecto do mês de agosto de 2014
. Juiz autoriza Genoino a mudar para regime aberto.
. Racismo é promovido pelo próprio negro.
. As trapaças dos institutos de pesquisa.
. A política interferindo na arte.

Retrocesso na economia
. PIB cai -0,6% no segundo trimestre. (José Geraldo Pimentel).
. Recessão e incompetência

Destaques.
Veja.

EDITORIAL
. Defender o corporativismo é dar sinal de fraqueza moral e falta de atitude. (José Geraldo Pimentel).
. Tomada de atitude. (José Geraldo Pimentel).
. Liberdade consentida. (José Geraldo Pimentel).
. O limite da crítica e o corporativismo. (José Geraldo Pimentel).
. Morte aos terroristas! (José Geraldo Pimentel).
. República Popular do Brasil. (José Geraldo Pimentel).

Veja.

CRÍTICA
. A Metamorfose (?) do Exército Brasileiro? (Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira).
. Carta de uma médica à presidente da república. (Fernanda Melo).
. Resposta do presidente do STF à fala do ex-presidente Lula.
. Janot pede que Dirceu e Delúbio recebam autorização de trabalho externo.
. Guarda pretoriana. (Rômulo Bini Pereira).
. Ex-aliado atribui a Lula maior crise da história do setor sucroalcooleiro. (Cláudio Humberto).
. Grito da Liberdade. (Reinaldo Azevedo).
. O governo da anarquia. (Sacha Calmon).
. A violência é a marca dos governos do Partido dos Trabalhadores. (Maria Lucia Victor Barbosa).
. A rua petista. (Denis Lerrer Rosenfield).

Veja.

OPINIÃO
. Não ao socialismo. (Cel José Gobbo Ferreira).
. IPM já! (Cel Alexandre de Mattos Borges Lins).
. Faltaria guilhotina se o povo soubesse o que se passa, diz Alckmin. (Paulo Gama e Daniel Roncaglia).
. “Direitos humanos”. (Rogério Medeiros Garcia de Lima).

Veja.

COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE
Ministro Celso Amorim vai contra parecer dos comandantes militares
. Ministro da Defesa dá outra interpretação a documentos dos Comtes. de Forças. (José Geraldo Pimentel).
. Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura. (Evandro Éboli).
. Despacho do ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade. (Ministério da Defesa).
. As Forças Armadas unidas respondem a questionário da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. A Comissão da Verdade reúne-se com os militares. (José Geraldo Pimentel).

Desvios de conduta da CNV
. Não atendam à convocação da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. Carta Aberta à Comissão Nacional da Verdade. (Márcio Matos Viana Pereira).
. Explicação para a torpeza da ‘comissão da calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. "Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo". (CNV).
. Militares têm comparecido à ‘comissão da calúnia’, mas ironizam os comissários.
. A CNV alimenta a discórdia entre as FFAA e a população.

A ‘comissão da calúnia’ tenta reescrever a história
. Verdade e narrativa. (Denis Lerrer Rosenfield).
. 50 anos do golpe de Estado de 1964. (CNV).

Cartilha ensina como se defender da Gestado petista.
Veja.

AS FORÇAS ARMADAS
A instituição militar
. Papel das Forças Armadas.
. As Forças Armadas são uma instituição do Estado, e não de governo.
. A carreira militar.
. Sobre valores.
Rastro de pólvora nos altos escalões
. Atitude firme do Comandante do Exército dá um freio na ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. Comandante impõe silêncio ao Exército. (Chico Otávio).
. Parentes de mortos na ditadura pedem a Dilma demissão do general Enzo Peri. (Mário Magalhães).
. Exército nega ordem para calar sobre regime de 64. (Chico Otavio e Evandro Eboli).
. General proíbe colaboração do Exército para apurar crimes da ditadura. (Luiz Cláudio Cunha).
. Luz solar no fim do túnel. (A.C.Monteiro).

Visão global
. A estupidez da provocação, um recado.
. Ministra filiada ao PT é nomeada presidente do Superior Tribunal Militar.
. A verdade sem retoque.
- Governo concede reajuste para PF e Militares das F.A amargam esquecimento.
- Nós militares somos uns fracos!

Veja.

CLUBE MILITAR – A CASA DA REPÚBLICA
. Resposta à pesquisa do Clube Militar.
. O pensamento do Clube Militar.
- A comissão nacional da meia verdade e a lei da anistia.
- Um fio de esperança.
- O Exército de sempre.
. Antonio Gramsci.

Veja.

ATUALIDADES
. Manifestações de ruas.
. O comunismo ganhando corpo no Brasil.
. Plebiscito.
. Terrorismo.

Veja.

ÚLTIMA PÁGINA
. Ensaio fotográfico incorporado à Biblioteca Nacional de Portugal.
Veja.


CAPA

RETROSPECTIVA DO MÊS DE AGOSTO DE 2014

Juiz autoriza Genoino a mudar para regime aberto

Após audiência, ex-deputado, preso por envolvimento no mensalão, deixa a cadeia e ficará em prisão domiciliar; autorização vale também para o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas.

Condenados no processo do mensalão, o ex-deputado José Genoino e o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas deixaram na manhã desta terça-feira, 12/08, o Fórum onde tiveram uma audiência na Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas (Vepema) do Distrito Federal, para discutir a migração do regime semiaberto para aberto de cumprimento da pena. A partir de agora, Genoino e Lamas passam a cumprir o restante de suas penas em prisão domiciliar, em Brasília.
Genoino foi condenado a uma pena de 4 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa e estava preso no complexo penitenciário da Papuda. Ele e Lamas são os primeiros condenados do mensalão a deixar a cadeia. A Justiça reconheceu que ambos já cumpriram um sexto da pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que, por isso, já têm o direito de progredir para o regime aberto.
O juiz da Vepema explicou condições que Genoino e Lamas terão de respeitar. É obrigatório voltar para casa, no máximo, até as 21 horas. Só é permitido sair a partir das 5 horas da manhã. Entre outras obrigações estão as de não se encontrarem com outras pessoas que também cumprem pena, de qualquer caso, não só do mensalão. Eles também estarão proibidos de frequentar bares e prostíbulos.
(MSN / Estadão, 12/08/2014).

Comentário
No Brasil bandido de colarinho branco recebe todas as regalias e privilégios que um mortal comum desconhece. Se a presidentA Dilma Rousseff for reeleita é certo que ela indultará todos os criminosos do mensalão. Aí não haverá necessidade de artifícios jurídicos para deixar os marginais em regime semi-aberto. É juntar os trapos e ir para casa, dando uma banana para os trouxas que ainda acreditam na Justiça brasileira.
José Geraldo Pimentel

Racismo é promovido pelo próprio negro

Sou mulato, cafuzo, crioulo, mestiço, moreno e quantas denominações queiram me atribuir. Não nasci ‘branquicela de olhos azuis’, e pronto. Não tenho complexos, só tenho alergia a perfume. Gosto de sentir o cheiro da pele. A cor nunca foi empecilho para levar para a cama as mulheres mais lindas que cruzaram o meu caminho.
Ser negro é ser admirado pela maioria das mulheres. É poder passar horas sob um Sol escaldante, trabalhando ou curtindo um descanso sobre as areias de uma praia. Vai um sujeito de pele clara arriscar-se enfrentar um Sol do meio dia sem o uso de um protetor solar. É insolação e queimaduras na certa. E o olhar travesso das mulheres que se encantam com a negritude do macho que está ali todo folgadão, como um Deus grego!
Alguma coisa chama a atenção das loiras que os brancos não têm. O diferencial atrai as pessoas.
Essa abordagem sobre a diferença entre o sujeito de cor negra e o de cor branca prende-se ao fato de um jogador de futebol ter se desmilinguido porque uma jovem loira o chamou de ‘macaco’! E que diferença faz o macaco de um homem! Foi o nosso ancestral. A jovem extravasou a sua fúria, na certa pelo mau desempenho do goleiro, ou por impedir que a bola entrasse na trave. Frescura do jogador que se sentiu ofendido, mostrando racismo e covardia. No mínimo tem vergonha da sua pele. Frescura do patrão da jovem que a demitiu do trabalho. Este deveria ser punido por falta de esportividade e intromissão na vida particular da funcionária de sua empresa. Pergunte-se ao goleiro chorão se o ministro Joaquim Barbosa é um homem complexado. Pelo contrário. De família humilde, trabalhou, estudou e chegou ao posto mais alto da magistratura brasileira. O racismo está na cabeça dos fracos de espírito.

As trapaças dos institutos de pesquisa

A candidata à presidência da república Marina Silva (PSB) era simplesmente a vice na chapa de Eduardo Campos, o terceiro na preferência dos eleitores, até o seu passamento em um acidente (sabotagem) aéreo. De repente, mais do que de repente, a acreana sobe nos índices de pesquisas de opinião e é tida como vencedora em um segundo turno com a presidente Dilma Vana Rousseff. Para um bom entendedor vê-se que se trata de uma armação para esfriar a campanha da oposicionista, fazendo-a crer que já se elegeu presidente da república. Esquecem-se dos milhões de votos dos bolsistas (votos de cabresto) que com eles a presidente Dilma conta para se reeleger. É esperar e constatar.
Não me agrada nem uma nem outra, como não me agradava o candidato Eduardo Campos. A senhora Dilma é uma bandidona comunista que acha que por estar no poder ganhou o país de brinde. Quer com a súcia de seus ‘cumpanheros’ transformar a nação em uma república do proletariado. Conseguiu mobiliar todas as repartições públicas com os comparsas. Retirar do poder esse bando de desajustados, que transformou a Petrobrás, p.ex., uma empresa antes produtiva, em hoje uma organização falida, não será fácil. Vai haver uma guerra civil para expulsar esses mais de 80 mil incompetentes.
Estamos sem opção. Um vice comunista na chapa do senhor Aécio Neves é uma temeridade e a certeza de um alongamento dessa situação de penúria para o país, e engorda para os países amigos. Precisaríamos de um salvador da pátria para dar um novo rumo à nação brasileira! Talvez a solução seja repetir 1964.

A política interferindo na arte

A notícia que chega da capital paulista é o protesto de 55 participantes da 31.ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo de nacionalidade árabe, inconformados com o patrocínio do Consulado de Israel à mostra. Citam as ações militares na Faixa de Gaza.
A Fundação Bienal de São Paulo distribuiu uma nota que tratará do tema patrocínio ‘nas mostras futuras’. Israel também tem artistas que farão parte da mostra.
Estou a favor do apoio dado pelo Consulado de Israel. Se fossem levar em consideração os conflitos bélicos no mundo, não haveria Copa Mundial de Futebol. Arte e guerra devem caminhar separadas.
Não demora e o palpiteiro Luiz Inácio Lula da Silva, o ‘Barba’, aparecerá apoiando os palestinos e sugerindo que se suspenda a mostra. As más línguas falam que a presidentA sugeriu ceder o território do Acre para os palestinos se estabelecerem na América Latina, fugindo do assédio de Israel. A pergunta que fica no ar é se os foguetes palestinos lançados do Brasil alcançam o território de Israel e vice-versa, deixando-nos no meio do conflito.
Essa oferta, se realmente acontecer, vamos ter uma mula sem cabeça vagando pelos corredores do Palácio do Planalto. Traidor da pátria se trata com um golpe de facão no pescoço!



RETROCESSO NA ECONOMIA

PIB cai -0,6% no segundo trimestre.

José Geraldo Pimentel

O Brasil vive o seu pior momento econômico dos últimos vinte anos. Estamos numa recessão. “Recuo do Brasil não foi pior que o da Ucrânia, imersa em um conflito interno e externo com a Rússia.” - 0,6% foi o nosso crescimento no 2.º semestre de 2014.
Crescemos negativamente, sendo o último dos países do grupo denominado Brics.
Também deixar o país nas mãos de uma ladra terrorista, estúpida e ignorante, que não conseguiu administrar uma loja de produtos de R$ 1,99, só podia dar nisso. Coisa ruim não serve nem para pilotar um fogão!

Recessão e incompetência

Editorial, O Estado de São Paulo.

Está confirmado oficialmente: a presidente Dilma Rousseff conseguiu levar o Brasil a uma recessão, com dois trimestres consecutivos de produção em queda. Depois de encolher 0,2% no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) diminuiu mais 0,6% no período de abril a junho. Mas o governo, além de trapalhão, foi criativo na incompetência. Enfiou a economia brasileira no atoleiro enquanto os países desenvolvidos, com Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido à frente, começavam a vencer a crise. Mas quem, na cúpula federal, se dispõe a reconhecer o desastre e sua causa, o rosário de erros agravados a partir de 2011? A presidente Dilma Rousseff e seus ministros continuam culpando o mundo pelo desempenho brasileiro abaixo de pífio. Esse mundo malvado só existe como desculpa chinfrim para um fiasco indisfarçável. O comércio internacional voltou a crescer, a China continua comprando um volume enorme de matérias-primas e até os países mais afetados pela crise global, como Espanha, Portugal e Grécia, saíram da UTI e estão em movimento. Mesmo em desaceleração, outros emergentes estão mais saudáveis que o Brasil.
No segundo trimestre, o PIB dos Estados Unidos cresceu em ritmo equivalente a 4,2% ao ano. A rápida melhora da maior e mais desenvolvida economia é boa notícia para todo o mundo, mas desmente a lengalenga da presidente Rousseff e de sua equipe. O crescimento americano foi puxado, principalmente, pelo investimento produtivo, base para novos avanços.
No Brasil ocorreu o contrário. O investimento em máquinas, equipamentos, instalações e infraestrutura foi 5,3% menor que no primeiro trimestre do ano e 11,2% inferior ao de um ano antes. No segundo trimestre de 2013, o total investido correspondeu a 18,1% do PIB. Outros emergentes têm exibido taxas frequentemente acima de 24%. Mas o governo ainda conseguiu piorar esse indicador, derrubando a formação bruta de capital fixo para 16,5% do PIB. Foi uma taxa igual à do segundo trimestre de 2009, quando o Brasil estava em recessão, arrastado - naquele momento, sim - pela crise global.
O governo é obviamente culpado pela indigência na formação de capital fixo. Os seus erros prejudicam as ações oficiais - o fiasco do Programa de Aceleração do Crescimento é uma prova disso - e ainda criam insegurança entre os empresários. Empresário assustado com as intervenções do governo e muito inseguro quanto à evolução da economia só investe em máquinas, equipamentos e instalações se for irresponsável.
O investimento baixo e ainda em queda compromete o potencial de crescimento econômico. A recessão no primeiro semestre é parte de um desastre incompleto e ainda em curso. A produção industrial diminuiu 1,5% no trimestre e ficou 3,4% abaixo da de um ano antes. No Brasil, a indústria é a principal fonte de empregos decentes e o mais poderoso motor para o conjunto da economia. Há anos o governo tem cuidado muito mais do consumo que do investimento e, de modo especial, do fortalecimento da indústria. O resultado é inconfundível.
A criatividade na incompetência é evidenciada também pela combinação de baixo crescimento com inflação elevada e contas públicas em deterioração. Em julho, o setor público teve déficit primário de R$ 4,7 bilhões. Pelo terceiro mês consecutivo esse indicador ficou no vermelho. Isso é uma enorme anomalia. Incapaz de equilibrar suas contas, o governo tem-se comprometido, há muito tempo, a separar pelo menos o dinheiro suficiente para pagar juros e estabilizar ou reduzir sua dívida. Esse dinheiro posto de lado é o superávit primário.
A equipe econômica prometeu um resultado primário de R$ 99 bilhões para todo o setor público. O governo central - Tesouro, Previdência e Banco Central - deveria contribuir com R$ 80,7 bilhões. Até julho, o governo central acumulou apenas R$ 13,47 bilhões. O setor público total, R$ 24,68 bilhões. Alcançar a meta, só com muita criatividade e muitos truques. O desastre fiscal combina os efeitos de dois fracassos - da política econômica em geral e, de modo especial, dos incentivos tributários concedidos a setores selecionados. Não funcionaram.
(30/08/14).



DESTAQUES

Ministro da Defesa dá outra interpretação a documentos dos Comandantes de Forças

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB

O ministro da Defesa deu uma nova interpretação aos documentos dos Comandantes de Forças entregues à Comissão Nacional da Verdade, informando que não houve violação de direitos humanos praticados em suas dependências. Na documentação encaminhada à comissão, dia 19, sexta-feira, o ministro faz uma leitura enviesada dos textos e afiança que, pelo contrário, aconteceram maus tratos e crimes naquelas dependências. Faltou dar a ideia de que a instituição militar poderia vir a pedir perdão à nação pelos crimes praticados pelos seus agentes empregados na repressão aos militantes da luta armada.
(...)
Veja.
. CNV considera "positiva, mas insuficiente" nota do Ministério da Defesa e das FFAA.
. Nota da CNV sobre ofício do Ministro da Defesa de 19 de setembro de 2014.
. Ministro da Defesa dá outra interpretação a documentos dos Comandantes de Forças. (José Geraldo Pimentel).
. Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura. (Evandro Éboli).
. Despacho do ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade. (Ministério da Defesa).
. As Forças Armadas unidas respondem a questionário da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. A Comissão da Verdade reúne-se com os militares. (José Geraldo Pimentel).


Revisão da Lei da Anistia
Veja.
. TRF manda prosseguir ação do caso Rubens Paiva. (Chico Otávio).
. Procuradoria-Geral da República dá parecer a favor da revisão da Lei da Anistia.
. Comissão do Senado aprova revisão da Lei da Anistia. (Evandro Éboli).
. A melhor defesa é o ataque. Reajam! (José Geraldo Pimentel).


VERDADE OU MENTIRA
Dilma oferece Acre para palestinos “fazerem um país”
Veja.

Avião de Eduardo Campos teria sofrido um atentado
Cel Jose Ori Dolvim Dantas.

Internacionalização da Amazônia
Veja.

Sancionado o Marco Civil da Internet
Veja.

PF intima delegado que denunciou fábrica de dossiês no governo Lula
Crítica.

Um paralelo entre as Copas de 1970 e 2014
. A presença da presidente Dilma em solenidades continua sendo motivo para vaias.
. Dilma é vaiada no encerramento da Copa do Mundo 2014. (Vídeo).
. ‘Dialogo’ com a presidente da república. (José Geraldo Pimentel).
. Sonho - Brasil hexacampeão. (José Geraldo Pimentel).
. Lembranças. (José Geraldo Pimentel).
. Em 1970 Médici era aplaudido nos estádios de futebol. Em 2014 Dilma é vaiada! (Alexandre Garcia).

Veja.

HCEx de roupagem nova
José Geraldo Pimentel.

O Movimento Cívico-Militar de 31 de Março de 1964
Manoel Soriano Neto.

Edição especial dos 50 Anos da Contrarrevolução de 1964
31 de Março de 1964 – A Verdade.

Dia da Pátria
Veja.
. Eu vi! (José Geraldo Pimentel).
. Desfile de Sete de Setembro de 2014. (Vídeo).
. Sete de Setembro. (José Geraldo Pimentel).
. Um dia para ser esquecido! (José Geraldo Pimentel).
. Como é bom ser brasileiro.
. Orgulho de ser brasileiro. (José Geraldo Pimentel).
. A Pátria. (Rui Barbosa).
. A Pátria. (Olavo Bilac).


Dia do Soldado
Especial.
. Eu sou um soldado do Exército brasileiro! (José Geraldo Pimentel).
. O recruta 1001. (José Geraldo Pimentel).
. Seguindo o Exemplo de Caxias. (Cel José Gobbo Ferreira).
. Dia do Soldado. (Gen Marco Antonio Felicio da Silva).
. Dia do Soldado, nascimento do imortal Duque de Caxias. (Cel Ney de Oliveira Waszak).
. Ele, sim, governa o Brasil! (Aileda de Mattos Oliveira).


O Dia do Exército sem comemorações
Especial.

REVISTA CULTURAL

Almanaque
José Geraldo Pimentel.

SÁTIRA

A dama do vestido branco
José Geraldo Pimentel.

COMPORTAMENTO

A desconstrução do mito de barro Maria do Rosário
José Geraldo Pimentel.



EDITORIAL

ÍNDICE

. Defender o corporativismo é dar sinal de fraqueza moral e falta de atitude. (José Geraldo Pimentel).
. Tomada de atitude. (José Geraldo Pimentel).
. Liberdade consentida. (José Geraldo Pimentel).
. O limite da crítica e o corporativismo. (José Geraldo Pimentel).
. Morte aos terroristas! (José Geraldo Pimentel).
. República Popular do Brasil. (José Geraldo Pimentel).


Defender o corporativismo é dar sinal de fraqueza moral e falta de atitude

José Geraldo Pimentel

O texto ‘Tomada de atitude’ causou um frisson em alguns falsos puristas que se incomodam quando falo a verdade, censurando o acasalamento entre o carreirismo e a covardia que é usada como trampolim a muitos indivíduos que não servem ao Exército, mas se utilizam do cargo que exercem para garantir um futuro promissor, bajulando os donos do poder.
“- Uma boquinha na reserva é tudo que almejo, entenda capitão!”
Quando me refiro aos agentes do Estado que veem aceitando depor na ‘comissão da calúnia’ eu acredito que se não o fizessem, mesmo ameaçados de serem levados presos e algemados pela Polícia Federal, já que a comissão fez convênio nesse sentido, inclusive dando ciência aos comandantes militares que ouviram calados e em silêncio permaneceram, imagino que o não comparecimento contribuiria para neutralizar a comissão, fazendo-a morrer no nascedouro.
O Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi meu comandante de subunidade no 1GCan90AAé, em Deodoro. Temos o maior respeito um pelo outro. Poucos dias antes de seu comparecimento perante a comissão, ele se propunha não fazê-lo, depois o orientaram atender à convocação. Não achei correta a sua atitude. Um vencedor não se submete ao perdedor!
Outros oficiais, pelo menos dois generais e alguns coronéis, depuseram perante ‘consultores técnicos’, jovens ativistas políticos do Partido dos Trabalhadores, que receberam a incumbência de fazer a leitura de questões relacionadas à repressão militar contra os militantes da luta armada. Achei extremamente ridícula esta situação. Os depoentes foram considerados tão sem importância, que os membros da comissão preferiram mandar dois garotos em seus lugares.
- Temos coisas mais importantes a fazer, Senhor capitão.
Os oficiais não perceberam que estavam sendo diminuídos, e saíram contando vitória. Pobres de espírito!
Falar a verdade incomoda. O corporativismo muitas vezes fala mais alto; e se põe acima da honra e do respeito à farda dos que a vestem!

Rio de Janeiro, 04 de agosto de 2014.



Tomada de atitude

José Geraldo Pimentel

Começo esse texto me redimindo dos excessos com que trato alguns superiores hierárquicos. Seria diferente se as autoridades militares não permitissem a um bando de comuno-petistas, em sua maioria remanescente e simpatizante dos militantes da luta armada, arvorasse-se no direito de atacar as Forças Armadas impunemente. A falta de atitude fragiliza as FFAA que já não são mais aquela instituição que sempre esteve à frente nos índices de pesquisa de opinião, com ampla margem de popularidade e confiança da população. Só os desavisados continuam a pensar o contrário.
Hoje qualquer vagabunda de uma ex-ministra chefe da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, pousa de amazonas e monta no lombo do comandante do Exército e o obriga a fazer o que dá em sua cabeça. Uma marginal que defende os direitos dos bandidos cria um Acordo de Solução Amistosa e obriga o General Enzo Martins Peri – essa coisa imprestável que se intitula comandante da Força Terrestre, - a assinar o documento e descerrar uma placa na Academia Militar das Agulhas Negras, concordando que na instituição de ensino, local onde se formam os oficiais do Exército, se praticam torturas contra os cadetes. Uma infâmia contra a mais nobre das instituições de ensino da Força.
Declarei em um texto que o corporativismo também é praticado na instituição militar. Traduzindo. Fazem-se vistas grossas para os erros praticados pelos superiores hierárquicos. O chefe pode tudo, inclusive fechar os olhos e permitir que se desmoralizem as FFAA. Que se criem Centros de Memória para cultuar inverdades, transformando os militares em torturadores; criaturas más que prenderam, judiaram e mataram militantes da luta armada. Não reagem quando se desconsideram os crimes bárbaros praticados pelos terroristas e guerrilheiros, como os assassinatos de cento e vinte brasileiros e alguns estrangeiros, muitos torturados a golpes de facão e a coronhadas de fuzil. Esquecem-se dos sequestros e torturas praticados contra embaixadores de nações amigas, para obrigar as autoridades militares a lhes libertarem e se asilarem no exterior. Não levam em conta os assaltos a unidades militares e bancos para roubar armamentos, munições e dinheiro. Aos atos terroristas em Aeroporto Internacional de Recife e portão de entrada de unidade militar em São Paulo, causando mortes e ferimentos em diversos cidadãos, inclusive militares. Esses crimes hoje são considerados como atos de bravura. O fim justifica os meios! Proclamam os criminosos, auto se intitulando heróis nacionais, com direito a indenizações e pensões milionárias, sem descontar Imposto de Renda. Na Nova República trair a pátria dá direito à recompensa monetária e honrarias militares.
Os chefes militares vivem bajulando ex-terroristas e ex-guerrilheiros, com ampla distribuição de medalhas por ‘relevantes serviços prestados ao país e às FFAA brasileiras’!
Os beneméritos recebem em troca o desprezo de seus algozes que os tratam como cachorros; e não lhes permitem entrar no mesmo elevador em que estiver a ex-terrorista, ladra e assassina, atualmente presidentA da república, Senhora Dilma Vana Rousseff. Proíbem-nos de frequentar o palanque das autoridades civis, mesmo num parada militar, sendo-lhes destinado um palanque onde assistem o desfile na ‘dispersão’.
- Não gostamos de militares, Capitão Pimentel. Não dá para deixá-los no mesmo palanque junto à presidente da república! Diz o chefe do cerimonial.
E não fica por aí a pouca vergonha das autoridades militares. Elas permitem que os ex-agentes do Estado, - militares das FFAA e civis e militares das Forças Auxiliares, - sejam inquiridos por uma comissão que funciona como um tribunal de exceção. ‘Comissão da calúnia’ como profetizou o general Santa Rosa. Se o militar convocado não comparecer por espontânea vontade, depois da intimação, será levado coercitivamente (preso e algemado) para depor.
A intimidação tem surtido efeito. Nenhum militar deixou de atender à convocação. Muitos veem depondo na condição de delação premiada. Fazem-se de vítimas e dão margens a que outros companheiros da repressão sejam denunciados.
Se o primeiro agente do Estado convocado para depor, se negasse a comparecer perante a comissão, outros militares teriam seguido o exemplo. A comissão teria morrido no nascedouro.
- Não crio problema se os ‘militares do passado’ forem convocados para depor! Declarou o insigne cooperador do regime que se traveste de comandante do Exército.
Não me passa pela cabeça que a instituição militar viva um quadro de desmoralização, sem que uma única autoridade militar reaja e ponha um fim ao escárnio. O silêncio obsequioso das autoridades militares me incomoda.
Têm militares não envolvidos na luta armada que gostariam de ser convocados. Imaginam-se sob os holofotes da mídia!
"- Um dia, todos terão direito a 15 minutos de fama." (Andy Warhol).
A comissão quer esculachar os agentes do Estado expondo-os como troféus de guerra.
“- Os depoimentos servirão de apoio para a Audiência Pública sobre a Guerrilha do Araguaia, marcada para dia 12 de agosto, em Brasília.” Afiança o coordenador da CNV, Pedro Dallari. (Ag Brasil/Site da CNV).
O destino dos agentes do Estado está selado. Logo a ‘comissão da calúnia’ encerra os trabalhos, o Congresso Nacional reformula a Lei da Anistia e começará o festival de condenações e prisões. A tragédia que acontece aos militares na Argentina irá se repetir no Brasil.
Como disse acima, estou fazendo uma mea culpa. Sou de boa índole, incapaz de atirar uma pedra em um roedor; muito menos fazer mal a um ser humano.
Quero toda a paz do Senhor. Quero terminar os meus dias em paz ao lado de minha família. Mas não coloquem uma arma em minhas mãos!
Fiquem vocês fracos de espírito, vendilhões da pátria, com o seu corporativismo infame. Continuem defendendo os bandidos de seus companheiros carreiristas que usam a instituição militar como um trampolim para se dar bem na vida. Eu sou um pobre diabo que servi ao Exército e não me servi dele. Tive a felicidade de viver uma época em que homens comandavam a instituição militar. Só guardo boas lembranças e respeito de quantos foram meus chefes militares. Tenho um carinho especial pelos colegas de caserna, que como eu viveram um tempo de honradez, amizade, e muita dedicação à entidade que nos acolheu quando jovens.
Sinto profundamente pelo destino dos nossos jovens cadetes e sargentos que estão se formando em instituições militares. Por isso os recomendo. Não confiem nos seus chefes militares. Se lhes derem uma missão que possa lhes trazer complicações no futuro, exijam uma ordem por escrito. As autoridades militares de hoje pecam por confundirem covardia com disciplina militar. A atitude passa ao largo de seu caráter.

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2014.



Liberdade consentida

Criei inimigos por falar a verdade. Mas por trás dessa perda, ganhei a minha verdadeira liberdade. Isso ficou provado depois que publiquei o texto ‘O limite da crítica e o corporativismo’.
Fazia parte, entre outras, de uma lista de discussão da polícia militar de São Paulo. Não solicitara para participar da lista. Fui convidado pelo moderador. No decorrer do tempo fui percebendo que as matérias que encaminhava para o moderador não chegavam a ser publicadas ou demoravam em aparecer na lista. Os demais postantes tinham seus textos publicados sem intermediação e no ato da postagem. Mas ontem foi diferente. O moderar respondeu o texto acima dizendo que concordava com algumas coisas e outras não. Essa resposta não era dirigida a mim, o autor do texto, mas a outro coronel que ficara brabo com o conteúdo da matéria querendo saber se eu era capitão Exército ou da Polícia Militar. Furioso porque eu digo no texto que não concordo com partido militar, uma obra prima de quem quer mudar de status galgando um cargo no Legislativo.
Eu sempre ponderei que o militar só pode se candidatar a um cargo eletivo se estiver na reserva ou reformado. Na ativa, mesmo licenciando-se, é mais digno solicitar exclusão da instituição militar antes de entrar na seara dos que enganam e nada fazem pelos colegas de farda. No Congresso Nacional existe mais de uma dezena de políticos oriundos da caserna que não movem uma palha para defender a classe.
Um partido militar soa como coisa de fascismo e nazismo. O militar não tem partido político, agrega-se a qualquer legenda. Seu partido é a nação brasileira. Por isso recomendo, se algum dia essa legenda for aprovada, não votem em seus candidatos. Que o partido morra no nascedouro.
Não me iludo com ‘formação de uma frente parlamentar militar’. Referi-me no texto acima que os ruralistas dispõem de uma grande bancada de deputados e ‘morrem na praia’.
Aproveitando o tema, o Brasil não estaria mal se tivesse um candidato militar eleito presidente da república. Citaria, entre outros tantos nomes, o General da Reserva Santa Rosa, um homem equilibrado emocionalmente, culto e de atitude.
Estou livre de uma lista de discussão que não admite o contraditório. Prefiro ficar longe dessa lista, a ter uma liberdade consentida!

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB

Rio de Janeiro, 18 de julho de 2014.



O limite da crítica e o corporativismo

O homem não difere de um animal irracional. Observa-se que na floresta os animais andam normalmente em grupos, e se defendem de um predador contra-atacando juntos. Assim também se comporta o homem. Esse tipo de defesa é visto em todas as classes sociais. Uma da mais unida é a classe artística. Os artistas se mostram coesos prestigiando os colegas nos lançamentos de uma peça teatral, um show musical, um filme, etc. Se solidarizam nos momentos de desgraças. As rusgas entre elementos acontecem sempre por motivos de vaidade, mas não costumam prosperar por muito tempo, porque os laços de amizade são fortes.
E o bicho ‘milico’, aquela classe social em que a união é mantida pelos regulamentos, e, esporadicamente, pela lembrança de um convívio em uma escola de formação, quer seja de graduados ou de oficiais? Na reserva ou na reforma, a lembrança vem ao se ler um obituário. Uma frase de pesar que nunca chega ao conhecimento dos familiares do falecido.
Trocando em miúdos. O militar costuma carregar o ‘rei na barriga’; isto é: tem complexo de superioridade. Acha-se superior aos colegas de graduações e postos inferiores, mais os oficiais do que os sargentos. E tem uma deformação de caráter que consiste em viver pendurado no saco do superior hierárquico. Se um companheiro de farda é de posto inferior ao seu, dificilmente cita o seu nome ao fazer um comentário sobre um texto que escreveu, quando muito faz uma referência ao posto. “Um capitão abordou tal assunto”. Se for um de classe hierárquica superior, sobram comentários e a citação do autor.
Faço essas observações em função da pouca receptividade dada pelos companheiros de farda em relação às críticas que escrevo sobre superiores hierárquicos. Leitores civis fazem os seus comentários, elogiando ou criticando, mas não se esquivam em fazer.
Pergunto: Um militar pode criticar a atitude de um superior hierárquico, ainda mais na posição de comandante de uma Força? Se o militar não cumpre o seu papel de chefe militar, não se preocupa com as mazelas de seus comandados, acho-me no direito de cobrar providências. Não vou esperar que se criem sindicatos para defender os pleitos dos militares. Não vou votar em candidato militar só porque se acredita ser necessário ter-se uma bancada no Congresso Nacional. Os ruralistas têm uma forte representação no parlamento e morrem na praia. Sofrem com o descaso do governo e ainda vê as suas propriedades invadidas. E vão enfrentar os vândalos de sem-terra para ver se não são processados! Nem a polícia militar pode coibir a ação desses marginais. O exemplo de Eldorado dos Carajás está aí para confirmar. Na mentalidade dos defensores dos direitos dos bandidos os policiais deveriam permitir que os desordeiros armados de facões, foices, enxadas e porretes os atacassem livremente, sem se defenderam. Fizeram bem em reagir à altura. Só faltou liderança policial e militar para enfrentar os marginais de toga que condenaram os colegas de farda. Por isso sou contra a criação de partido militar. O militar não tem partido. Seu partido é a nação brasileira. Não voto em militar da ativa que se candidate a qualquer cargo político. Quer ser político e entrar na mamata, peça exclusão da caserna; é mais honesto e digno.
Quem por direito tem a obrigação funcional e moral de defender os interesses da classe militar são os chefes militares. Nunca deixar nas mãos de um ministro da Defesa, desqualificado profissionalmente, por se tratar de um civil que não entende nada dos misteres militares. E pior quando é um membro da canalha que governa o país.
Não vejo porque fazer vistas grossas quando, por exemplo, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, assina um Acordo de Solução Amistosa, e vai ao descerramento de uma placa que injuria a honra de uma unidade militar como a Academia Militar das Agulhas Negras, só por que assim deseja e ordena a ministra chefe da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, senhora Maria do Rosário Nunes. Não tenho porque me calar quando essa senhora determina que se retire do site do Exército a referência à derrubada do ex-governo comunista do senhor João Belchior Marques Goulart. Devo aceitar que proíbam o Exército de realizar solenidades no dia 31 de março? O Ministro da Defesa, Celso Amorim, comenta em entrevista à jornalista Miriam Leitão (O Globo, 28/06/14) como avanço, o fato de o Exército não mais comemorar oficialmente o 31 de março. Não comemora porque a covardia passou a morar na alma e coração de muitos chefes militares, aqueles que não honram a farda que vestem. A carreira militar é colocada em primeiro plano.
Tenho que compactuar com a irresponsabilidade de um comandante de Força que abandona os companheiros que deram as suas vidas em defesa da pátria, lutando contra os militantes da luta armada, entregando-os, praticamente, nas mãos dos seus inimigos?
Digo e repito: não concordo que um chefe militar aja como um covarde, sujeitando-se às ordens de uma ‘ordinária’ (citação dita e consagrada pelo cap Jair Bolsonaro), só porque faz parte do staff da presidência da república. E nem porque age como um cooperador de um regime de feições comunista, tratando os ex-companheiros de farda como ‘militares do passado’. Um chefe militar antes de se mostrar um serviçal deve pensar na representatividade da função que exerce. Um militar nunca é um covarde!
A verdade incomoda aos corporativistas. Daí o silêncio sepulcral! ‘Comentar um artigo do cap Pimentel é concordar com ele, e isto não fazemos, não pelo que escreve, mas por ser um oficial de patente inferior!’
Esse silêncio é a aprova de que não estou faltando com a verdade e nem desrespeitando a autoridade!

José Geraldo Pimentel

Rio de Janeiro, 13 de julho de 2014.



Morte aos terroristas!

Se você nunca viu um terrorista está na hora de saber onde encontrá-lo. O miserável é contagioso, ladrão, mentiroso e covarde. É trapaceiro, bajulador e destruidor de sonhos e esperanças. Quer a qualquer custo transformar o país num paraíso de parasitas, de dependentes de Bolsas Família, Bolsas Presídio, Bolsas Ditadura, Bolsas Prostituta, Cotistas analfabetos funcionais com direito a entrar em faculdades, vagabundos que nunca pegaram em uma enxada ganharem pedaços de terra, mas sobrevivendo com alimentação fornecida pelo governo, marginais que não trabalham e lhe dá o direito de ter uma casa, invadindo conjuntos residenciais e imóveis particular. Desestrutura a família tirando dos pais o direito de educar os filhos. Cria cartilha ensinando os jovens a se prostituírem e a falar e escrever errado. Joga uma classe social contra outra.
Esse monstro pode ser encontrado em uma comissão dita da verdade, onde pululam duas putas vadias e cinco veados passados do prazo de validade. É achado confabulando atrás de fachadas ditas de promotores públicos federais que desonram a classe, achando que descobriram falhas na Lei da Anistia, e querem a todo custo processar e levar para o xadrez os agentes do Estado. - militares das Forças Armadas e policiais civis e militares das Forças Auxiliares, - que derrotaram os militantes da luta armada.
Em número sempre crescente vai saindo do armário um grupo de militares traidores, que se passou de armas e bagagens para o lado dos comuno-petistas que ganharam as eleições presidenciais e se acham por isso os novos donos do país.
Está mais do que na hora dos homens e mulheres de bem do meu país saírem em campo e aniquilarem esses ratos de esgoto. Não atendam a convocações de comissões da calúnia e promotores públicos mancomunados com o regime retrogrado que quer se perpetuar no poder. É uma questão de honra salvar a nação brasileira. Que se exterminem esses miseráveis.
Quem guarda em casa uma arma de fogo trate de limpá-la e carregá-la de munição. Não vamos esperar que as FFAA comandadas por três putos covardes resolvam sair em campo e deem um basta nessa onda de esculacho que campeia em todos os cantos do país. Esses três covardes são uma extensão dos que desgovernam o país. Precisam ser destronados de seus cargos.
Oficiais sérios comprometidos com a ordem pública, a defesa das instituições e a segurança do território nacional não podem mais se omitirem de seus deveres de soldados e cidadãos. A honra e o futuro da instituição militar estão em suas mãos.
Vamos todos civis e militares defender a pátria comum. O Brasil é de todos nós brasileiros e não dessa cachorrada comandada por uma ordinária, ex-terrorista e ladra que atende pelo pseudônimo de Dilma Vana Rousseff, e seu tutor, Luiz Inácio Lula da Silva, vulgo ‘Barba’, ex-agente X-9, que atendia os colegas arruaceiros de portas de fábrica e os patrões, agindo a mando do DOPS.
Ir à luta é preciso!
O Brasil espera que cada um cumpra com o seu dever!

José Geraldo Pimentel

Rio de Janeiro, 24 de junho de 2014.



República Popular do Brasil

Estamos nas mãos de um governo que confunde eleições presidenciais com apropriação do país através do voto. Manipula para perpetuar-se no poder. E está conseguindo.
Primeiro adestraram as Forças Armadas, transformando-as em guardas pretorianas nas mãos de três comandantes militares servis, que confundem covardia com disciplina militar. São três chefes travestidos de autoridades militares. Bajuladores, omissos, imorais e lenientes.
Para os comandantes de Forças uma verba para pintar um aquartelamento, comprar uma corveta para trafegar no Rio Amazonas, construir uma meia dúzia de aviões de treinamento, significa atender às necessidades da instituição militar. Esquecem que umas FFAA precisam estar equipadas com material capaz de dissuadir um possível inimigo externo. Um país que disponha, por exemplo, de armas nucleares, como Israel, Turquia e Índia, são respeitados no cenário mundial.
O reaparelhamento das FFAA é só falácia. Não sai do papel.
Mas nada tão convincente do que enganar quem está aberto à enganação.
O governo vai criando uma força militar paralela. Montou a Força Nacional de Segurança Pública mais equipada do que as próprias FFAA. Manipula o Congresso Nacional. Mobilia o Supremo Tribunal Federal com mais da metade de seus membros dispostos a servir ao Executivo. A recém-empossada presidente do Superior Tribunal Militar é uma senhora filiada ao Partido dos Trabalhadores, amiga do ex-presidente Lula e esposa, advogada colocada na Casa Civil da Presidência da República na gestão de José Dirceu. Uma comunista sintonizada com os anseios de seu partido. A Comissão Nacional da Verdade chega sentir inveja da nova ‘cumpanhera’ de jornada; pois mesmo tirando de circulação alguns ex-agentes do Estado, - justiçaram três coronéis e um tenente, - perde longe da justiceira de toga.
A presidente do STM promete julgar e condenar quantos militares caírem em suas mãos. Nenhum militar que passar pelo STM será absolvido. Rezo para que não aja como a vadia da ministra chefe da SEDH/PR, Maria do Rosário Nunes, aquela que grudou nas costas do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e não larga mais. Melhor dizendo: tirou uma licença de seu posto para reassumir a cadeira de deputada federal pelo Rio Grande do Sul a fim de reforçar a campanha de revisão da Lei da Anistia. .
- Capitão, estamos apavorados. Revela um dos membros do STM.
- A presidente do STM imita a presidente da república. Confidencia outro membro do STM.
A imitação da presidente da república se prende a sua arrogância. Uma mulher sem compostura para o exercício da presidência da república. Todos a veem como um poste plantado no Planalto pelo ex-presidente Lula. A senhora Dilma Vana Rousseff, para os ex companheiros de luta armada, - Estela, Luiza, Patrícia e Wanda, - é useira e vezeira em tripudiar as pessoas que estão a sua volta. Maltratou sua cabeleireira, a tradutora que a acompanhou em uma viagem ao exterior, ministros de Estado, e, pasmem, o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
As pessoas mais próximas do general de Exército José Elito Carvalho confirmam que ele fede mais do que seu colega do Forte Apache, tantas são as mijadas que leva da presidente. O general José Elito Carvalho é um homem com pouco apego aos brios da farda. Não larga o cargo. ‘É o status, o pró-labore, as mordomias.’ Deve pensar.
- Tudo de bom que a vida oferece, capitão!
- Cartão corporativo!!!
- Capitão blogueiro. Fofoqueiro!
A presidente Dilma andou perto de levar uma lição.
- A vaca da presidente da república, a comuna Dilma Vana Rousseff, ainda não levou uma lição, porque uma de suas vítimas, a oficial da Marinha que chefiava a segurança pessoal, contou dez vezes e a deixou em paz, desligando-se do cargo. Confidencia um assistente da presidência da república. Por pouco a oficial não saltou no pescoço da machona, não o fazendo quando se lembrou de que a bandida da presidente da república sofre do mesmo mal que está levando para o brejo o ex-presidente da república, o ‘Barba’, e mandou para o inferno o ex-ditador da Venezuela, Hugo Chávez.
A nova presidente do STM se empolga e declara à imprensa:
- “Faço questão de salvar nossa memória para o bem e para o mal. Para mostrar as mazelas do regime ditatorial e também a importância que essa Justiça teve no combate aos abusos e às usurpações do Direito que foram cometidas nessa época.”
Só esqueceu-se de falar sobre as atrocidades cometidas pelos comparsas, terroristas e guerrilheiros assaltantes de bancos e unidades militares, sequestros de embaixadores, assassinos de mais de uma centena de pessoas, incluindo o justiçamento de ‘cumpanheros’ que ameaçavam abandonar o grupo. Responsáveis por atos terroristas em aeroporto civil e porta de quartel, em ambos matando e mutilando pessoas. A justiça em sua concepção tem ‘um peso, duas medidas’!
A ministra disse ainda que acredita ser pertinente uma discussão para possível revisão da legislação que garantiu o perdão aos militares que praticaram crimes de tortura.
Se a anistia for derrubada é possível que alguns militares sejam julgados pela justiça militar, em relação a isso; dando a entender que acredita na possibilidade de revogação da anistia para os militares.’
- “O que pesa mais? Os tratados internacionais ou um pacto feito em um determinado momento da história?” Frisou.
(Fonte: Revista Sociedade Militar, 02/06/2014).
Uma revisão na Lei da Anistia seria a oportunidade de enquadrar os assassinos que andam soltos pousando de heróis nacionais, locupletando-se do Erário e beneficiando-se de polpudas indenizações e pensões milionárias, sem descontar Imposto de Renda. Se tal vier acontecer, fecha-se a administração pública federal porquanto todos os comuno-petistas que mobíliam as repartições públicas serão confinados atrás das grades, juntos e harmoniosamente convivendo os mesmos espaços dos agentes do Estado. A presidente da república não irá ter mordomias. Nada de visitas íntimas. Sua grande paixão que a mantém em estado de graça, e que só se materializa nas férias; quando, invariavelmente, convida o ex-marido e esposa para acompanhá-la.
- Problemas, capitão? Tenho direito. Sou a outra!
A senhora Dilma voltará a conviver com as delinquentes de seu tempo de criminosa, quando planejava assaltos, crimes hediondos e participou do roubo do cofre com US$ 2,16 milhões na residência do ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros. O assalto ocorreu na mansão do bairro Santa Tereza, no Rio de Janeiro.
A futura presidente da república era uma ladra bonita, mas ordinária. Bandida para nenhuma vadia botar defeito!
Realmente, a presidente da república já foi uma senhora simpática. A olhava com os olhos de um grande admirador. Ela lembrava a minha professorinha de meus tempos de estudos em Bento Gonçalves. A professora lecionava literatura brasileira. Aparecia com suas inseparáveis calça de brim e blusa branca. Era dedicada e me despertou o gosto pela leitura. A senhora Dilma Vana Rousseff quando foi indicada a concorrer à presidência da república se submeteu a uma cirurgia plástica, perdendo o glamour que me encantava e lembrava a professora Ana.
Para fechar o cerco contra a democracia o novo Procurador-geral da República é mais uma figura que saiu do baralho viciado que está nas mãos do governo. É tão abusado que desafia as determinações do presidente do Supremo Tribunal Federal. Solicitou ao plenário da casa que anule a decisão do ministro Joaquim Barbosa que ‘havia revogado a autorização de trabalho externo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares proibidos de trabalharem fora da cadeia, sob o argumento de que deveriam antes cumprir um sexto da pena’.
No atual quadro institucional em que vivemos, decretar a mudança de regime do país é desnecessário, pois a presidente da república, Dilma Vana Rousseff, já governa por meio de decretos. O último assume que o país realmente se transformou em uma república do proletariado.
O decreto 8.243, de 23 de maio deste ano, cria uma “Política Nacional de Participação Social” e um “Sistema Nacional de Participação Social”. O Executivo passa a tomar decisões conjuntas com os movimentos sociais. O Brasil torna-se uma república participativa, excluindo-se das decisões os trabalhadores, empresários e Congresso Nacional. As FFAA integram o pacto de lesa pátria nas mãos dos atuais comandantes de Forças.
Saída? Existe.
- Primeiro: Que se destronem de seus cargos os três cooperadores do regime, - os comandantes de Forças - colocando-se em seus lugares militares comprometidos com a ordem, a defesa das instituições e a guarda do território nacional.
- Segundo: Que se ponha em prática o ‘modus faciendi’ dos ex-terroristas e ex-guerrilheiros, tirando de circulação os comunistas que tomaram de assalto o país. Ao ex-presidente Lula dá-se o mesmo destino do deputado federal paulista Rubens Paiva.
- Terceiro: Que se devolva o país, uma vez sanado, ao poder civil, cassando os direitos in aeternum dos políticos traidores da pátria.
O país precisa renascer das cinzas.

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
Exército de Caxias

Rio de Janeiro, 07 de junho de 2014.

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CRÍTICA

ÍNDICE

. A Metamorfose (?) do Exército Brasileiro? (Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira).
. Carta de uma médica à presidente da república. (Fernanda Melo).
. Resposta do presidente do STF à fala do ex-presidente Lula.
. Janot pede que Dirceu e Delúbio recebam autorização de trabalho externo.
. Guarda pretoriana. (Rômulo Bini Pereira).
. Ex-aliado atribui a Lula maior crise da história do setor sucroalcooleiro. (Cláudio Humberto).
. Grito da Liberdade. (Reinaldo Azevedo).
. O governo da anarquia. (Sacha Calmon).
. A violência é a marca dos governos do Partido dos Trabalhadores. (Maria Lucia Victor Barbosa).
. A rua petista. (Denis Lerrer Rosenfield).


A Metamorfose (?) do Exército Brasileiro?

Gen Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Ultimamente, corre nos bastidores que o Exército de hoje metamorfoseou - se, adotando novos parâmetros ou abandonando seus antigos e ultrapassados padrões.
Afirmam os maldosos boateiros que o silêncio das atuais autoridades militares é a confirmação do fato.
Divulgam, ainda, que o intenso uso das Forças Armadas em Operações Tipo - Polícia e nada mais do que isto, além da construção de obras de engenharia, como estradas, ferrovias e aeroportos, serão a sua principal e única serventia para o governo comunista.
Ressaltam também, que o ensino nas casernas está sendo devidamente orientado para a nova missão das instituições militares, que inoculada nos novos militares deverá criar uma mentalidade favorável aos atuais governantes e às suas ideologias.
Antigos procedimentos como o impedir o ingresso de homossexuais será sepultado, segundo a nova visão, e a desculpa da necessidade da construção de banheiros para os homens, e atualmente para as mulheres que de há muito estão incorporadas, e pela construção dos banheiros só para os homossexuais, o que impediria que as pobres bichas ficassem de olho nas partes genitais de seus companheiros do sexo masculino.
A metamorfose teve início há décadas, mas tornou - se explícita quando o desgoverno proibiu que a Instituição comemorasse datas históricas, como a Intentona Comunista de 1935 e a Contrarrevolução de 31 de Março de 1964.
Além disso, para atemorizar, desencadeou, sem que houvesse qualquer reação, a Comissão da Verdade. Era o aproveitamento do êxito obtido pela lei de indenização dos heróis subversivos.
Dizem os entendidos que quando as instituições militares fecharam as suas portas aos apelos dos antigos agentes da repressão, na maioria elogiados e laureados com medalhas pelos seus serviços durante o combate aos terroristas e subversivos, praticamente estava sacramentada a transmutação.
Outros fatos funestos, como a inauguração da desmoralizante placa na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), como a comprovação de que aquela vetusta escola militar era antro de torturas e outras ignomínias.
Embora, a transformação tenha ocorrido ao longo de décadas, muitos juram que hoje ela é um fato inquestionável, haja vista as declarações da nova Presidente do Superior Tribunal Militar (STM), favorável à inclusão de homossexuais e de outras medidas sempre deploradas pelos antigos militares, mas que de acordo com as autoridades, entre elas o ministro da defesa, como afirmou em recente entrevista, hoje temos um novo Exército, e, portanto de mentalidade diferente, e até oposta aos seus antigos e rançosos parâmetros.
Durante o nosso périplo na caserna tivemos a oportunidade de debruçar - nos sobre as qualidades que deveriam sublinhar o caráter dos militares, estudamos e pesquisamos os Valores Militares, definidos no Vade – Mécum de Cerimonial Militar do Exército – Valores, Deveres e Ética Militares - VM 10, e que foram definidos pela Instituição como básicos para a formação das virtudes de seus integrantes.
Entendemos que para promover a transformação na mente dos novos membros seria preciso que aqueles parâmetros, responsáveis pela identidade da Instituição, fossem deturpados ou extirpados.
Em nossa inabalável opinião, os valores que edificaram a nossa Instituição possuem uma grandeza que foi capaz de forjar seus alicerces de forma permanente, pois foram consolidados nos séculos de sua formação, com heróis e ícones de honorabilidade imbatível e, portanto, não seria por ação solerte de uma canalha sem escrúpulos e de fugaz duração, que estaria abalada uma Instituição construída sobre valores que são inexoráveis.
Certamente, apesar do silêncio regulamentar imposto aos militares da Ativa, os militares da Reserva possuem a convicção de que os que labutam na Ativa possuem como eles o mesmo inabalável AMOR À PROFISSÃO, o arraigado PATRIOTISMO, o orgulhoso CIVISMO, o inquebrantável ESPÍRITO DE CORPO, o permanente APRIMORAMENTO TÉCNICO – PROFISSIONAL e a inquebrantável FÉ NA MISSÃO DO EXÉRCITO, para os leigos, os imutáveis Valores Militares.
(Alerta Total, 26/07/2014).



CARTA DE UMA MÉDICA À PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Não votem na corja do PT! Não reelejam essa mulher medíocre!

"Dilma, deixa eu te falar uma coisa!
Sou Fernanda Melo, médica, moradora e trabalhadora de Cabo Frio, cidade da baixada litorânea do estado do Rio de Janeiro.
Este ano completo 7 anos de formada pela Universidade Federal Fluminense e desde então, por opção de vida, trabalho no interior. Inclusive hoje, não moro mais num grande centro. Já trabalhei em cada canto...
Você não sabe o que eu já vi e vivi, não só como médica, mas como cidadã brasileira. Já tive que comprar remédio com meu dinheiro, porque a mãe da criança só tinha R$ 2,00 para comprar o pão.
Por que comprei?
Porque não tinha vaga no hospital para internar e eu já tinha usado todos os espaços possíveis (inclusive do corredor!) para internar os mais graves.
Você sabe o que é puxadinho?
Agora, já viu dentro de enfermaria? Pois é, eu já vi. E muitos. Sabe o que é mãe e filho dormirem na mesma maca porque simplesmente não havia espaço para sequer uma cadeira?
Já viu macas tão grudadas, mas tão grudadas, que na hora da visita médica era necessário chamar um por um para o consultório porque era impossível transitar na enfermaria?
Já trabalhei num local em que tive que autorizar que o familiar trouxesse comida ( não tinha, ora bolas!) e já trabalhei em outro que lotava na hora do lanche (diga-se refresco ralo com biscoito de péssima qualidade) que era distribuído aos que aguardavam na recepção.
Já esperei 12 horas por um simples hemograma. Já perdi o paciente antes de conseguir um mera ultrassonografia. Já vi luva descartável ser reciclada. Já deixei de conseguir vaga em UTI pra doente grave porque eu não tinha um exame complementar que justificasse o pedido.
Já fui ambuzando um prematuro de 1Kg (que óbvio, a mãe não tinha feito pré natal!) por 40 Km para vê-lo morrer na porta do hospital sem poder fazer nada. A ambulância não tinha nada...
Tem mais, calma! Já tive que escolher direta ou indiretamente quem deveria viver. E morrer...
Já ouvi muito desaforo de paciente, revoltando com tanto descaso e que na hora da raiva, desconta no médico, como eu, como meus colegas, na enfermeira, na recepcionista, no segurança, mas nunca em você.
Já ouviu alguém dizer na tua cara: meu filho vai morrer e a culpa é tua? Não, né? E a culpa nem era minha, mas era tua, talvez. Ou do teu antecessor. Ou do antecessor dele...
Já vi gente morrer! Óbvio, médico sempre vê gente morrendo, mas de apendicite, porque não tinha centro cirúrgico no lugar, nem ambulância pra transferir, nem vaga em outro hospital?
Agonizando, de insuficiência respiratória, porque não tinha laringoscópio, não tinha tubo, não tinha respirador?
De sepse, porque não tinha antibiótico, não tinha isolamento, não tinha UTI?
A gente é preparado pra ver gente morrer, mas não nessas condições.
Ah Dilma, você não sabe mesmo o que eu já vi! Mas deixa eu te falar uma coisa: trazer médico de Cuba, de Marte ou de qualquer outro lugar, não vai resolver nada!
E você sabe bem disso.
Só está tentado enrolar a gente com essa conversa fiada. É tanto descaso, tanta carência, tanto despreparo...
As pessoas adoecem pela fome, pela sede, pela falta de saneamento e educação e quando procuram os hospitais, despejam em nós todas as suas frustrações, medos, incertezas...
Mas às vezes eu não tenho luva e fio pra fazer uma sutura, o que dirá uma resposta para todo o seu sofrimento!
O problema do interior não é falta de médico. É falta de estrutura, de interesse, de vergonha na cara. Na tua cara e dessa corja que te acompanha!
Não é só salário que a gente reivindica. Eu não quero ganhar muito num lugar que tenha que fingir que faço medicina. E acho que a maioria dos médicos brasileiros também não.
Quer um conselho?
Pare de falar besteira em rede nacional e admita: já deu pra vocês!
Eu sei que na hora do desespero, a gente apela, mas vamos combinar, você abusou!
Se você não sabe ser "presidenta", desculpe-me, mas eu sei ser médica, mas por conta da incompetência de vocês, não estou conseguindo exercer minha função com louvor!
Não sei se isso vai chegar até você, mas já valeu pelo desabafo!"



Resposta do presidente do STF à fala do ex-presidente Lula

“Lamento profundamente que um ex-Presidente da República tenha escolhido um órgão da imprensa estrangeira para questionar a lisura do trabalho realizado pelos membros da mais alta Corte do País. A desqualificação do Supremo Tribunal Federal, pilar essencial da democracia brasileira, é um fato grave que merece o mais veemente repúdio. Essa iniciativa emite um sinal de desesperança para o cidadão comum, já indignado com a corrupção e a impunidade, e acuado pela violência. Os cidadãos brasileiros clamam por justiça.
A Ação Penal 470 foi conduzida de forma absolutamente transparente. Pela primeira vez na história do Tribunal, todas as partes de um processo criminal puderam ter acesso simultaneamente aos autos, a partir de qualquer ponto do território nacional uma vez que toda a documentação fora digitalizada e estava disponível em rede. As cerca de 60 sessões do julgamento foram públicas, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, além de terem recebido cobertura jornalística de mais de uma centena de profissionais de veículos nacionais e estrangeiros. Os advogados dos réus acompanharam, desde o primeiro dia, todos os passos do andamento do processo e puderam requerer todas as diligências e provas indispensáveis ao exercício do direito de defesa.
Acolhida a denúncia em agosto de 2007, o Ministério Público e os réus tiveram oportunidade de indicar testemunhas. Foram indicadas, no total, cerca de 600. Acusação e defesa dispuseram de mais de quatro anos para trazer ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal as provas que eram do seu respectivo interesse.
Além da prova testemunhal, foram feitas inúmeras perícias, muitas delas realizadas por órgãos e entidades situadas na esfera de mando e influência do Presidente da República, tais como:
- Banco Central do Brasil;
- Banco do Brasil;
- Polícia Federal;
- COAF;
Também contribuíram para o resultado do julgamento provas resultantes de trabalhos técnicos elaborados por órgãos da Câmara dos Deputados, do Tribunal de Contas da União e por Comissão Parlamentar de Inquérito Mista do Congresso Nacional.
Portanto, o juízo de valor emitido pelo ex-chefe de Estado não encontra qualquer respaldo na realidade e revela pura e simplesmente sua dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome.

Joaquim Barbosa
Presidente do Supremo Tribunal Federal.”



PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PASSA POR CIMA DO PRESIDENTE DO STF

Janot pede que Dirceu e Delúbio recebam autorização de trabalho externo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta sexta-feira (6) que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogue a decisão do presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e conceda o benefício de trabalho externo aos condenados no processo do mensalão José Dirceu e Delúbio Soares. O parecer foi anexado aos recursos apresentados pelas defesas do ex-ministro da Casa Civil e do ex-tesoureiro do PT. Assim como o entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), para Janot não é necessário o cumprimento de um sexto da pena, já que não haveria previsão legal que exija o cumprimento do lapso temporal para a concessão do benefício. “Ante o exposto, o Ministério Público Federal manifesta-se pela reforma da decisão agravada, para que o benefício do trabalho externo pleiteado pelo agravante, sob o prudente acompanhamento do juízo delegado [fiscalização pela Vara de Execuções Penais]". No mês passado, para cassar os benefícios, Barbosa entendeu que Dirceu, Delúbio e outros condenados no processo não podem trabalhar fora da prisão por não terem cumprido o requisito. De acordo com a Lei de Execução Penal, a concessão do trabalho externo deve seguir requisitos objetivos e subjetivos. A parte objetiva da lei diz que “a prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento, dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de um sexto da pena". Mas desde 1999, alguns juízes desconsideraram essa necessidade após decisão do STJ. O impasse só deve ser resolvido quando o STF julgar os recursos impetrados pela defesa dos condenados, mas o julgamento ainda não tem data definida.
(Bahia Notícias, com Agência Brasil, 06 de Junho de 2014).



Guarda pretoriana

Rômulo Bini Pereira (*)

“Desde a sua epigênese a esquerda gramscista foi programada para ter um obsessivo fascínio pela governabilidade de uma nação. Quando consegue isso, brota-lhe o desejo de se apoderar do Estado e nele se perpetuar. Então, de modo insidioso e sub-reptício, desfigura a componente militar tornando-a um braço armado em proveito de seus desígnios, uma Guarda Pretoriana” Ir. S. Avelar.
A Constituição federal de 1988 estabelece claramente, nos artigos 142 e 144, o papel das Forças Armadas e de seus órgãos policiais responsáveis pela segurança pública. Elaborada e aprovada após o término do regime militar, ainda sob a visão receosa de uma possível intervenção do segmento militar no campo político, reza a nossa Carta Magna que a missão essencial das Forças Armadas é a defesa do território e da soberania nacionais e que a segurança pública deve ser exercida pelas Polícias Federal, Rodoviária e Ferroviária Federais, Polícias Civil e Militar.
O emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem (GLO) vem se tornando praxe significativa e preocupante. É um tema muito sensível e sujeito a inúmeras análises e interpretações, até mesmo de sua inconstitucionalidade. Para tanto a Força Terrestre, a mais empregada, edita um caderno de GLO no qual constam 30 publicações (leis, leis complementares, decretos, portarias, ordens, regulamentos e outras) para orientar seus comandados. Uma vasta burocracia que, indubitavelmente, limita e inibe a operacionalidade dessa Força.
A maioria dos Estados já solicitou o emprego das Forças Armadas em distúrbios internos. No Estado do Rio de Janeiro nem mais se observa o que estabelece a legislação quanto ao caráter episódico e de menor duração possível no emprego das Forças de GLO. Efetivos da Marinha e do Exército atuaram por dois anos no conjunto de favelas do Alemão e hoje estão na favela da Maré. Já se fala em prolongar essa ação até a Olimpíada de 2016. São ações que envolvem riscos imprevisíveis.
A simples presença de tropas nas favelas tem sido de eficácia momentânea, porém questionável. Em áreas anteriormente pacificadas o crime organizado voltou a agir, e com maior intensidade. O Ministério da Defesa – um possível limitador desse empenho geral – demonstra ser ineficaz em selecionar e dar prioridade ao emprego das Forças. Atende às inúmeras solicitações do governo central, repassando aos Comandos Militares a responsabilidade de cumprir missões. Estes, com disciplina, executam suas missões, mesmo sabendo que em todos os escalões de comando é flagrante a opinião contrária às ações de GLO.
Deve-se considerar ainda que essas ações vêm atuando negativamente no lado operacional de sua principal missão constitucional, que é a defesa da Pátria e de sua soberania. A vulnerabilidade externa do nosso país é marcante. Longas fronteiras terrestres e marítimas, cobiças internacionais permanentes, efetivos e orçamentos reduzidos e um cenário mundial incerto exigem um preparo mínimo de adestramento e de meios de combate eficazes e modernos que permitam um adequado grau de dissuasão. Material de uso em distúrbios civis característicos das missões de GLO não é, em sua maioria, apto para o combate operacional. Não vamos combater com sprays de pimenta, cassetetes, jatos d’água ou balas de borracha, pois não são petrechos de guerra; são materiais específicos para os órgãos de segurança pública.
Adicione-se a essas considerações uma preocupação sempre latente. Com o agravamento das manifestações populares em todo o País, volta-se a falar na criação de “Guardas Nacionais” ou de “Polícias Militares Federais”, com base em efetivos da Força Terrestre. Já se estuda a transformação de batalhões operacionais com sede em capitais em batalhões de Polícia do Exército. Qual a finalidade dessas transformações? Atuar em GLO? Disciplinar o Exército? Atuar contra um inimigo interno? Ou até uma perturbadora iniciativa de transformá-los num real “braço armado” subordinado ao governo central?
A Força Nacional de Defesa, integrada por policiais militares oriundos de todos os Estados e criada no governo Lula, bem representa um embrião de uma Força subordinada diretamente aos que nos governam.
Em qualquer parte do mundo, ter um “braço armado” é um desejo histórico das esquerdas totalitárias. Como exemplo, em Cuba são suas Forças Armadas, tanto que seus líderes estão sempre fardados. Na Venezuela são as “Milícias do Povo”, armadas por Hugo Chávez. No Brasil o “Grupo dos Onze”, de Francisco Julião, serve de exemplo aos seguidores dos grupos do Movimento dos Sem-Terra (MST). Seu líder declarou recentemente que, se a oposição vencer as eleições de outubro, “haverá guerra”. Não se sabe se possuem armas.
Além das ações de GLO, as Forças Armadas continuam a exercer papéis fundamentais em nossa sociedade, principalmente as atividades em que se exigem competência, credibilidade e onde o poder público se mostra ineficiente. Por sua presença em todo o território nacional, têm conhecimento e compreensão da realidade brasileira, colaborando de forma expressiva e contínua em atividades de cunho social e de defesa civil. A própria presidenta dá às Forças Armadas incumbências que redundam em ações que não se coadunam com suas missões específicas. Tal atitude vai ao encontro do que disse um político renomado: “É uma mão de obra disciplinada, confiável, de pronto emprego e não entra em greve”. Realmente, neste país de democracia frágil e permissiva, felizmente, as Forças Armadas são a única instituição que não entra em greve.
Essa presença ímpar na sociedade brasileira não admite, entretanto, que sua principal missão constitucional seja desvirtuada ou relegada a plano secundário. Nossas Forças Armadas são uma instituição do Estado, e não de governo. Não podem ser “braço armado” de governos ou de quaisquer facções políticas, pois, se assim for, se tornariam uma “guarda pretoriana”.
(*) General de Exército. Foi chefe do Estado-Maior de Defesa.
(O Estado de S. Paulo, 11/06/2014).



MAIOR USINEIRO DO MUNDO DESMENTE ‘FEITOS” CITADOS POR LULA NA TV

Ex-aliado atribui a lula maior crise da história do setor sucroalcooleiro

O empresário paulista Rubens Ometto, considerado o maior produtor de açúcar e álcool do mundo, que foi a Nova York para receber o título de “Homem do Ano”, da Câmara Americana do Comércio, desmentiu enfaticamente todos “feitos” relativos ao setor sucroalcooleiro, atribuídos pelo ex-presidente Lula ao seu governo, durante o programa do PT na TV, exibido neste quinta-feira à noite.
O setor sucroalcooleiro vive a maior crise de sua história, iniciada no governo Lula. Só nas últimas cinco safras, 44 usinas fecharam, 25 em São Paulo, e há 33 usinas em recuperação judicial . O endividamento é altíssimo: em 20% das usinas, 30% da receita estão comprometidos com serviço da dívida (juros e amortizações). Mais de 80 mil pessoas foram demitidas.
Ometto – que se aliou a Lula, acreditando em seus compromissos com o setor, no início do seu governo – não poupou críticas em Nva York às decisões (ou à falta delas) que levaram o setor a enfrentar a mais séria crise de sua história.
As críticas de Ometto foram feitas diante de uma platéia de empresários brasileiros e norte-americanos, que pareciam surpreendidos pelo tom áspero das críticas, em razão das ótimas relações que ele já teve com Lula e próceres do PT. Ele está tão desapontado com os rumos do setor sucroalcooleiro que resolveu diversificar e, pela primeira na história de suas empresas, resolveu direcionar todos os seus investimentos para áreas que nada têm a ver com açúcar ou álcool. Em maio, por exemplo, pagou .R$ 3,4 bilhões pela Comgás, maior distribuidora de gás natural do país. É o maior aquisição de sua vida.
Ao contrário do que Lula afirmou e Ometto já tiveram uma lua de mel. Agora, têm visões muito antagônicas sobre o sucesso do Etanol brasileiro, um dos vários programas que ficaram pelas estradas.
(Claudio Humberto, 16 de maio de 2014).



Grito da Liberdade


Vídeo de globais que flerta com black blocs tem a participação de um juiz! É aquele mesmo senhor que pendurou em sua sala gravura que traz um negro na Cruz, no lugar de Cristo, alvejado por um PM. Isso ajuda a explicar o caos.

Por Reinaldo Azevedo

Na sociedade em que black bloc vira juiz, juiz se dá o direito de se comportar como black bloc. Vejam esta imagem.
Escrevi um post sobre um vídeo em que artistas da Globo e outras subcelebridades convocam a população do Rio para um protesto. Uma das, como direi?, depoentes, chamada Bianca Comparato (nunca tinha ouvido falar, mas parece que não só existe como tem ideias muito firmes), defende abertamente os black blocs e as depredações. Diz ela:
“[órgãos de imprensa] só reportam o que é que foi quebrado, o que foi destruído. E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas, como (sic) a polícia joga uma bomba de gás dentro de um apartamento? Não! São lugares simbólicos”.
A fala desses bacanas do miolo mole, no entanto, tem muito menos importância do que a de um homem em particular. Justamente o primeiro que fala no vídeo.
Reproduzo de novo:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-10Wwf20R1E
Muito bem. A personagem em questão é o juiz João Damasceno, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Tento de novo: temos um juiz, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que participa de um vídeo que convoca manifestações e que acolhe as ações dos black blocs, que, afinal de contas, só depredam o que tem de ser mesmo depredado, segundo se entende….
O juiz Damasceno pertence a tal entidade “Associação Juízes para a Democracia”, como se fosse possível haver uma outra, em que juízes fossem contra a democracia. Esse grupo, declaradamentre de esquerda (e sabemos como países socialistas foram verdadeiros reinos de justiça) tem noções muito particulares de direito. Já entrei em alguns embates com eles aqui. Um de seus membros resolveu que, se me ofendesse bastante, elucidaria os absurdos escritos num documento da entidade
Qual foi o busílis de então? Essa associação, composta, reitero, de juízes, teve a ousadia de dizer QUE HÁ, SIM, HOMENS ACIMA DA LEI. Fez isso num documento tornado público em 2011. Escrevi a respeito. Reproduzo trecho do despropósito assinado pelos meritíssimos. Leiam (em vermelho). Volto em seguida.
Não é verdade que ninguém está acima da lei, como afirmam os legalistas e pseudodemocratas: estão, sim, acima da lei, todas as pessoas que vivem no cimo preponderante das normas e princípios constitucionais e que, por isso, rompendo com o estereótipo da alienação, e alimentados de esperança, insistem em colocar o seu ousio e a sua juventude a serviço da alteridade, da democracia e do império dos direitos fundamentais.
Decididamente, é preciso mesmo solidarizar-se com as ovelhas rebeldes, pois, como ensina o educador Paulo Freire, em sua pedagogia do oprimido, a educação não pode atuar como instrumento de opressão, o ensino e a aprendizagem são dialógicos por natureza e não há caminhos para a transformação: a transformação é o caminho.

Retomo
Atenção! O texto não é só cafona e pernóstico. É também perigoso. Aqueles vetustos senhores e aquelas vetustas senhoras, todos togados, estavam apoiando, em 2011, a invasão da reitoria da USP. Pois bem… Em 2013, o prédio está invadido de novo, como vocês sabem. A universidade recorreu à Justiça com um pedido de reintegração de posse. Foi negado. O juiz Adriano Marcos Laroca produziu a seguinte pérola, vandalizando também a língua:
“A ocupação de bem público (no caso de uso especial, poderia ser de uso comum, por exemplo, uma praça ou rua), como forma de luta democrática, para deixar de ter legitimidade, precisa causar mais ônus do que benefícios à universidade e, em última instancia, à sociedade. Outrossim, frise-se que nenhuma luta social que não cause qualquer transtorno, alteração da normalidade, não tem força de pressão e, portanto, sequer poderia se caracterizar como tal.”
O juiz Laroca também pertence à Associação Juízes para a Democracia.
Para essa turma, existe, como se vê, certa contradição entre verdade e justiça. “Ah, Reinaldo, eles estão dizendo que a verdade apenas não basta, que é preciso ter também a Justiça…” Não, senhores! Cumpre-me perguntar: e justiça sem verdade, eles aceitam? Todos os regimes autoritários que se instalaram privilegiaram, ao menos no discurso, a justiça. A verdade podia esperar.
Vejam ali. Há gente com a cara tapada. Há black blocs. Assim, não é de estranhar que o juiz Damasceno seja uma das estrelas de um vídeo que justifica a ação dos mascarados. A pauta da revista é bastante eloquente. Eis os destaques:
Juízes que dizem que “poderes do estado vandalizam” são capazes de qualquer coisa, não? Afinal de contas, o que é que faz dos juízes… juízes??? Não seriam justamente os poderes do estado. Se estes senhores tomam uma decisão e se aqueles que têm de cumpri-las decidirem dar de ombros, mandando-os às favas, eles fazem o quê? Mandam prender! Em nome do quê? Que se saiba, dos “poderes do estado”. E quem vai executar a ordem é a polícia.

Polícia?
Então voltemos ao juiz Damasceno, aquele do vídeo, e à imagem lá do alto. Este senhor havia pendurado em seu gabinete a gravura, de Carlos Latuff.
Como se vê, um homem negro está crucificado, alvejado por um policial militar. Que Latuff ache isso, vá lá, isso é com ele. Que um juiz pendure essa imagem em sua sala, eis uma manifestação do mais escancarado e inaceitável proselitismo. Trata-se de uma provocação cretina à Polícia Militar, composta, diga-se, em boa parte, de negros. O órgão especial do TJ mandou retirar a imagem, que foi parar na sala do desembargador Siro Darlan.
Digam-me: esses juízes estão interessados na paz? Pouco me importa a convicção de cada um deles. Envergam a toga para cumprir a lei. Não estão lá para expor suas noções particulares de justiça. Também não têm o direito de usar o aparelho de estado a serviço de suas ideologias. Se a lei não for o seu instrumento, então será o arbítrio.
Tudo aquilo por que um indivíduo comum precisa torcer é para não dar de cara com um membro da Associação de Juízes para a Democracia. Por que não? Vai que o pobre coitado tenha seu direito agravado por uma daquelas pessoas que esses doutores considerem acima da lei… Se for assim, amigo, você já perdeu, mesmo que esteja certo. Afinal de contas, esses iluminados acham que a Justiça é uma instância que pode estar em contradição com a verdade. Se está, a Justiça, que nem sempre é bem servida pela verdade, pode se socorrer, então, da mentira. É só uma questão de lógica.
De um juiz, espera-se que cumpra a lei, não uma cartilha ideológica. De resto, o doutor Damasceno sempre pode abandonar a toga e disputar uma vaga na Câmara dos Vereadores, na Assembleia ou no Parlamento Federal. E dirá o que lhe der na telha. “Juízes, então, não são livres para se manifestar, Reinaldo?” Claro que são, mas sem se esquecer de sua condição, Afinal, nós somos obrigados a fazer o que eles mandam, mas a recíproca não é exatamente verdadeira. Sim, eles também são regulados por códigos. E, até onde sei, participar de eventos que estimulem a depredação, a violência e o desrespeito às leis não lhes é facultado. Ou é? Do mesmo modo, não podem usar salas do tribunal como palanque.



O governo da anarquia

Sacha Calmon

Em conferência em Salvador, Clóvis Torres, jovem e talentoso advogado, estampou uma citação da Ayn Rand: "Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada". O Brasil agora é o exemplo mais completo de frase de Ayn Rand, bem perto do que os gregos mais temiam, a anomia (ausência de aplicação da lei) a abulia (falta de vontade) e da anarquia (ausência de governo).
O povo está descrente. Primeiro, houve a falência do Estado, como agente da ordem e da lei. Traficantes e quadrilhas despacham armas, narcóticos e contrabandos tranquilamente pelas fronteiras terrestres e nos portos brasileiros, desde Belém até Paranaguá. Não temos guarda-marinha. As fronteiras continuam terra de ninguém. A violência tomou conta do país e assola tanto o rico como o pobre, o nacional e o estrangeiro.
Em paralelo, houve a falência do governo, infestado de corruptos e corruptores. Nove ministros foram tirados. Houve o mensalão. Não há como desmerecer o ministro Joaquim Barbosa e a Corte indicada por Lula. Os escândalos na Petrobras deixam a nação estarrecida; 39 ministérios e 33 partidos tornam o pais ingovernável.
Finalmente, há a falência da gestão da casa pública. O Brasil detinha o 11º lugar como país da energia mais cara no início do mandato de Dilma Rousseff. Agora está em 4º lugar, após a derrapada da Medida Provisória nº 579. Dizem que, em 2015, alcançaremos o pódio nesse item. No atual governo, a Petrobras viu suas ações perderem dois terços de valor na Bolsa. No entanto, para se reeleger a presidente segura os reajustes dos preços dos combustíveis. Quando forem soltos, a Petrobras estará descapitalizada e a inflação dará um salto, pois tudo é movido a petróleo, gasolina e diesel.
Está na ordem do dia no Congresso a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos EUA, mas ela não é nada diante dos cambalachos da refinaria de Pernambuco. A Petrobras deu carta branca para que seu ex-diretor da área de abastecimento Paulo Roberto Costa negociasse a contratação de fornecedores e aditivos para as obras da Refinaria Abreu e Lima e tomasse decisões sem submetê-las ao conselho de administração ou à diretoria da estatal. Essa liberdade, apurou o Valor, significou a aprovação de mais de R$ 6,5 bilhões em contratos e aditivos para a refinaria.
Os fatos começaram com Lula, mas se deram até 2012, já no governo de Dilma. O distanciamento que a alta cúpula da Petrobras mantinha das decisões do conselho da refinaria ficou claro no depoimento do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli à CPI da Petrobras. Ele minimizou o fato de o conselho ter assinado mais de 150 aditivos. "Não é tanto aditivo. Sabem quantos contratos tem a Refinaria Abreu Lima? 260." É o fim da picada. O estouro do orçamento da construção da Refinaria Abreu e Lima e os indícios de que o negócio fracassaria não impediram que os seus administradores dessem aumento "milionário" para o teto de seus próprios salários no período de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que estava preso e acaba de ser solto pelo ministro Teori Zavascki, embora não tenha ele fôro privilegiado por prerrogativa de função. Os demais detidos continuam presos.
A Abreu e Lima se transformou na obra mais cara do Brasil, entre todas do PAC. A presidente da Petrobras, Graça Foster, reconheceu que a companhia cometeu erros na execução das obras da refinaria: "Temos um custo mais alto no custo da refinaria (SIC). Tivemos diversos erros e acertos". A piada são os "acertos". Quais?
Os mais pobres estão cansados da corrupção governamental, das filas no SUS, de gastar três horas para ir e voltar do trabalho, da carestia crescente, da falta de educação, da insegurança de suas vidas, da bagunça generalizada, das ricas obras da Copa. Não há retórica nem marqueteiro que dê jeito nessa situação.
Dias piores virão, após as eleições, seja lá quem for o eleito. No entanto, a má situação atual é o resultado de 12 anos de governo do PT, sem falar na deterioração da infraestrutura do país.
Mas o pior é aterrorizar o povo dizendo que as conquistas do PT, leia-se Bolsa Família, serão desfeitas pela oposição. A tática é meter medo nos miseráveis. Isso é lá partido que se deva prezar, numa democracia madura? Eles temem, em verdade, é a apuração de 12 anos de malfeitos na hipótese de perderem a eleição, algo a que devemos dar a devida atenção.
(Correio Braziliense, 25 de maio de 2014).



A violência é a marca dos governos do Partido dos Trabalhadores

Maria Lucia Victor Barbosa

Recentes acontecimentos que mostram a violência cada vez mais exacerbada, ameaçadora, aterrorizante merecem algumas reflexões e no meu entender podem ser detectadas quatro fontes da violência: 1º - A criminalidade. 2º - As ações dos chamados movimentos sociais. 3º - Os ataques de membros do PT às autoridades dos Poderes constituídos. 4º - Os comportamentos sociais grupais.
Em todos esses aspectos a marcante falência do Estado que, nunca antes nesse país, fracassou tanto em sua função básica de prover a segurança dos cidadãos. Pode-se até dizer que o poder público petista estimula a violência através dos péssimos exemplos de corrupção dos seus membros, do desdém acentuado pela moralidade, da destruição de valores, do incitamento ao ódio entre negros e brancos, pobres e ricos numa sutil paródia da luta de classes.
1º - A criminalidade, velha conhecida nossa, vem aumentando de forma descontrolada e tem suas causas no tráfico de drogas e de armas; na sempre presente impunidade que repousa na morosidade da Justiça e na incapacidade da apuração dos crimes; nas leis pouco rigorosas e ultrapassadas que não permitem, por exemplo, a prisão de bandidos menores de 18 anos ou permitem a soltura de criminosos de alta periculosidade depois de um breve tempo presos; no sistema prisional que demanda nova sistemática como a dos países desenvolvidos; na falta de presídios, inclusive, os de segurança máxima; no sistemático ataque da mídia chapa branca aos policiais que cumprem seu dever ao controlar a violência; nos atos de delegados que soltam bandidos quando a polícia os prende.
2º - Os chamados movimentos sociais criados pelo PT costumam infernizar a vida da maioria. É o caso dos chamados sem-terra, que arrebanhados nas periferias sem a menor tradição agrícola são cooptados com a promessa de se tornarem proprietários de terras que depois muitos vendem. O MST age invadindo propriedades rurais, matando gado, destruindo sedes de fazendas, impedindo funcionários de ir e vir. Abusos também ocorrem através de grupos indígenas ou quilombolas sob o estimulo e proteção do governo petista.
O MST enfraqueceu na medida em que a farta distribuição de bolsas esmola substituiu o penoso esforço de trabalhar ou acampar em lonas pretas, entretanto, os sem-terra estão sendo substituídos por sua versão urbana, os sem-teto. Aos poucos estes estão mostrando a que vieram e certamente pretendem aumentar invasões a imóveis particulares sob as bênçãos do PT.
3º - Os ataques de militantes petistas ás autoridades e pessoas que não rezam por sua cartilha sempre existiram. Na internet, sob o anonimato de perfis falsos, "talibãs" do PT se destacam pela ausência de raciocínio lógico substituído pela boçalidade, a intimidação, a difamação, a desqualificação dos oponentes tratados com inimigos, a violência moral. Agora se fala num exército eletrônico devidamente treinado para defender a perpetuação do partido no poder através da reeleição de Dilma Rousseff que protagonizou o governo mais incompetente que o país já teve. Como as pesquisas de opinião já não mostram Rousseff como aclamada "gerentona", Lula, seu criador, deu ordem à militância submissa para fazer o que sempre fizeram: "partir para cima".
O líder foi prontamente atendido por fundamentalistas com traços de psicopata como o petista Sérvolo de Oliveira, que na Internet e sob o codinome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira propõe que o ministro Joaquim Barbosa deva "morrer de câncer ou com um tiro na cabeça". Antonio Granado, fiel seguidor de Lula, vai pelo mesmo caminho e pede a morte de Joaquim Barbosa, pois este "não seria um ser humano, mas uma aberração pavorosa, um monstro". Rodrigo Grassi, outro petista, prefere atacar ministro Joaquim Barbosa na rua com insultos ou dentro do Congresso como fez com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). Indiferente ou satisfeito o PT não se pronuncia e outros "talibãs" devem estar prontos para "partir para cima".
4º - Os comportamentos sociais grupais que funcionam como multidões atestam de modo mais do que evidente a falência do Estado. Perigosas e descontroladas as multidões mostram sua face mais terrível no furor pirotécnico, quando ônibus são queimados ou nas chacinas e linchamentos como o da inocente Fabiane Maria de Jesus, confundida com uma bruxa inventada na Internet. Cansada de confiar no poder público, atestando a falência das instituições, revoltada com a impunidade dos criminosos das quais é frequente vítima, a população parte para fazer justiça com as próprias mãos. Estamos ingressando no "estado de natureza" de que falava Hobbes onde "a vida é breve, solitária e grosseira" e o "homem é lobo do homem". Sem dúvida, é de dar medo essa herança maldita do PT.
(Instituto Endireita Brasil, 18 maio 2014).



A rua petista

Denis Lerrer Rosenfield (*)

O País está vivendo uma explosão de manifestações de rua, que contrastam fortemente com as que caracterizaram as Jornadas de Junho. As atuais nada têm de autônomas, independentes, voltadas para uma noção do bem comum, embora esta fosse tomada de forma vaga. Ao contrário, elas se caracterizam pelo controle, são todas oriundas daquilo que se pode considerar como movimentos sociais organizados. O brilho da autonomia está sendo suplantado pela heteronomia.
Logo, qualquer termo de comparação tende a ofuscar o que está realmente em causa. Em comum, têm só a bandeira contra a Copa, pela simples razão de ser uma bandeira que havia sido encampada pelas ruas brasileiras. Cessa aí o que têm em comum.
Note-se que as manifestações de São Paulo foram conduzidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que nada mais é do que um braço do MST. Historicamente, esse dito movimento social está umbilicalmente ligado ao PT. Foi, inclusive, acolhido pela presidente da República quando da invasão de uma área urbana próxima ao Itaquerão, um dos palcos da Copa do Mundo. Não faltaram, certamente, intermediários.
A invasão, ao contrário do que vinha sendo a regra do atual governo, deu lugar a um encontro com a presidente, que acabou por adotar um comportamento propriamente lulista. O jogo é perigoso, pois o acolhimento pode dar lugar ao transbordamento.
Ainda em São Paulo, há os protestos de professores municipais, tradicionalmente ligados ao PT, apesar de seu movimento estar dirigido contra uma administração municipal petista. Processo análogo ocorre com os rodoviários do Rio de Janeiro, infernizando a vida dos cariocas, que têm o seu direito de ir e vir simplesmente negado. Em Pernambuco, são policiais militares que entram em greve, desobedecendo flagrante e acintosamente a uma decisão da Justiça do Trabalho que considerou a greve ilegal.
Observe-se, nesses casos, que são ações corporativas, fortemente organizadas, oriundas de demandas sindicais, que foram tradicionalmente veiculadas pelo PT e, atualmente, por grupos mais à esquerda que não mais se reconhecem no atual governo. Estão fazendo um jogo de cena, aproveitando-se da oportunidade da Copa para terem as suas reivindicações atendidas. Ocorre que esta rua não é mais a mesma do ano passado!
Consequentemente, devemos fazer a distinção entre esses diferentes tipos de manifestações e as Jornadas de Junho, na medida em que as atuais são o resultado de ações de grupos organizados, os ditos movimentos sociais, em boa parte controlados pelo PT e, também, por grupos mais à esquerda do espectro político. São manifestações instrumentalizadas, inserindo-se num contexto propriamente eleitoral.
Mais especificamente, algumas correspondem a conflitos internos ao próprio PT ou a pressões de grupos esquerdistas de conquistarem mais espaço por meio de lutas setoriais. Em todo caso, há todo um clima de radicalização que começa a se esboçar. Poder-se-ia mesmo aventar a hipótese de que essa radicalização é fruto da tendência eleitoral de queda da presidente Dilma, abrindo espaço para que conflitos intestinos se potencializem.
Neste contexto, não deixa de ser curiosa a reação dos grupos mais afinados com a ideologia tradicional petista, de corte socialista e anticapitalista. Para eles, a mudança significaria voltar a essa mesma doutrina tradicional do partido, abandonando as acomodações "capitalistas" dos governos Lula e Dilma. Pressionando deste lado, eles procuram ao menos conquistar uma maior fatia do aparelho do Estado, notoriamente menor no governo atual do que no anterior. Pretendem ser mais ouvidos e consultados. Vendem mesmo a ideia - duvidosa - de que eventual empenho eleitoral seu poderia se traduzir pela vitória da candidata petista.
Peguemos o exemplo do MTST. Trata-se, como assinalado, de um braço do MST, que está procurando exercer um papel de protagonismo político nas cidades. Ou seja, estamos diante de uma única organização que comporta vários braços, como o Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), a Via Campesina, Movimentos dos Pequenos Agricultores, Movimento das Mulheres Campesinas e assim por diante. A tática consiste em mostrar várias cabeças, como se não fizessem parte do mesmo corpo. Essa tática de luta procura expor amplas ramificações como se fossem independentes, com o intuito de capturar a atenção da mídia e, dessa maneira, favorecer a formação da opinião pública.
Ora, o MST e suas ramificações constituem uma única organização de tipo leninista, fortemente centralizada, organizada em departamentos que seguem hierarquicamente um único comando. Não têm nada de espontâneo. Os seus participantes são militantes que se dedicam totalmente à causa revolucionária. A sua ideologia é nitidamente anticapitalista, advogando por uma sociedade socialista. São, no contexto atual, fervorosos defensores da ditadura cubana e do socialismo bolivariano do "século 21". Em seus discursos, usam para o setor urbano as mesmas bandeiras do rural, como a "reforma agrária", a desapropriação das grandes propriedades, o desrespeito à propriedade privada, a luta contra o lucro e assim por diante. Ocorre que, durante o governo Dilma, eles foram marginalizados, relegados a uma posição de segundo plano.
Note-se, em particular, que, no campo, a política da atual presidente foi a de qualificar os assentamentos e apoiar a agricultura familiar, em vez de privilegiar as desapropriações, que seriam formas de criação de mais favelas rurais. Há, pois, uma inflexão em curso. Ela obedece certamente a razões de ordem eleitoral. Fica, porém, a questão de qual tipo de estratégia política se trata. Não estará a presidente vestindo um figurino de Lula que foi, para ele, eleitoralmente válido quando da primeira eleição e mesmo para a segunda? Será que essa roupa serve para os dois da mesma maneira? Não estará o número errado?
(*) Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
(O Estado de S.Paulo, 19/05/2014).

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OPINIÃO

ÍNDICE

. Ditadura? (Cel Ney de Oliveira Waszak).
. Não ao socialismo. (Cel José Gobbo Ferreira).
. IPM já! (Cel Alexandre de Mattos Borges Lins).
. Faltaria guilhotina se o povo soubesse o que se passa, diz Alckmin. (Paulo Gama e Daniel Roncaglia).
. “Direitos humanos”. (Rogério Medeiros Garcia de Lima).


Ditadura?

"O que importa não é a identidade do cadáver, mas seu impacto sobre o público” (Carlos Marighela).

Cel Ney de Oliveira Waszak

Quem chama o período dos governos pós contrarrevolução de 1964, que salvou o Brasil de se tornar outra Cuba, de ditadura, onde o Presidente era um Militar, não sabe o que é ditadura ou deseja iludir o seu ouvinte.
Desejo falar dos mortos e desaparecidos, mas para isso é necessário algumas informações.
Em 1960 as Ligas Camponesas concebiam a ação revolucionária com base na experiência cubana, definindo a reforma agrária, na lei ou na marra.
A ida de brasileiros a Cuba, para receber treinamento militar, foi iniciada tão logo Fidel Castro chegou ao poder.
Em julho de 1961, 13 militantes das “Ligas Camponesas” - um grupo organizado e dirigido pelo deputado federal Francisco Julião - foram mandados a Cuba a fim de receber treinamento militar. Eles fizeram cursos - de três meses a um ano de duração - de guerrilha rural e urbana, fotografia, imprensa, enfermagem, inteligência, instruções revolucionárias e explosivos.
Podemos observar que antes de 1964 os comunistas já estavam treinando guerrilha, para que? Para fazer do Brasil uma democracia? Já não era uma democracia?
O que desejavam na era transformar o Brasil em outra Cuba.
Foram esses facínoras que trouxeram a guerra suja para nossa terra, o nosso Exército não conhecia esse tipo de guerra, teve que aprender a nova doutrina durante sua execução.
Os grupos terroristas treinados aliciavam jovens inocentes e os levaram à luta armada, com identidade trocada, com nomes falsos. Existem relatos de pais agradecendo ao Exército a devolução de seus filhos.
Nos diversos combates quando morria algum terrorista, eram enterrados, mas como usavam identidades falsas, ficaram sem a identificação correta.
Estamos assistindo agora Secretaria de Direitos Humanos fazer solenidade para retomar o estudo de ossadas no cemitério de Perus. Em primeiro lugar, conforme relatado pelo funcionário da época, os corpos levados pelos heróis, que combateram os terroristas que não tinham identificação, foram conduzidos em caixão e enterrados como indigentes.
As pessoas que se filiaram às diversas facções de esquerda (comunistas), desde 1960 que aprenderam guerrilha na China, em Cuba e na Coréia do Norte para aplicar essa guerra suja no Brasil e através de ligas camponesas, e urbanas onde furtaram, assaltaram, sequestraram e assassinaram, NÃO TEM DIREITO ALGUM. SEUS CORPOS DEVERIAM SER RETIRADOS DE SOLO BRASILEIRO, PARA NÃO SUJÁ-LO, SÃO TRAIDORES.
O que ocorre é exatamente o contrário, o terrorista que matou, sequestrou e assassinou, inclusive na frente da esposa e filhos do assassinado, são tratados como coitados e perseguidos, isto com o uso da propaganda esquerdista-comunista, que ilude aos incautos.
Eu tenho certeza que a história não pode ser escondida para sempre e um dia esses párias não serão lembrados somente como terroristas, mas também como traidores.
Este artigo é um preito de honra a Civis e Militares, como o Cel Ustra, Cel Lício e outros verdadeiros heróis, que não recebem indenização por defender o Brasil e assistem terroristas que atacaram o Brasil receberem, não somente indenização como ovações.
É UMA VERGONHA!
(10 de setembro de 2014).



NÃO AO SOCIALISMO

Marchamos para o socialismo

Caríssimas(os) amigas(os):

Se algum dia, o inimigo audacioso tentar,
Pátria querida, tua honra virgem macular,
antes o Sol, sem eflúvios sem luz e sem calor,
nos encontre no solo a morrer
do que vivos sem te defender.
(Arma de Heróis)

Nunca como agora a ameaça comunista foi tão poderosa em nosso País. Dentro da mais pura concepção Gramsciana, marchamos celeremente na transição para o socialismo.
O inimigo já conquistou a hegemonia na Sociedade Civil (no sentido dado por Gramsci); já semeou a cizânia entre o povo brasileiro lançando minorias criadas ad hoc contra aqueles que ele rotula de “burguesia” ou “elites”; já criou sua militância agressiva (modelo black blocs), para atemorizar os setores democratas e ordeiros da população, inviabilizando suas manifestações pacíficas; já manifestou sua leniência com a criminalidade, que cresce assustadora e impunemente, atemorizando os cidadão de bem e já está tentando sovietizar o país valendo-se das liberdades democráticas para destruir definitivamente a democracia.
Já assumiu o governo.
Já vem acumulando forças há bastante tempo, inflando o Estado com cargos de confiança, aparelhando o Legislativo e o Judiciário e cooptando vastos setores pseudo-intelectuais , da mídia, das artes e do magistério e formando suas milícias populares (Guilherme Boulos, líder do MTST, declarou ao jornal "O Estado de S. Paulo": O MTST "não é um movimento de moradia", mas "um projeto de acumulação de forças para mudança social": percebam o jargão de Gramsci).
O próximo passo gramscista é a provocação de uma crise institucional que lhes permita a ruptura do sistema e a tomada definitiva do poder. Isso está mais perto do que a maioria dos brasileiros pode sequer imaginar!
As eleições se aproximam. Elas são a última esperança para que possamos evitar o mergulho do país no poço negro e sem fundo do socialismo. Se derrotarmos o partido no poder, destruiremos o Reich petista e afastaremos o perigo imediato.
Por isso, estou lhes solicitando, por amor à Pátria Brasileira, que visitem nosso site www.monte-castelo.org * e participem do esforço para provocar a alternância de poder em nosso País e evitar a debacle da democracia em nossa Terra de Santa Cruz. Se estiverem de acordo, por favor, difundam à exaustão nosso Movimento.
Recebam meu abraço fraterno e agradecido.

Cel José Gobbo Ferreira
Coordenador do Movimento Nacional de Ação Democrática

As páginas do Movimento Nacional de Ação Democrática estão hospedadas no endereço http://www.monte-castelo.org



IPM já!

Coronel Alexandre de Mattos Borges Lins

Prezados amigos.
Antes de mais nada, gostaria de dizer que não conheci o Cel Malhães, nem conheço qualquer fato ou ato da sua vida.
Mas, aprendi na vida militar, que não podemos "perder passagem".
Acho que já está na hora do Exército se posicionar contra esse aparato de poder e mídia que, liderado por esse Governo corrupto e sem moral e apoiado nas mentiras dessa “dita” Comissão da Verdade, vêm tentando, de todas as formas, denegrir a imagem das nossas Forças Armadas.
Chegou o momento pelo qual todos esperávamos: temos o assassinato de um militar, envolvido em graves acusações de tortura que envolvem o bom nome e a atuação da nossa Força.
Sugiro que, através do Clube Militar, convoquemos a sociedade civil e militar para apoiar a abertura de um Inquérito Policial Militar, cuja investigação, certamente será muito mais isenta do que a que pretendem realizar os nossos algozes.
E, a exemplo do que foi feito na famosa “República do Galeão” não deixar pedra sobre pedra para a elucidação dos fatos. Querem a verdade? Pois vamos dá-la com todas as letras.
Só espero que as investigações não terminem em tragédia, como no caso da famosa carta-testamento de um famoso líder populista.
Em 28 de abril de 2014.
http://www.aman75-83.com.br/art/art.php?id_art=%20echo%20352



Faltaria guilhotina se o povo soubesse o que se passa, diz Alckmin

Paulo Gama e Daniel Roncaglia

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez ontem um discurso em tom de desabafo em que criticou a impunidade no Brasil e afirmou que o "povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele" próprio.
"- Se não, ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro", afirmou.
O tucano fez o discurso no lançamento de um programa estadual que auxilia prefeituras a disponibilizar portais de acesso a informações públicas. Começou dizendo que grandes casos de corrupção foram descobertos por acidente. "O controle é zero."
"- O sujeito fica rico, bilionário, com fazenda, indústria, patrimônio e não acontece nada. E o coitado do honesto é execrado. É desolador."
As críticas de Alckmin foram feitas em frente ao chefe do Ministério Público de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e do corregedor-geral da Administração do Estado, Gustavo Ungaro, representantes dos dois principais órgãos paulistas de combate à corrupção.
A situação causou constrangimento entre aliados, já que o tucano não dirigiu suas críticas a uma esfera específica de Poder nem isentou o próprio governo dos ataques.
O governador não poupou sequer o programa que estava sendo anunciado. Criticou as fundações do governo que receberam para desenvolver o sistema. "Não deviam cobrar nada, isso é obrigação."
Alckmin acusou também a existência de uma "grande combinação" que impede que dados sejam disponibilizados. "Salários, ninguém põe na internet, porque o sindicato pediu liminar. 'Olha eu gostaria de pôr, mas a Justiça proibiu'", ironizou.
O Legislativo de São Paulo, de maioria alckmista, se enquadra no ataque --não divulga salários por decisão judicial obtida por servidores.
Alckmin criticou ainda a morosidade do Judiciário. "A corrupção, o paraíso é o Judiciário. Todo mundo diz: 'Na hora que for para Justiça vai resolver'. Vai levar 20 anos."
(Folha de São Paulo, 09/05/2013).



“Direitos humanos”

Rogério Medeiros Garcia de Lima (*)

“Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.
Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.
Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a “esquerda caviar”.
Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda”.

(*) Rogério Medeiros Garcia de Lima, desembargador (Belo Horizonte, MG)”.
(Folha de São Paulo, 10 de janeiro de 2014).

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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

ÍNDICE
Consideração e nota da Comissão Nacional da Verdade
. CNV considera "positiva, mas insuficiente" nota do Ministério da Defesa e das FFAA.
. Nota da CNV sobre ofício do Ministro da Defesa de 19 de setembro de 2014.

Ministro Celso Amorim vai contra parecer dos comandantes militares
. Ministro da Defesa dá outra interpretação a documentos dos Comtes. de Forças. (José Geraldo Pimentel).
. Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura. (Evandro Éboli).
. Despacho do ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade. (Ministério da Defesa).
. As Forças Armadas unidas respondem a questionário da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. A Comissão da Verdade reúne-se com os militares. (José Geraldo Pimentel).

Desvios de conduta da CNV
. Não atendam à convocação da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. Carta Aberta à Comissão Nacional da Verdade. (Márcio Matos Viana Pereira).
. Explicação para a torpeza da ‘comissão da calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. "Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo". (CNV).
. Militares têm comparecido à ‘comissão da calúnia’, mas ironizam os comissários.
. A CNV alimenta a discórdia entre as FFAA e a população.

A ‘comissão da calúnia’ tenta reescrever a história
. Verdade e narrativa. (Denis Lerrer Rosenfield).
. 50 anos do golpe de Estado de 1964. (CNV).

Cartilha ensina como se defender da Gestado petista.

CONSIDERAÇÃO E NOTA DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE


. CNV considera "positiva, mas insuficiente" nota do Ministério da Defesa e das FFAA.
. Nota da CNV sobre ofício do Ministro da Defesa de 19 de setembro de 2014.


CNV considera "positiva, mas insuficiente" nota do Ministério da Defesa e das FFAA

A Comissão Nacional da Verdade considerou "positivo" que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas não tenham contestado atos jurídicos do Estado Brasileiro em que já houve reconhecimento oficial de graves violações de direitos humanos cometidos em suas instalações, entretanto o colegiado, reunido hoje no Rio de Janeiro, considerou a manifestação do ministério e dos comandos da Marinha, Exército e Aeronáutica "insuficiente", uma vez que "não houve de forma clara e inequívoca o expresso reconhecimento do envolvimento das Forças Armadas nos casos de tortura, morte e desaparecimento relatados pela CNV e reconhecidos pelo Estado".

Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação

Nota da CNV sobre ofício do Ministro da Defesa de 19 de setembro de 2014

1. A Comissão Nacional da Verdade (CNV) recebeu na última sexta-feira, dia 19/09, ofício do Ministro da Defesa por meio do qual, em resposta à solicitação da CNV, são oferecidos os esclarecimentos daquele Ministério e dos três Comandos Militares sobre graves violações de direitos humanos que deixaram de ser abordadas nos relatórios das sindicâncias promovidas para apurar desvio de finalidade em instalações militares.
2. A CNV considera positivo o fato de que, na referida correspondência, o Ministro da Defesa e os Comandantes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha tenham salientado não dispor de elementos que possibilitem qualquer contestação aos atos jurídicos relatados pela CNV e por meio dos quais o Estado Brasileiro já reconheceu oficialmente sua responsabilidade por essas graves violações de direitos humanos. Todavia, a CNV considera insuficiente essa manifestação do Ministro da Defesa e dos Comandantes Militares, pois não houve de forma clara e inequívoca o expresso reconhecimento do envolvimento das Forças Armadas nos casos de tortura, morte e desaparecimento relatados pela CNV e reconhecidos pelo Estado Brasileiro.
3. Na medida em que, conforme registra o ofício de autoria do Ministro da Defesa, não há contestação aos atos oficiais que implicaram o reconhecimento de graves violações de direitos humanos praticadas em instalações militares, impõe-se ao Ministério da Defesa e aos Comandos Militares, em benefício da coerência, reconhecer o protagonismo das Forças Armadas nessas condutas. É notório que a ausência desse reconhecimento por parte das Forças Armadas tem inclusive estimulado, mesmo que involuntariamente, a adoção sistemática de postura pouco cooperativa por parte de militares, que, chamados a colaborar com os trabalhos da CNV, se recusam a comparecer perante a Comissão ou, mesmo quando comparecendo, se negam a prestar depoimento.
4. Diante do exposto, a CNV considera imprescindível que o Ministro da Defesa e os Comandantes Militares evoluam da não negação da ocorrência de graves violações de direitos humanos em instalações militares para o reconhecimento do envolvimento das Forças Armadas nessas condutas.
5. A posição da CNV será transmitida formalmente ao Ministro da Defesa, juntamente com solicitação de realização de reunião do Colegiado da CNV com o próprio Ministro e os Comandantes Militares, na qual a avaliação aqui apresentada deverá ser objeto de diálogo. No início dos trabalhos da CNV, reunião dessa natureza viabilizou acordo em torno de procedimentos para apuração dos fatos investigados pela Comissão, dos quais resultou, por exemplo, o fornecimento das folhas de alterações de militares. A reunião agora proposta, destinada a tratar da matéria substantiva da alçada da CNV, está em sintonia com o objetivo a ela atribuído de contribuir para a promoção da reconciliação nacional, estabelecido no art. 1º da Lei nº 12.528/2011, por meio da qual a CNV foi instituída, e registrado no parágrafo final do ofício da lavra do Ministro da Defesa. Para a CNV, a reconciliação só será possível com o pleno reconhecimento, por parte dos órgãos públicos envolvidos, das graves violações de direitos humanos a que deram causa.

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2014.
Comissão Nacional da Verdade

MINISTRO CELSO AMORIM VAI CONTRA PARECER DOS COMANDANTES MILITARES


. Ministro da Defesa dá outra interpretação a documentos dos Comtes. de Forças. (José Geraldo Pimentel).
. Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura. (Evandro Éboli).
. Despacho do ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade. (Ministério da Defesa).
. As Forças Armadas unidas respondem a questionário da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. A Comissão da Verdade reúne-se com os militares. (José Geraldo Pimentel).


Ministro da Defesa dá outra interpretação a documentos dos Comtes. de Forças

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB

O ministro da Defesa deu uma nova interpretação aos documentos dos Comandantes de Forças entregues à Comissão Nacional da Verdade, informando que não houve violação de direitos humanos praticados em suas dependências. Na documentação entregue no último dia 19, sexta-feira, o ministro reformula os textos desses documentos e afiança à comissão que, pelo contrário, aconteceram maus tratos e crimes naquelas dependências. Faltou dar a ideia de que a instituição militar poderia vir a pedir perdão à nação pelos crimes praticados pelos seus agentes empregados na repressão aos militantes da luta armada. Falseou tanto a verdade que embarcou no documento da comissão que continua dizendo que procura esclarecer "morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988". O período de ‘esclarecimentos’ da comissão ficou restrito, na realidade, ao tempo dos governos militares.
De igual modo a comissão limitou as investigações aos agentes do Estado, deixando de fora a companheirada da luta armada, os terroristas e guerrilheiros. A missão foi esclarecida na reunião que a comissão fez com ex terroristas e ex guerrilheiros, e familiares dos mortos em combate. Prometeu, e vem fazendo, investigações apenas sobre os ex agentes do Estado, - militares das Forças Armadas e policiais civis e militares das Forças Auxiliares. Objetivo: levar ao banco dos réus e condenar a duras penas os agentes do Estado. Os militantes da luta armada hoje são transformados em heróis nacionais, com direito a receber pensões e indenizações milionárias, sem descontar Imposto de Renda. Em outras palavras: No Brasil da era petista o crime compensa!
Reconheço que o senhor Celso Amorim não poderia agir de outra forma, afinal é um comuno-petista infiltrado nas Forças Armadas. Ele não atua em consonância com a instituição militar. Prefere seguir a malta de bandidos que está no poder, desprestigiando-a, quando o seu dever seria preservá-la das investidas dos que a querem enfraquecê-la; humilhando-a, mantendo-a sucateada, e seus membros sobrevivendo com salários aviltantes. As FFAA brasileiras praticamente vivem uma fase semelhante às das forças militares da antiga URSS após a queda do muro de Berlim.
Um Exército fraco não cumpre eficientemente o seu papel constitucional de defesa do país. Não tem armamento para dissuadir qualquer investida de uma nação alienígena. Mas isso pouco importa ao senhor ministro e sua súcia de lesa pátria. O que vale é a vingança, cobrando caro a derrota sofrida nos anos sessenta e setenta, quando os militares evitaram que se implantasse no país uma república do proletariado.
Os covardes perderam a batalha, mas não perderam a guerra. Hoje derrotam a instituição militar sem dar um tiro. Empobrecem a nação sucateando os cofres públicos.
Tudo acontece porque contam com o silêncio obsequioso das autoridades militares que se mostram anestesiadas, enfraquecidas moralmente, praticamente tomadas pela Síndrome de Estocolmo. Apanham e veneram os opressores, cobrindo-lhes o peito com honrarias e medalhas. “Por relevantes serviços prestados ao país e às FFAA brasileiras!” Comportamento típico de chefes militares desprovidos de caráter, torpes, bajuladores e carreiristas, que confundem covardia com disciplina militar.
Se houvesse um, somente um líder militar, à frente de um comando militar, o canalha do ministro Celso Amorim, não se criaria e daria vazão a sua postura de chefe relapso e mentiroso.
O ministro se expõe como veio ao mundo: Sem berço e formação familiar. Um subproduto de matéria orgânica, encontrado no lixão, fruto do cruzamento de uma porca com um jumento.
Infelizmente as FFAA brasileiras estão carentes de homens. Aonde faltam líderes militares, sobejam bandidos travestidos de militares.
É uma pena que eu vou morrer sem assistir o meu Exército restaurado em sua dignidade.
Já tratei deste assunto, mas vou repetir: Sinto que os jovens cadetes das Academias Militares e sargentos das Escolas de Sargentos das Armas, estejam sendo preparados para servir não mais a uma instituição militar séria, mas a um calabouço de criaturas fracas, que não se constrangem quando são tratadas como cachorro. Se eu tivesse hoje um filho em idade de seguir a carreira militar eu o desaconselharia. É preferível ser um feirante; mas um trabalhador decente, honrado e digno de possuir uma família. Olhar de frente para a esposa e filhos e sentir que é respeitado e amado. Sinto pena das jovens sonhadoras que se imaginam casadas com um militar, sair conhecendo cidades e culturas diferentes, ao lado de um marido que para ela é um homem de verdade. Puro engano. Não siga este caminho. As FFAA brasileiras estão sendo transformadas em guardas pretorianas a serviço dos governantes de plantão. Constituídas de criaturas recalcadas, humilhadas e sem exemplo moral para dar aos filhos.
Eu pertenço a outra geração. A dos ‘militares do passado’, como frisou o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, informando que as FFAA não se importariam se a comissão convocasse os ‘militares do passado’ para depor.
Tudo isso me dói e faz sangrar o coração!

Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2014.



Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura

Ofício encaminhado à Comissão da Verdade diz que Estado foi responsável por ‘morte e desaparecimento de pessoas’.

Evandro Éboli

Em ofício encaminhado nesta sexta-feira à Comissão Nacional da Verdade (CNV), as Forças Armadas reconheceram pela primeira vez a ocorrência de desaparecimentos e mortes durante a ditadura militar. O ministro da Defesa, Celso Amorim, no documento, afirma que o ordenamento jurídico reconheceu a responsabilidade do Estado "pela morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988". O ordenamento jurídico a que Amorim se refere trata-se da criação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos, que admitiu a culpa do Estado e indenizou familiares de vítimas do regime, e também da Comissão de Anistia, que, até hoje, julga perseguições políticas ocorridas naquela época.

"Nesta perspectiva, o Estado Brasileiro, do qual este Ministério faz parte, por meio das autoridades legalmente instituídas para esse fim, já reconheceu a existência das lamentáveis violações de direitos humanos ocorridas no passado e assumiu sua responsabilidade pelo cometimento desses atos", diz o ofício.
No texto, os três comandantes militares também se manifestaram. Exército e Aeronáutica afirmam que não é pertinente a essas forças se manifestar sobre as decisões do Estado brasileiros, se referindo ao reconhecimento de mortes e torturas. A Marinha, por sua vez, diz que não foram encontrados indícios que permitam confirmar ou negar a ocorrência das violações. Amorim diz que os militares não negam ocorrência desses fatos.
"O Ministério da Defesa, como parte integrante do Estado Brasileiro, compartilha do reconhecimento da responsabilidade estatal pela ocorrência de graves violações de direitos humanos praticadas no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988. Nesse sentido, observo que as conclusões dos ofícios dos Comandos Militares não se contrapõem a esse reconhecimento", afirma Amorim, que conclui afirmando que as Forças Armadas têm colaborado com a Comissão da Verdade.
No ofício enviado por Celso Amorim é uma resposta a um questionamento feito pela Comissão da Verdade em 13 de agosto. A comissão pedia esclarecimentos sobre as conclusões de Exército, Marinha e Aeronáutica que, em suas sindicâncias, concluíram que não ocorreram torturas e mortes nas dependências militares. Informaram não haver "desvio de finalidade no uso das instalações militares". Neste pedido agora, a comissão perguntou se os militares negavam essas violações, apesar de terem reconhecidas pelo Estado por meio da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos e pela Comissão de Anistia.
A Comissão da Verdade foi além e acusou os militares de, ao negarem torturas e mortes, foram omissos e ignoraram a responsabilidade assumida pelo Estado com a criação das duas comissões.
"Ao negarem todo e qualquer desvio de finalidade de suas atividades em instalações que lhes eram administrativamente afetadas, as Forças Armadas, conjuntamente, por meio de seus comandos, foram omissas não apenas quanto ao relatório da CNV (que apontou existência de violações nas dependências militares) e às provas relacionadas ao cometimento de graves violações de direitos humanos - tais como tortura, desaparecimentos forçados e execuções sumárias -, como também não fizeram qualquer menção aos atos formais de reconhecimento da responsabilidade do Estado brasileiro pelas condutas criminosas de militares e policiais praticadas durante a ditadura, embasados em leis, em específico nas decisões exaradas, respectivamente, pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e pela Comissão de Anistia", afirmaram os integrantes da Comissão da Verdade no ofício enviado a Celso Amorim em 13 de agosto.
Eles lembram ainda que as Forças Armadas têm representantes nas duas comissões. Inclusive com a possibilidade de exercício do contraditório, o que demonstra formalmente o reconhecimento de sua legitimação institucional e de sua corresponsabilização para com as decisões ali proferidas (nas comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos).
No pedido ao Ministério da Defesa, a comissão listou nomes de 24 opositores do regime militar que foram vítimas de tortura em sete instalações militares das três forças no Rio, São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais.
(O Globo, 20/09/2014).



Despacho do ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade

MINISTÉRIO DA DEFESA
GABINETE DO MINISTRO

Esplanada dos Ministérios - Bloco Q - 6º andar
70049-900 - Brasília-DF
Tel: (61) 3312-8709
ministro@defesa.gov.br
Oficio nº 10944 /GABINETE
Brasília, 19 de setembro de 2014.

À Sua Excelência o Senhor

PEDRO BOHOMOLETZ DE ABREU DALLARI
Coordenador Comissão Nacional da Verdade

Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - 2° andar - Portaria I
Setor de Clubes Sul - SCES - Trecho 1 - Lote 22
70200-002 - Brasília – DF

Assunto: Resposta ao Oficio nº 585/2014-CNV, de 13 de agosto de 2014.

Senhor Coordenador,

1. Em atenção ao Oficio nº 585/2014-CNV, de 13 de agosto de 2014, no qual a Comissão Nacional da Verdade requer manifestação deste Ministério sobre as conclusões das sindicâncias promovidas para apurar os desvios de finalidade no uso de instalações militares, venho prestar os seguintes esclarecimentos:

2. Por meio dos Ofícios nº 9377, 9378 e 9379, de 15 de agosto de 2014, solicitei manifestação dos Comandos Militares e informei que: [ ... ] 2. [ ... ] desde já, considero oportuno esclarecer que tenciono consignar, em minha manifestação à CNV, que o ordenamento normativo reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988. 3. Nesta perspectiva, o Estado Brasileiro, do qual este Ministério faz parte, por meio das autoridades legalmente instituídas para esse fim, já reconheceu a existência das lamentáveis violações de direitos humanos ocorridas no passado e assumiu sua responsabilidade pelo cometimento desses atos.[ ... ]

3. Os Comandos Militares, por sua vez, manifestaram-se sobre as sindicâncias nos termos dos Ofícios anexos, dos quais destaco os seguintes trechos, diretamente relevantes para os questionamentos formulados no item 8 do Oficio nº 585/2014-CNV:

EXÉRCITO BRASILEIRO (OFÍCIO Nº 001-CHEFIA/GABCMTEX)
( ... ] 4. Por fim este Comando entende que não lhe é pertinente manifestar-se a respeito dos atos formais e de outras decisões tomadas pelo Estado brasileiro ou, ainda, opinar sobre situações já definidas pelo ordenamento jurídico vigente.[ ... ]. (sem grifo no original) 60041.005935/2014-31

FORÇA AÉREA BRASILEIRA (OFÍCIO Nº 295/GC3/12485)
[ ... ] 2. Sobre a conclusão da sindicância a que se refere a Comissão Nacional da Verdade (CNV), informo a Vossa Excelência que o Comando da Aeronáutica lançou mão de pesquisa em documentos históricos existentes, não dispondo de outras informações que possam corroborar as conclusões apresentadas pela CNV. Da mesma forma, o Comando da Aeronáutica também não dispõe de elementos que sirvam de fundamento para contestar os atos formais de reconhecimento da responsabilidade do Estado brasileiro. [ ... ].(sem grifo no original)

MARINHA DO BRASIL (OFÍCIO Nº 60-269/MD-MB)
1 [ ... ] não foram encontrados indícios nem provas documentais ou materiais que permitam confirmar ou negar as informações apresentadas pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), por meio do Oficio nº 124/2014-CNV, sobre a ocorrência de graves violações de direitos humanos na Base Naval da Ilha das Flores, nas décadas de 1960 e 1970. [ ... ].(sem grifo no original)

4. O Ministério da Defesa, como parte integrante do Estado Brasileiro, compartilha do reconhecimento da responsabilidade estatal pela ocorrência de graves violações de direitos humanos praticadas no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988. Nesse sentido, observo que as conclusões dos oficios dos Comandos Militares não se contrapõem a esse reconhecimento.

5. Ademais, registro que esta Pasta, bem como as Forças, têm colaborado com a atuação da Comissão Nacional da Verdade. Essa colaboração vem ocorrendo por meio de iniciativas como a facilitação de amplo acesso às folhas de alterações (registros funcionais) relativas a militares; de visitas solicitadas pela Comissão a diversas organizações militares, além do fornecimento à CNV de inúmeros documentos e informações.

6. Aproveito a oportunidade para reiterar a disposição deste Ministério e das Forças de continuar contribuindo com essa Comissão para a efetivação do direito à memória e à verdade e a promoção da reconciliação nacional.

Atenciosamente,

CELSO AMORIM
Ministro de Estado da Defesa



As Forças Armadas unidas respondem a questionário da ‘Comissão da Calúnia’

José Geraldo Pimentel

Uma resposta que a nação esperava. As Forças Armadas embora pareçam ter se transformado em capacho dessa corja de bandidos que tomou de assalto o país, é uma instituição indivisível, permanente, que serve ao Estado. Seus atuais comandantes militares não representam as Forças, foram colocados na função para desmoralizar a instituição militar. Como cooperadores do regime procuram cumprir a missão com esmero, mas volta e meia têm uma recaída e liberam um documento como o encaminhado à Comissão Nacional da Verdade, ‘comissão da calúnia’, que exigiram das FFAA a apuração de ‘graves violações aos direitos humanos durante a ditadura militar’ e ‘o desvio de finalidade’ de aquartelamentos empregados para confinar os detidos, o que se configuraria em ‘uma infração imprescritível’.
As sindicâncias concluíram que não houve desvio de finalidade nas instalações utilizadas para manter os detidos.
Apesar de terem sido conduzidas isoladamente, as investigações no Exército, Marinha e Aeronáutica chegaram ao mesmo resultado. (Fonte: GLOBO, Panorama Político, 19/06/2014).
Atitudes firmes como este documento respondido à ‘comissão da calúnia’, mostra que o país não está desprotegido e desamparado pelas FFAA brasileiras.
Fiquei feliz com a união das três Forças.
Vamos vencer essa camarilha de malfeitores, ladrões e assassinos. Que essa comissão composta de sete bandidos que se passam por autoridades, - ex-terroristas, simpatizantes e advogados de militantes da luta armada, - vão pastar no quinto dos infernos.
Os militares nunca deveriam ter dado asas a esses marginais. Terem atendido a convocações foi um erro imperdoável. Chegou-se a um ponto de oficiais generais e coronéis serem interrogados na comissão por jovens ativistas políticos, com atribuições de ‘consultores técnicos’.
Os membros da comissão têm tanta consideração com os militares que deixaram para os jovens ativistas políticos, recém-saídos da faculdade, o papel de inquisidores.
Muitos oficiais veem depondo na condição de delação premiada. Outros comparecem com medo das consequências que advirão no final dos trabalhos da comissão, quando será apresentado um relatório que servirá de base para a revisão da Lei da Anistia.
Os agentes do Estado encontram-se desamparados. Vivem numa situação de cachorros abandonados na estrada. É cada um por si, e Deus por todos. Foram à luta cumprindo ordens de seus superiores hierárquicos. Cumpriram bem as suas missões! Mas, hoje, os comandantes militares não honram as determinações de seus antecessores e os abandonam, entregando-os em uma bandeja de prata ao inimigo. Seus companheiros de farda, massacrados por uma campanha sórdida contra os que lutaram em defesa da pátria, olham-nos com desdém!
- O Exército não vai fazer nada! Declarou o ex-comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque.
- Não me importo se os ‘militares do passado’ forem convocados para depor perante a comissão! Declarou o atual comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, na primeira reunião que houve com os membros da comissão.
O representante da comissão aproveitou a fraqueza do comandante do Exército e declarou que não admitiria uma repetição de 1964. O general Enzo Martins Peri dentro de sua costumeira inaptidão para o comando ouviu calado e em silêncio permaneceu.
Os dois comandantes militares, o anterior e o atual, são duas criaturas nojentas, covardes, omissas e bajuladoras. Não honram a farda que vestem. Se os colocarem num triturador de cana de açúcar, o suco nutriente só será utilizável para adubar as lavouras das propriedades familiares dos sem-terra; que ganham terreno, têm preguiça de plantar e sobrevivem com a ajuda do governo federal que lhes fornecem bolsas alimentação.
Trocados por merda estes dois monstros do apocalipse, quem ficar com a merda leva vantagem.
Juro por Deus! Sou incapaz de maltratar um animal. Mas se eu estivesse na condição de um agente do Estado, não livraria de um castigo esses marginais travestidos de chefes militares. Dois indivíduos frouxos, puxas sacos, lenientes e incapazes de assumirem por inteiro as suas funções de chefes militares. Foi e é dois inúteis que não honrou e nem honra o Exército brasileiro.
Estes dois monstrinhos me lembram dos cooperadores do invasor nazista na França, durante a Segunda Guerra Mundial. No término da guerra o castigo foi implacável. Foram presos e fuzilados. É o destino reservado a todo o traidor da pátria!
Os nossos abomináveis traidores deixaram de lado os agentes do Estado, e passaram-se de armas e bagagens para o lado do governo mais corrupto da história republicana.
- O governo está com as chaves dos cofres da nação. Nada como procurar garantir uma boquinha na reserva!
O general Francisco Roberto de Albuquerque teve a sua adesão premiada com uma colocação na diretoria da Petrobras.
- Capitão, o que recebo na Petrobras em um mês, não o faço em seis no Exército! Melhor ser um adesista rico, do que um pobre coitado que sobrevive com um salário aviltante pago pelas FFAA. Anotou quantos oficiais generais deram um tiro no céu da boca, só por serem orgulhosos!
Faço votos que a atitude conjunta das três Forças dando uma resposta máscula à ‘comissão da calúnia’ se repique em muitas outras ações.
As FFAA estão bem vivas e unidas.
É bom lembrar que o Brasil é do povo brasileiro e não desses criminosos comuno-petistas, e sua súcia de marginais que os apoiam.
Vivam as FFAA brasileiras e seus verdadeiros líderes militares!

Rio de Janeiro, 19 de junho de 2014.



A Comissão da Verdade reúne-se com os militares

José Geraldo Pimentel

‘Sete meses depois da instalação da Comissão Nacional da Verdade, integrantes do grupo se reuniram pela primeira vez com os três comandantes militares. Foi no início de dezembro, a sete chaves e sob sigilo rigoroso. A reunião, um almoço no Ministério da Defesa, foi costurada pelo ministro Celso Amorim.’
Assim começa uma matéria assinada pelo jornalista Evandro Éboli, publicada em O Globo, dia 06 último.
O resultado foi catastrófico para as Forças Armadas, porquanto o que era esperado aconteceu. É aquela velha história: ‘De onde nada se espera, nada acontece!’ Os chefes militares abriram as pernas e renderam-se aos argumentos, - imposições, - dos membros da Comissão da Verdade.
Estiveram presentes do lado dos militares os comandantes militares - Enzo Martins Peri (Exército), Juniti Saito (Aeronáutica) e Júlio de Moura Neto (Marinha) - e o ministro da Defesa, Celso Amorim. Compareceu também o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. Pela Comissão da Verdade compareceram o coordenador Cláudio Fonteles, ex-procurador-geral da República; Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro dos Direitos Humanos; e Rosa Cardoso da Cunha, ex-advogada de presos políticos, entre eles a presidente Dilma Rousseff.
O coordenador da comissão Cláudio Fonteles declararia: “colocamos com muita clareza que uma experiência ditatorial não pode se repetir no país.” As autoridades militares, - acovardadas, - ouviram caladas e caladas permaneceram.
- Capitão, eu pensei que ia sair da reunião preso. Os caras mandam pra cacete. E são brabos! Viu como o ‘caveirão’ me olhava de viés! As ‘Rosas’ antes eram o colírio dos olhos dos homens; hoje murcham igual à maracujá maduro.
- Verdade, Senhor general. Esse pessoal da ‘comissão da calúnia’ assusta mesmo; pois parece um bando de múmias saído de uma tumba.
“Atenciosos, os militares afirmaram que há boa vontade em localizar documentos e o propósito é de colaboração. Segundo eles, não há restrições ao trabalho da comissão e nem resistência a convocações de ‘oficiais do passado’ para prestarem depoimento ao grupo”. Nessa primeira parte - ‘há boa vontade em localizar documentos e o propósito é de colaboração’ - depreende-se que as FFAA aceitaram pacificamente que a Comissão da Verdade mudasse o rumo da lei que a criou, fixando-se exclusivamente no período dos governos militares, e não nos esclarecimentos dos acontecimentos políticos ocorridos no país entre 46 e 85. Uma aceitação imposta pelos membros da comissão. Na segunda parte - ‘nem resistência a convocações de oficiais do passado para prestarem depoimento ao grupo’ - os representantes das FFAA só faltaram confessar que entregavam em uma badeja de prata os ‘oficiais do passado’.
Esta expressão ‘oficiais do passado’ tem muito de pejorativo. Foram estes militares que evitaram que o país mergulhasse num regime de esquerda, à semelhança do vigente em Cuba e em outros países alinhados ao bloco da Ex URSS. Homens de coragem que lutaram em defesa da pátria. A maioria muito mais homens do que estes que comandam as FFAA. Comandantes que estão mais para figuras decorativas; que agem como marionetes, só mostram força quando é para punir um subordinado hierárquico. São fracos moralmente, omissos e bajuladores. Rendem-se à qualquer argumentação.
Um exemplo de ‘oficial do presente’ é o ex comandante do Exército general Francisco Roberto de Albuquerque, vulgo ‘Chiquinho do PT’, que na sua covardia própria do caráter de um homem não talhado para altas responsabilidades, diria para um companheiro: ‘o Exército não vai fazer nada’, abrindo as portas para que a Comissão da Verdade, e suas filiadas espalhadas pelo país, associadas a um pequeno grupo de promotores públicos, dessem inicio a uma perseguição sem trégua aos agentes do Estado. Fica aqui a lição: O militar quando receber uma ordem deve solicitar uma declaração por escrito, para que no futuro não se veja na situação dos agentes do Estado que hoje estão sendo jogados às traças, abandonados pelos chefes militares e olhados com desdém pelos seus próprios colegas.
Servir em uma instituição em que os dirigentes não honram as determinações de seus antecessores, é se sentir um lixo como um ser humano. Assim devem estar se sentindo os agentes do Estado.
Sinceramente, não me orgulho tanto do Exército como no passado. O Exército de hoje não lembra a instituição militar que me acolheu quando jovem, moldou o meu caráter, deu-me uma profissão e me permitiu formar uma família. Os chefes militares perderam a magia do zelo com o respeito, o apego à farda, o comportamento quase sempre ilibado. Assistimos entristecidos homens que não estão muito longe de se confirmar a pecha dada pelo ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva: um ‘bando’ de militares. São covardes, mesquinhos, e a atitude passa longe de seu caráter. Nada que possa servir de exemplo para os subordinados. Cantam de galo no quartel, mas em casa são umas galinhas mortas. Quem manda são as esposas.
São estes ‘jurássicos’ que impõem o corporativismo nos quartéis, ocultando os defeitos dos colegas. Dizem: ‘Se faz parte do grupo, temos que fazer vista grossa e não condenar!’ Esses elementos não têm espírito de corpo, mas de bandidagem.
Eu vivi outro tempo. Tempo que me motivava a ser um soldado ‘Caxias’, que tirava serviço de Cabo de Dia; que como cabo, era chamado pelos instrutores de sargento. Dentro deste espírito de disciplina e amor à farda, fui ganhando respeito; e a partir da graduação de primeiro sargento até o posto de capitão, todas as promoções foram por merecimento. Não passei pela instituição militar. Deixei a minha marca!
Eu vivi o tempo em que o Ministro do Exército foi o Gen Ex Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, um verdadeiro líder, que soube transmitir confiança aos seus comandados. Quando foi necessário, ouviu-se dele a voz de uma liderança apoiando e defendendo os que colocaram as suas vidas em perigo, e a de seus familiares, defendendo a pátria.
Declarou o ministro Gen Ex Walter Pires em defesa dos agentes do Estado:
“- Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.
Isso me motiva a ir em frente.
Não depus as armas. Continuarei a minha luta até o último suspiro.
Repito o grito que incomodou uma senhora que se julgava a dona do mundo, acreditando que as FFAA também faziam parte da sujeira de seu quintal.

DESVIOS DE CONDUTA DA CNV


. Não atendam à convocação da ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. Carta Aberta à Comissão Nacional da Verdade. (Márcio Matos Viana Pereira).
. Explicação para a torpeza da ‘comissão da calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. "Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo". (CNV).
. Militares têm comparecido à ‘comissão da calúnia’, mas ironizam os comissários.
. A CNV alimenta a discórdia entre as FFAA e a população.


Não atendam à convocação da ‘Comissão da Calúnia’

José Geraldo Pimentel

Atender à convocação desse substrato da bosta do cavalo do bandido, vulgarmente conhecido como ‘Comissão da Calúnia’, ou Comissão Nacional da Verdade no meio da bandidagem comuno-petista, é dar sinal de fraqueza moral. Um militar não se curva diante de um bando de marginais travestidos de autoridades.
Façam a comissão morrer no nascedouro. Deem-lhes um chá de cadeira. Que os bandidos esperem sentados para não cansar.
Senhores comissários da vindita experimentem conduzir um único militar para depor de forma coercitiva, - como já ameaçaram, - que vocês irão sentir o peso do braço forte do soldado brasileiro. Experimentem!
Há duas maneiras de se dialogar. Civilizadamente, amparado nos dogmas da Justiça; e na Lei de Newton: ‘a toda ação corresponde uma reação’. Se a ‘comissão da calúnia’ acredita que pode passar por cima da instituição mais séria do país, as Forças Armadas, tripudiando-a, mexendo com os brios de seus componentes, não tem outra solução, senão partir para o confronto. Vence o mais forte. Quem tem as armas e a razão!
Está passando da hora de se dar uma lição nesses merdas. Por enquanto o diálogo se restringiu ao contato com os comandantes militares e meia dúzia de covardes que não honram a farda que vestem.
O comandante do Exército se penitenciou e centralizou os pedidos de informações ao seu gabinete em Brasília; dando um freio na comissão. Um passo, embora ainda tímido. O que se espera é que a arrogância desses convencidos cesse quando um verdadeiro chefe militar adentrar no recinto em que estejam reunidos os canalhas e enfiar o cano de uma pistola na boca do macho-man que se diz o todo poderoso da comissão, mandando-o, de preferência, para o Inferno.



Carta Aberta à Comissão Nacional da Verdade

Márcio Matos Viana Pereira (*)

Ao Presidente, Coordenador e Membros da COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE:

Faz dois anos, da criação da COMISSÂO NACIONAL DA VERDADE, com o objetivo declarado de buscar e afirmar a VERDADE para a História e para os brasileiros, relativa aos fatos revolucionários ocorridos no PAÍS, apurando as graves violações de Direitos Humanos praticados entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988.
Embora se me afigurasse desnecessária a criação da aludida CNV, considerando a vastíssima bibliografia existente sobre o tema, através de livros escritos por pessoas de ambos os lados que estiveram envolvidos na luta travada; de entrevistas e de longas e detalhadas reportagens, publicadas nas principais revistas e mais famosos jornais existentes no País, além das declarações prestadas nos Tribunais por ex-presos políticos e seus Advogados, não via a necessidade de reabrir mágoas do passado, à época já sepultadas, face a Anistia a longos anos concedida, ainda na vigência de Governo militar.
Se o objetivo alegado era a busca da VERDADE para a História, com o início dos trabalhos logo a farsa se revelou, ao informar a CNV que iria levantar apenas os crimes e as violências praticadas pelos militares e agentes do Governo. É lógico que tal decisão foi surpreendente, pois, se o objetivo da Comissão tinha por escopo buscar a verdade a respeito das violações havidas, durante a luta armada travada, evidentemente as versões existentes são conflitantes, pois, cada lado tem a sua verdade a expor.
Ficou então patente, ter por objetivo a CNV, não a busca da VERDADE para a História, mas, reescrever a História, através de estórias sordidamente fabricadas, com o intuito de inverter os fatos havidos, transformando, como por mágica, traidores da Pátria a serviço do Comunismo Internacional, assaltantes de Quartéis e de Bancos, ladrões de Armas militares, sequestradores, torturadores, justiceiros e assassinos, em heróis, enquanto os militares que foram à luta em defesa da Democracia e dos valores morais sedimentados na consciência nacional, militares que foram emboscados na selva e ameaçados pela sanha de insanos que acreditaram na utopia de vencer as Forças Armadas, sendo vítimas da prática da mentira continuada, passaram a ser rotulados de torturadores e criminosos.
Afirmo ao Presidente, ao Coordenador da CNV, Sr PEDRO DALLARI, bem como aos seus demais integrantes, saber ser legal a existência da CNV, mas, com igual ênfase, também afirmo ser amoral o procedimento da Comissão, por ser injusta, parcial e facciosa a decisão de substituir a busca indiscriminada da VERDADE, alegada como anseio dos brasileiros, pela manipulação de mentiras fabricadas para permitir a vossas senhorias, em detrimento da ética e da dignidade, encherem o tempo, mamando nas tetas generosas do Tesouro, transformado na era petista em saco sem fundo,fato normal em Governo corrupto, como o foi o do apedeuta Lula e o é o da Presidente e ex-terrorista Dilma.
Nas Forças Armadas, felizmente, há Comando, hierarquia, disciplina e Regulamentos. As Leis são cumpridas e cultuamos o patriotismo, a ética, a honestidade, a dignidade, a honra e o amor à verdade como atributos que ornamentam o caráter.
Publicou a Folha de São Paulo declaração de um membro da CNV, afirmando que a Comissão iria decidir se encarregaria a Polícia Federal de conduzir, coercitivamente, o militar que intimado não comparecesse ao local designado. O Sr DALLARI, como Coordenador da CNV, sendo jurista, deveria saber que, para conduzir coercitivamente um militar ante a Comissão, teria de ser solicitado ao Comando do militar e não à Polícia Federal que é um órgão do Ministério da Justiça, não integrante, pois, da Cadeia de Comando Militar, portanto, não lhe cabendo aceitar, nem cumprir a solicitação recebida.
Saibam os membros dessa inoperante e em consequência ineficaz CNV, que se portaram como anões morais, submissos ante a imposição governamental de apurar os fatos unilateralmente, violentando o bom senso e indiferentes à necessidade de demonstrar independência moral, como pilar básico, para que pudesse haver êxito na missão imposta, que a decisão calhorda tomada pelos senhores, optando por assegurar as mamadas mensais nas tetas do Tesouro, fez a Comissão perder a credibilidade perante cada cidadão digno e responsável desta Nação, razão de ter sido tratada como piada de mau gosto a tentativa de transformar os cadáveres dos ex-presidentes Juscelino e Jango, em vítimas das ações dos militares.
A palhaçada foi tão absurda e ridícula que o cretinismo da ação fez cair no descrédito, quaisquer sejam as acusações, afirmativas e conclusões que venham a constar do Relatório final a ser apresentado ao Governo e à Nação, por essa já popularmente conhecida como Comissão da Mentira.
Em 2011 e também em 2012, as estatísticas revelaram que os mortos, apenas por assassinatos, atingiu em cada ano, o exorbitante e terrificante número: 50.000, porém,nem a PRESIDENTE, nem a CNV, nem o Poder Legislativo, nem o Judiciário, nem as Comissões de Direitos Humanos, que somente defendem criminosos e corruptos, nem a CNBB, nem a OAB, nem os Partidos Políticos, nem a Imprensa amestrada, nem os Sindicatos, nem a UNE e nem os Movimentos e Organizações Sociais se interessaram em denunciar e apurar as causas, nem em tomar ou exigir efetivas medidas que assegurem a SEGURANÇA devida aos brasileiros, que tão caro pagam, ao serem anualmente punidos com impostos exorbitantes.
Acredito que para os brasileiros, já anestesiados por sucessivos escândalos, nada mais importa! Então, a Presidente e ex-terrorista parece haver tomado por máxima, remeter ao passado e ao esquecimento os crimes de hoje, e, rebuscando um passado de 30 anos, subtrair dos Arquivos fatos já anistiados, entregando-os à CNV, onde fantoches amestrados deveriam transformá-los em crimes hediondos cometidos por militares.
De bem mais longe nós brasileiros já viemos, e em dezembro, veremos todos os integrantes da CNV, que despudoradamente, durante dois anos, tentaram fabricar escândalos que comprometessem militares, para que os brasileiros acreditassem na necessidade da permanência da incompetente Comissão, finalmente, colocar um fim no engodo desonesto.
Como cidadão brasileiro espoliado e militar enojado ante a subserviência demonstrada, formulo a todos os membros da facciosa CNV, um cumprimento formal de pesar, pela parcialidade publicamente assumida, atitude que, acredito, maculou as suas biografias, tornando-as similares a Folhas Corridas.
(*) Márcio Matos Viana Pereira é Coronel reformado do Exército.
(Alerta Total, 12/09/2014).



Explicação para a torpeza da ‘comissão da calúnia’

José Geraldo Pimentel

A comissão dita da verdade não agiria com tanta desenvoltura se não tivesse a certeza que pisa em terreno sólido. As suas vítimas estão mais mortas do que vivas. São criaturas derrotadas, desprezadas pelos chefes militares e olhadas com desdém pelos colegas de farda.
Por que temer um monturo de rejeitados, que não têm onde cair mortos! É atacar firme e preparar o caminho para levá-los para o julgamento, condenando-os a duras penas de prisão, quiçá ressuscitando a aplicação da prisão perpétua; e, em alguns casos, os levando para o paredão. Alguns já foram mortos friamente!
Como disse um capitão: caminhando como ‘gados fardados’ para o abatedouro.
Esses pobres diabos não são outros senão os agentes do Estado; denominação dada aos militares das Forças Armadas e policiais civis e militares das Forças Auxiliares, empregados na repressão aos que tentavam implantar no país uma ditadura do proletariado.
Os perdedores terminaram saindo melhor no final do combate. Atualmente, são tratados como vítimas, agraciados com polpudas indenizações e pensões milionárias. Os únicos brasileiros que não descontam Imposto de Renda. E todos são agraciados com condecorações militares ‘por relevantes serviços prestados ao país e às FFAA brasileiras’.
A ‘comissão da calúnia’ está bem estruturada. Atua em diversas frentes, disseminando o ódio contra as FFAA brasileiras. Não teme os militares e os convocam para depor, muitas vezes em audiências públicas para achincalhá-los. Fazem ampla divulgação dos depoimentos mostrando que é uma entidade que manda mais do que a própria instituição militar. Têm-se vistos coronéis e generais sendo interrogados por militantes do Partido dos Trabalhadores imbuídos da função de ‘consultores técnicos’.
Deprimente vê-se nos vídeos divulgados pela comissão garotos recém-saídos da faculdade, estabelecimentos de ensino chinfrins espalhados pelos subúrbios dos grandes centros urbanos; sem preparo, mas com poder de pisar num velho militar no seu último posto de carreira.
- Nome, general. Diz a interrogadora.
O general cabisbaixo, medroso, temendo ser levado a um tribunal de exceção, abre as pernas e se comporta como um condenado.
- Ge... General, Senhora.
A ‘consultora técnica’ segura o riso e manda servir um copo de água para o velho general, que a essa altura está mais precisado de trocar o fraldão geriátrico, que começou a vazar merda pelas pernas.
- Minha Senhora, poderia depor na condição de ‘delação premiada’? Juro que conto tudo; inclusive citarei os nomes das autoridades militares que nos ordenaram exterminar os pobres coitados militantes da luta armada. Aqueles garotões que foram levados para a mata e deixados por lá quando o Exército assumiu a missão de acabar com a Guerrilha do Araguaia.
- O João Amazonas de Souza Pedroso e a Elza Monerat, presidentes do PCdoB, em São Paulo. Criaturas abomináveis que cooptavam os estudantes nas universidades e escolas técnicas!
- Esses mesmos, minha jovem inquiridora.
- Menos intimidade, general.
- Desculpe, Senhora consultora técnica.
Como em toda a regra há exceção vimos esta semana, em Brasília, dois militares recusarem comparecer frente aos seus algozes.
José Conegundes do Nascimento e José Brant Teixeira responderam assim à convocação da comissão:
- Nascimento foi rude na resposta: "Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo".
- Brant ‘alegou que só compareceria se fosse convocado pelo Comando do Exército’. (Informa o site da CNV).
Neste caso a centralização de informações no gabinete do Comando do Exército, em Brasília, começou a surtir efeito.
Mas os frouxos de alma e coração entregaram os pontos. O coronel Pedro Ivo Moezia de Lima ‘reconheceu que a tortura pode não ter sido oficial, mas que o estado brasileiro torturou e matou. (Site da CNV).
A maioria dos que foram convocados compareceram à comissão, embora se limitassem a proclamar: ‘nada a declarar’. Mas compareceram com medo de serem conduzidos coercitivamente para depor, como prometeu um dos membros da comissão.
Essa ameaça conta com o respaldo do ministro da Justiça, e o conhecimento dos comandantes militares. Na primeira reunião entre os chefes militares e membros da comissão, os comandantes militares declararam que não se importariam se a comissão convocasse os ‘militares do passado’ para depor.
Resumo da opera: começo a por em dúvida as palavras do Capitão Luis Fernando, líder do movimento do eu sozinho (‘Movimento Capitanismo’), que diz que o governo conta com a fidelidade de cinco generais. O capitão é bem informado, vive abraçando as autoridades comuno-petistas, inclusive o ex-presidente Lula. É candidato a deputado federal pela legenda petista, embora não tenha conseguido até hoje votos suficientes para eleger um vereador em sua cidade natal. Petista não vota em milico, mesmo desgarrado das FFAA brasileiras.
Fico me perguntando, quais generais têm lideranças capazes de confrontar um Exército que em determinado momento resolva repetir a Contrarrevolução de 1964? Os três comandantes de Forças, o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), proibido de viajar no mesmo elevador em que se encontre a presidentA da república, o ex que acobertava os gastos com o cartão corporativo da primeira dama do país, taxando-os de ‘segredo de Estado’, o ‘carregador de malas’ do ex-presidente Lula, aquele que ao invés de encerrar uma greve de policiais militares, terminou chorando abraçado ao líder dos insurretos, e o ex-comandante do Exército que apanhou como cachorro vadio do ex-ministro da Defesa, José Viegas Filho, por causa de um documento distribuído pelo CCOMSEx, contestando a foto publicada na imprensa, que se referia à morte de um terrorista.
Só nessa relação de prováveis vira casacos, - todos tratados com desprezo pela súcia que tomou de assalto o país há quase doze anos, - temos mais de cinco cooperadores do regime. Nenhum com postura de líder. O caráter desses senhores é não ter caráter, a tal ponto que confundem covardia com disciplina militar.
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, parece que deu uma guinada na sua postura de chefe militar, centrando as informações de sua pasta em seu gabinete em Brasília. Uma atitude corretíssima que está limpando a sua biografia.
Para encerrar acredito que foi e está sendo um erro os militares convocados comparecerem perante a comissão. Um militar não se curva diante do seu derrotado.
O que se esperava dos agentes do Estado foi demonstrado terça-feira, dia 9, em Brasília.
Os militares reformados José Conegundes do Nascimento e José Brant Teixeira mostraram como agir frente à ‘comissão da calúnia’. Os bravos companheiros não se intimidaram com a presença dos esbirros da Polícia Federal e mandaram o verbo. Assim que se deve agir. Por isso merecem todo o nosso respeito e aplauso. Eles realmente têm hombridade e amor à farda que vestem.
Atenção: Os diretores de hospitais militares devem proibir a entrada de membros da comissão para tomar depoimentos de militares baixados. Tem-se que seguir as normas baixadas pelo comandante do Exército. O coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o general reformado Leo Frederico Cinelli e o ex-auxiliar do adido militar em Buenos Aires, Ênio Mandetta, baixados em hospitais, não podem ser constrangidos com a presença de membros da ‘comissão da calúnia’. Além do mais é antiético interrogar um paciente em cima de um leito de hospital. O próprio médico que atende ao paciente pode proibir a presença de qualquer preposto de entidade judiciária, policial ou de uma comissão composta de bandidos, ex-terroristas e ex-guerrilheiros, inimigos mortais do baixado. Que se espere o paciente dar alta.

José Geraldo Pimentel

Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2014.



"Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo".

Em dois dias, a CNV ouve ex-agentes da repressão sobre o caso Rubens Paiva, a Guerrilha do Araguaia e sobre graves violações de direitos humanos no Doi-Codi de São Paulo
Após uma segunda-feira de silêncio, justificativas de ausência e negativas mal-educadas de militares à Comissão Nacional da Verdade, três ex-agentes da repressão foram ouvidos em Brasília, nesta terça-feira (9 de setembro), pela CNV.

General Belham resolve comparecer frente à ‘comissão da calúnia’
O general reformado José Antonio Nogueira Belham, assistido por advogados, requereu que seu depoimento fosse reservado. Ele reiterou sua posição, em depoimento espontâneo prestado ao ex-integrante da CNV, Claudio Fonteles, em 2013, no qual alegou que estava de férias quando ocorreu a prisão, tortura, morte e desaparecimento do corpo do deputado Rubens Paiva, no Doi-Codi do Rio de Janeiro, destacamento que comandava em 1971.
O general, contudo, não soube explicar a que título recebeu diárias de alimentação nos dias 17, 20, 23, 26 e 29 de janeiro. Na avaliação da CNV, o recebimento de diárias comprova que Belham estava de serviço e que comandava, de fato, o Doi-Codi por ocasião da morte de Paiva e seu desaparecimento, conforme testemunhos e documentos colhidos pela CNV, como por exemplo demonstra a lista de objetos apreendidos pela Aeronáutica quando o deputado foi preso, na qual consta uma anotação à caneta informando que o então major esteve com dois cadernos de anotação do deputado.
Após reiterar sua posição sobre a questão das férias, Belham negou-se a responder às demais perguntas dos membros da CNV.

Coronel Pedro Ivo Moezia de Lima admite que houve tortura
O ex-capitão do Exército e hoje coronel reformado, Pedro Ivo Moezia de Lima chegou de óculos escuros, acompanhado do filho, do neto e de um habeas corpus preventivo que lhe garantiria o direito de ficar calado. Antes de iniciar o depoimento, quando perguntado se se importava com a presença da imprensa, disse que fazia questão dos jornalistas.
Questionado se havia tortura no Doi-Codi, o coronel reformado primeiramente disse que institucionalmente não havia tortura, que essa não era uma prática oficial. "Eu imagino que possa ter havido (tortura), eu seria um inocente bancar o idiota aqui na frente de vocês. Quem nos ensinou a trabalhar foi a polícia militar e a civil. A civil era do Dops e lá era na base do pau. Mas, lá dentro do DOI-CODI eu nunca vi, não encostei a mão".
Entretanto, num segundo momento, Pedro Ivo disse que muito do que acontecia do DOI-CODI não era do conhecimento da maioria da tropa. "Havia uma espécie de comando paralelo no Exército porque nem todos concordavam sobre como as coisas estavam sendo feitas", disse. Depois dessa revelação o ex-capitão reconheceu que a tortura pode não ter sido oficial, mas que o estado brasileiro torturou e matou.
Pedro lvo disse ainda que nunca torturou, que nunca encostou em pessoas "eu atirei em alguns deles quando em equipe de busca. Nós íamos para efetuar prisão e quando chegávamos lá dávamos todas as condições para o cara se render, dando toda proteção, garantindo tudo o que eles quisessem. Nós éramos 20, 30, com metralhadora, granada e o cara, às vezes, com um 'fuzilzinho' querendo fazer frente à gente e como que nós íamos fazer se o cara abria fogo, se o cara se negava a se entregar? Começava o tiroteio e o resultado, lamentável para nós, era a morte desses jovens", disse. O depoimento de Ivo foi colhido pelo ouvidor da CNV, Adilson Carvalho, pelo assessor da Comissão, André Vilaron, e pelo coordenador da Comissão, Pedro Dallari.

Ex-soldado Carlos de Souza depõe sobre morte da guerrilheira Helenira Nazareth
Em seguida, a CNV colheu, ainda na manhã de terça-feira, o depoimento do professor universitário e advogado da União aposentado, Carlos Orlando Fonseca de Souza, ex-soldado conscrito do 2º Batalhão de Infantaria de Selva, de Belém, que atuou na campanha do Exército contra a Guerrilha do Araguaia no ano de 1972.
Souza afirmou em seu depoimento que soube, por intermédio de conversas com outros soldados que integravam um pelotão que atuou na região do município de Bom Jesus, no Sul do Pará, que a morte da guerrilheira Helenira Rezende de Souza Nazareth se deu em combate, numa troca de tiros entre ela e os três militares. Ele disse nunca ter ouvido desses ex-colegas a versão, publicada no livro Direito à Memória e a Verdade, de que a guerrilheira foi torturada antes de ser eliminada pelos militares.
Segundo Souza, após a morte da guerrilheira, a casa onde estavam os militares, localizada na mata, teria sido atacada por três dias pelos guerrilheiros que estariam tentando resgatar Helenira. Só então, após três dias sendo transportado no lombo de um burro, o corpo da guerrilheira foi entregue a oficiais e levado, provavelmente, para a localidade de Oito Barracas.
O depoimento foi colhido pelos membros da CNV Pedro Dallari, coordenador da Comissão, José Carlos Dias e José Paulo Cavalcanti Filho, que agradeceram o depoimento de Souza, mas acreditam que é necessário checar mais dados, pois não consideram crível a versão contada pelos colegas do ex-soldado de que os guerrilheiros teriam atacado três dias uma casa em que estavam os soldados, ao lado de um corpo.
"Porque não enterraram o corpo se ela estava morta?", perguntaram os comissários ao depoente, que disse que somente ex-oficiais à época poderiam esclarecer essa e outras dúvidas. Souza entregou à CNV os nomes de dois dos três militares que lhe fizeram essa confidência.

Os únicos militares que se negaram a comparecer frente à comissão
- José Conegundes do Nascimento: “Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo”.
- José Brant Teixeira: Alegou que só compareceria se fosse convocado pelo Comando do Exército.
Após o depoimento, o coordenador da CNV, Pedro Dallari, anunciou o envio ao Ministério da Defesa de um pedido de esclarecimentos e apuração de possível ocorrência de transgressões disciplinares por parte dos militares reformados José Conegundes do Nascimento e José Brant Teixeira (o primeiro atuou no Araguaia, o segundo, no Doi-Codi do Rio). Ambos negaram-se a atender a convocação da CNV para depor em Brasília.
Nascimento foi rude na resposta: "Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo". Brant, por sua vez, alegou que só compareceria se fosse convocado pelo Comando do Exército.

General Ricardo Agnese Fayad comparece mas se nega a depor: "Nada a declarar"
Na segunda-feira (8), a CNV colheu somente o depoimento de um militar, o ex-subsecretário de Saúde do Exército, general reformado Ricardo Agnese Fayad, que recusou-se a responder às perguntas da Comissão sobre sua atuação no Doi-Codi do Rio e na Casa da Morte de Petrópolis. Assistido por advogados, ele respondeu a todas as perguntas com o "nada a declarar".

Não atenderem as convocações da CNV alegando razões médicas
Outros três militares alegaram razões médicas para não atenderem as convocações da CNV: o coronel Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o general reformado Leo Frederico Cinelli e o ex-auxiliar do adido militar em Buenos Aires, Ênio Mandetta.

Comissão Nacional da Verdade
Assessoria de Comunicação
(09 de Setembro de 2014).



A CNV alimenta a discórdia entre as FFAA e a população

José Geraldo Pimentel

A Comissão Nacional da Verdade (‘Comissão da Calúnia’) alimenta a discórdia entre as Forças Armadas e a população. Dia 28 próximo, p. ex., haverá mais um ‘Ato Sindical Unitário’’, desta feita no Auditório da CUT – RJ, ‘com o intuito de relembrar a resistência de sindicatos e trabalhadores à perseguição e repressão sofridas durante a Ditadura Militar’. O Ato no Rio de Janeiro contará com os testemunhos de oito trabalhadores, representando sete ‘categorias atingidas durante a ditadura militar no estado do Rio de Janeiro’. São eles: Vagner Barcelos (metalúrgico da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN); José Werneck (ferroviário); João Baptista Quincas Filho, o Tuca (portuário); Francisco Soriano (petroleiro); Mario Macaco (Correios); Nilton Domingues Pedrosa (gráfico); Nilson Carneiro (metalúrgico da Fábrica Nacional de Motores - FNM) e Ronald Barata (bancário).
Evocar a ação das FFAA contra os militantes da luta armada é uma obseção da ‘comissão da calúnia’.
A comissão trata a instituição militar como se fosse cria de seu quintal, fazendo exigências, incutindo na mente dos desavisados que os militares de hoje são diferentes dos militares do passado. Quer passar a imagem que há dois Exércitos, um bonzinho submetido aos caprichos do governo corrupto, desagregador e bandido, comandado por uma ex-terrorista, ladra e planejadora de assaltos a bancos e quartéis, assassinatos de opositores e justiçamentos de seus próprios companheiros, atos terroristas e sequestros de embaixadores de nações amigas. E um Exército ‘torturador’ que repeliu a ação dos ‘cumpanheros’ que apenas pretendiam mudar o regime político do país, agregando-o a toda poderosa ex-URSS.
Existem elementos que acreditam na comissão, achando que ela está limitada ao trabalho de esclarecimentos de graves violações dos direitos humanos, estando impossibilitada pelo Supremo Tribunal Federal de rever a Lei da Anistia.
Vê-se, ao contrário, que desejam obter subsídios para fazer levar às barras de um tribunal de exceção os agentes do Estado, como acontece na Argentina. O Congresso Nacional trabalha a pleno vapor para que a Lei da Anistia possa ser revista.
Reprovo a aceitação de muitos, senão a maioria dos convocados que comparecem à comissão para depor; muitos se sujeitando a prestar esclarecimentos a jovens ativistas do Partido dos Trabalhadores que se revestem da autoridade de ‘consultores técnicos’ substituindo os membros efetivos da comissão.
Os cegos que acreditam em Papai Noel dizem que não comparecer à comissão é dar um testemunho de covardia. ‘Quem não deve, não teme!’ Dizem. Fingir-se de idiota, é que é ser um verdadeiro covarde! É como vejo todos os que se prestaram ao papel de bobos da corte, comparecendo à comissão para depor, e mais quando se sujeitam a ser interrogados por jovens militantes comuno-petistas.
As FFAA brasileiras não podem continuar nesse entrave assistindo impassíveis aos ataques e ofensas que mexem com os brios da tropa. Não somos marionetes nas mãos desses marginais. Temos orgulho e respeito pela farda que vestimos ou nos acompanha agregada na pele como se fosse parte do nosso próprio ser. Se amanhã houver uma tragédia, quando muitos morrerem implodidos em uma dessas seções de destrato e humilhação às FFAA, não culpem os que acionarem o gatilho de um artefato bélico que levará dezenas de indivíduos para as profundezas do Inferno. Os culpados serão os que perderam a noção de limite e respeito com a instituição mais bem avaliada pela população pelos institutos de pesquisa de opinião pública. Os culpados serão os chefes militares que se acovardam atrás de um silêncio obsequioso, preferindo fazer vistas de mercadores, pensando apenas em suas carreiras militares.
‘Que o Exército vá se foder!’ É a ordem do dia dos carreiristas e seus apoiadores!
Nós pensamos o contrário. Não está longe o dia em que as guilhotinas serão insuficientes para abastecer o consumo da Bastilha. Cabeças rolarão não só dos que nos agridem, como dos que traem a instituição militar!

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2014.

A ‘COMISSÃO DA CALÚNIA’ TENTA REESCREVER A HISTÓRIA


A ‘comissão da calúnia’ tenta reescrever a história
. Verdade e narrativa. (Denis Lerrer Rosenfield).
. 50 anos do golpe de Estado de 1964. (CNV).


A VERDADE HISTÓRICA DOS FATOS

Verdade e narrativa

Denis Lerrer Rosenfield

No filme "A conquista da honra", de Clint Eastwood, sobre a batalha de Iwo Jima, há uma cena admirável em que um ex-soldado, já velho, narra como ele e seus colegas hastearam a célebre bandeira que veio a figurar como símbolo da vitória americana. O filme se desdobra em torno da veracidade daquela foto, que retrata uma segunda bandeira, e não a original. Na verdade, os soldados que hastearam a primeira bandeira não foram os celebrizados, pois foram os "substitutos" que apareceram como os verdadeiros protagonistas, em um momento já tranquilo de batalha.
Do ponto de vista da opinião pública não importa, foram eles que se tornaram "heróis", embora não tenham cometido nenhum ato heroico. A foto, quando publicada em todos os jornais da época, teve um efeito fulminante, suscitando uma adesão aos valores americanos e uma campanha que, então, se fortaleceu de arrecadação de fundos de guerra.
O veredito do velho soldado foi certeiro: "Naquele dia os EUA venceram a guerra". Mesmo se os fatos não se encaixavam na foto, nada disto contava, pois o mais relevante foi a construção da narrativa que, assim, se impôs. O velho soldado foi além e fez uma outra observação, igualmente certeira. Na Guerra do Vietnã, quando da publicação pelo mundo afora da foto do militar vietnamita que estourou os miolos de um guerrilheiro vietcongue, os EUA perderam a guerra. Não interessa a narrativa militar de que os comunistas não venceram nenhuma grande batalha. O negociador vietnamita do tratado de paz, quando ouviu dos negociadores americanos que o Vietnam não teria ganhado nenhuma batalha, simplesmente respondeu que não era isto que importava. Eles venceram, sim, a batalha da opinião pública. Foi a sua narrativa que prevaleceu.
A Comissão da Verdade em nosso país, embora não tenha produzido nenhuma foto relevante, está procurando impor a sua narrativa do que foi o regime militar. O compromisso com a verdade desaparece em proveito de uma "estória", que procura guardar distância da verdadeira "história". A narrativa que procuram construir é a dos derrotados na luta armada que tentam, agora, impor a sua versão, como se a "verdade" pudesse ser um instrumento a ser manipulado sob a forma da mentira. Os "combatentes" que tinham o objetivo de instalar no Brasil uma "ditadura do proletariado", nome da época da ditadura comunista, se tornam os lutadores da liberdade, da democracia, apesar de não terem compromisso nenhum com esses princípios e valores. O comunismo era a sua meta. Marighella, um stalinista de estrita observância, se torna um "democrata". Não há narrativa verídica que resista! É como se os brasileiros fossem idiotas!
Fiel a essa narrativa de cunho ideológico, a Comissão da (In)verdade editou a Resolução nº 2, restringindo o escopo de sua investigação aos atos cometidos pelos agentes de Estado, principalmente os militares. É como se os "guerrilheiros", que assim se chamavam à época, fossem inocentes, meras vítimas, que não teriam cometido nenhum crime. Note-se que a lei que criou a Comissão da Verdade estava voltada, muito justamente, para uma investigação isenta de todos os envolvidos em crimes durante o regime militar.
No momento em que há essa restrição e unilateralidade, é a verdade mesma que é deixada de lado. Qual credibilidade pode, então, ter uma comissão que prima pela parcialidade e que emprega a verdade somente enquanto termo que pode ser manipulado ideologicamente? A narrativa assim construída tem como finalidade absolver a priori um dos lados e condenar o outro. A suspeita se lança contra todo o seu trabalho. Evitemos aqui qualquer mal-entendido, pois o desprezo da verdade faz com que os seus agentes fujam de toda crítica, como se fosse ela a parcial! É evidentemente necessário investigar a tortura, é da maior importância que um país tenha a memória de sua própria história.
Para isto, porém, é igualmente necessário que tenha isenção, a isenção de uma investigação verdadeira, que contemple todos os crimes cometidos pela esquerda armada, assim como exponha a sua concepção totalitária, de desprezo profundo pela democracia e pelas liberdades. Imaginem historiadores dentro de 30 anos, por exemplo, fazendo uma verdadeira pesquisa. Ficarão certamente embasbacados com o primarismo ideológico desta comissão. O seu trabalho de nada lhes valerá e terão de recorrer às fontes primárias.
A pressão que essa Comissão da (In)verdade está exercendo sobre as Forças Armadas tem a intenção explícita de intimidá-las, forçando-as a reconhecer a sua narrativa, a sua "verdadeira mentira histórica". Se as Forças Armadas derem o seu aval, a sua narrativa se imporá e a esquerda armada derrotada sairá como a verdadeira vitoriosa.
O caminho estaria, então, aberto para a revisão da Lei da Anistia, objetivo último dessa Comissão, embora fuja dos limites mesmos da lei que a instituiu. Não esqueçamos que as Forças Armadas, ao bancarem a anistia, tendo se tornado guardiãs de todo o período democrático que se seguiu, fizeram todo um trabalho interno de depuração. A "linha dura" foi dizimada internamente e carreiras foram prematuramente abreviadas.
Se houver uma revisão da Lei da Anistia, todo esse trabalho estará desautorizado. A Comissão da (In)verdade está dando razão aos que pensam que a "linha dura" tinha razão! Note-se, por último, que a insistência desta comissão na defesa dos direitos humanos tem uma finalidade explícita, a de fugir das condições mesmas da Lei da Anistia, baseada numa suposta imprescritibilidade dos crimes de tortura. Estão simplesmente procurando uma brecha "legal" para agirem à margem da legalidade.
Chama ainda mais atenção o fato de os "direitos humanos" serem cada vez mais instrumentalizados, como se eles servissem somente para construir a narrativa dos derrotados militarmente, porém vivos ideologicamente. Será que as pessoas vitimadas e assassinadas pela esquerda armada não eram "humanas"?

(DefesaNet, 25/08/2014).

ESTÓRIA IMPOSTA PELOS DERROTADOS

50 anos do golpe de Estado de 1964

Há cinquenta anos um golpe de estado militar destituiu o governo constitucional do presidente João Goulart. Instaurou por longo tempo no país um regime autoritário que desrespeitava os direitos humanos; no qual os direitos sociais de muitos eram ignorados; em que os opositores e dissidentes foram rotineiramente perseguidos com a perda dos direitos políticos, a detenção arbitrária, a prisão e o exílio; onde a tortura, os assassinatos, os desaparecimentos forçados e a eliminação física foram sistematicamente utilizados contra aqueles que se insurgiam. Neste cinquentenário, a Comissão Nacional da Verdade quer homenagear essas vítimas e reafirmar sua determinação em ajudar a construir um Brasil cada vez mais democrático e mais justo.
A Comissão Nacional da Verdade nasceu com o objetivo de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período. Baseia-se na convicção de que a verdade histórica tem como objetivo não somente a afirmação da justiça, mas também preparar a reconciliação nacional, como vem assentado no seu mandato legal.
Esteia-se na certeza de que o esclarecimento circunstanciado dos casos de tortura, morte, desaparecimento forçado, ocultação de cadáver e sua autoria, a identificação de locais, instituições e circunstâncias relacionados à prática de violações graves de direitos humanos, constituem dever elementar da solidariedade social e imperativo da decência, reclamados pela dignidade de nosso país. Não deveria haver brasileiro algum ou instituição nacional alguma que deles se furtassem sob qualquer pretexto.
No ano passado comemoramos os vinte cinco anos da promulgação da Constituição Brasileira de 1988. Oitenta e dois milhões de brasileiros nasceram sob o regime democrático. Mais de oitenta por cento da população brasileira nasceu depois do golpe militar. O Brasil que se confronta com o trágico legado de 64, passados cinquenta anos, é literalmente outro. O país se renovou, progrediu e busca redefinir o seu lugar no concerto das nações democráticas. Não há por que hesitar em incorporar a esta marcha para adiante a revisão de seu passado e a reparação das injustiças cometidas. Pensamos ser este o desejo da maioria. É certamente o sentido do trabalho da Comissão Nacional da Verdade.

Brasília, 30 de março de 2014.

Comissão Nacional da Verdade.

CARTILHA ENSINA COMO SE DEFENDER DA GESTAPO PETISTA


Como agir diante da CNV e Promotores Públicos ligados ao PT

Nova cartilha orienta os agentes do Estado a enfrentar os membros da comissão dita da verdade (‘comissão da calúnia’) e promotores públicos federais mancomunados com os comuno-petistas. É chegada a hora da reação, ensina a cartilha.
José Geraldo Pimentel.

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AS FORÇAS ARMADAS

ÍNDICE

A instituição militar
. Papel das Forças Armadas.
. As Forças Armadas são uma instituição do Estado, e não de governo.
. A carreira militar.
. Sobre valores.

Rastro de pólvora nos altos escalões
. Atitude firme do Comandante do Exército dá um freio na ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. Comandante impõe silêncio ao Exército. (Chico Otávio).
. Parentes de mortos na ditadura pedem a Dilma demissão do general Enzo Peri. (Mário Magalhães).
. Exército nega ordem para calar sobre regime de 64. (Chico Otavio e Evandro Eboli).
. General proíbe colaboração do Exército para apurar crimes da ditadura. (Luiz Cláudio Cunha).
. Luz solar no fim do túnel. (A.C.Monteiro).


Visão global
. A estupidez da provocação, um recado.
. Ministra filiada ao PT é nomeada presidente do Superior Tribunal Militar.
. A verdade sem retoque.
- Governo concede reajuste para PF e Militares das F.A amargam esquecimento.
- Nós militares somos uns fracos!


A INSTITUIÇÃO MILITAR


. Papel das Forças Armadas.
. As Forças Armadas são uma instituição do Estado, e não de governo.
. A carreira militar.
. Sobre valores.


Papel das Forças Armadas

“Os meios militares nacionais e permanentes não são propriamente para defender programas de Governo, muito menos a sua propaganda, mas para garantir os poderes constitucionais, o seu funcionamento e a aplicação da lei.”
Gen. Ex Humberto de Alencar Castelo Branco

As Forças Armadas são uma instituição do Estado, e não de governo

Guarda pretoriana (Gen Ex Rômulo Bini Pereira).

A carreira militar

“A carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartável, um simples emprego, uma ocupação, mas um ofício absorvente e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas da vida, nos impondo também nossos destinos. A farda não é uma veste, que se despe com facilidade e até com indiferença, mas outra pele, que adere à própria alma, irreversivelmente para sempre.”
General Octávio Costa

Sobre valores

Maynard Marques de Santa Rosa.
Postado por JP Madeira.




RASTRO DE PÓLVORA NOS ALTOS ESCALÕES


. Atitude firme do Comandante do Exército dá um freio na ‘Comissão da Calúnia’. (José Geraldo Pimentel).
. Comandante impõe silêncio ao Exército. (Chico Otávio).
. Em carta parentes de mortos na ditadura pedem a Dilma demissão do general Enzo Peri. (Mário Magalhães).
. Exército nega ordem para calar sobre regime de 64. (Chico Otavio e Evandro Eboli).
. General proíbe colaboração do Exército para apurar crimes da ditadura. (Luiz Cláudio Cunha).
. Luz solar no fim do túnel. (A.C.Monteiro).


Atitude firme do Comandante do Exército dá um freio na ‘Comissão da Calúnia’

José Geraldo Pimentel

Logo que a comissão dita da verdade desviou-se da letra da lei que a instituiu, restringindo os trabalhos ao período dos governos militares e focando apenas sobre os agentes do Estado, eu sugeri que os convocados para depor se negassem fornecer documentos e informações que pudessem incriminá-los. Uma sirigaita de uma secretaria de direitos de bandidos estrilou e quis me enquadrar penalmente. Correu para o Procurador Geral da República, que passou a bola para o Ministro da Defesa, que driblou e deixou cair o petardo nas mãos do Comandante do Exército. Este dentro das normas regulamentares determinou que o Comando Militar do Leste me ouvisse em um inquérito policial militar (IPM). Eu assumi a autoria dos textos postados em meu site, informando que o que estivesse com a minha assinatura era de minha interira responsabilidade.
Fui feliz em minha nota, pois logo a comissão se reunia com a companheirada e assegurava que não iria convocar para depor os militantes da luta armada. ‘O fim justifica os meios!’ Devem ter pensado os ‘comissários’ da comissão.
No meu texto eu sugeri que se o comandante do Exército tomasse qualquer atitude que implicasse numa posição contrária à comissão, nós militares deveríamos apoiá-lo incondicionalmente. Infelizmente não houve qualquer posicionamento dos três comandantes de Forças, que engoliram calados a mudança de rota estabelecida pela comissão. Na primeira reunião que houve entre os chefes militares e os ‘comissários’ da comissão, os chefes militares declararam que não se importariam se os ‘militares do passado’ fossem convocados para depor. Uma postura bem diferente da adota pelo ex-ministro do Exército, General Walter Pires, que defendeu os militares que receberam a missão de combater os militantes da luta armada, - comunistas que pretendiam impor uma nova forma de governo ao país, agregando-o a toda poderosa ex-URSS.
Sentindo-se forte, o representante da comissão na reunião, aproveitou o lance e declarou que não admitiria uma repetição de 1964. A resposta dos comandantes de Forças foi o silêncio obsequioso, abrindo as portas para a enxurrada de ataques aos agentes do Estado, não só pela ‘comissão da calúnia’, como de Promotores Públicos Federais mancomunados com o comuno-petismo, que acham que descobriram falhas na Lei da Anistia, possibilitando enquadrar criminalmente os militares.
A última dos ‘comissários’ da comissão foi fazer uma série de exigências às Forças Armadas. A resposta foi uma nota unificada pelos três comandantes de Forças, que não agradou aos ‘comissários’ que partiram para outro ataque, desta feita de forma agressiva. Felizmente, para o bem da instituição militar, o comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, baixou uma norma centralizando toda resposta a assuntos pertinentes ao período de 1964 a 1985 ao comando. As OM devem encaminhar os pedidos de informações ao QG em Brasília, de onde sairão as respostas.
Corretíssima a posição do comandante do Exército. Um chefe responde pelos atos de seus subordinados, e só ele pode prestar conta a qualquer instância, venha de onde viver.
O General Enzo Martins Peri conta a partir deste momento com o meu apoio. Se houver um contra tempo, nós da reserva e reformados estamos prontos para empunhar as nossas armas e colocar os bandidos em seus devidos lugares.
Eles que venham. Por aqui não passarão!

Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2014.

Comandante impõe silêncio ao Exército

Unidades da força são obrigadas a não colaborar com as investigações sobre os crimes da ditadura.

Chico Otávio

O comandante do Exército, general Enzo Peri, proibiu os quartéis de colaborar com as investigações sobre as violências praticadas em suas dependências durante o regime militar. Em ofício datado de 25 de fevereiro, o general determinou que qualquer solicitação sobre o assunto seja respondida exclusivamente por seu gabinete, impondo silêncio às unidades. Por entender que a medida é ilegal, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) vai pedir à Procuradoria Geral da República que ingresse com representação contra o comandante.
O ofício foi usado pelo subdiretor do Hospital Central do Exército (HCE), coronel Rogério Pedroti, para negar ao MPF-RJ o prontuário médico do engenheiro Raul Amaro Nin Ferreira, que morreu na unidade em 12 de agosto de 1971. O documento médico poderia comprovar a suspeita de que Raul, que foi preso pelo DOPS na noite de 31 de julho, na Rua Ipiranga (Flamengo), não teria resistido às sessões de tortura. No ofício, Enzo Peri informa que a decisão abrange os pedidos feitos pelo “Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 e 1985”.
- O Ministério Público está adotando as medidas necessárias para remover esses obstáculos às investigações e responsabilizar os servidores que sonegam informações. De qualquer forma, é lamentável que o comando atual do Exército de um Estado Democrático de Direito esteja tão empenhado em ocultar provas e proteger autores de sequestros, torturas, homicídios e ocultações de cadáver — lamentou o procurador da República Sérgio Suiama.

Lei exclui comandante
Suiama, responsável pelo procedimento que investiga a morte de Raul Amaro, advertiu ao subcomandante do HCE que a Lei Complementar 75/93, que regulamenta o Ministério Público da União, autoriza que os pedidos de informações sejam encaminhados diretamente às unidades.
O procurador disse que as exceções — casos em que os pedidos só podem ser feitos pelo procurador-geral da República e não pelos procuradores de primeiro grau — não incluem o comandante do Exército. “A lei concede tal prerrogativa apenas para presidente e vice-presidente da República, membros do Congresso Nacional, ministros de Estado e chefes de missões diplomáticas”, escreveu Suiama ao coronel Rogério Pedroti.
O prontuário da vítima nunca foi divulgado. O engenheiro foi detido por uma radiopatrulha quando voltava de uma festa. Os policiais resolveram prendê-lo depois de encontrar em seu carro dois desenhos que foram considerados mapas. O primeiro ensinava a sair do apartamento do cunhado de Raul, que morava em São Paulo, e o segundo era o caminho para a própria casa do engenheiro.
O preso foi levado no dia seguinte à prisão para o Destacamento de Operações do Exército do 1º Exército (DOI I), na Rua Barão de Mesquita. Torturado, foi transferido às pressas para o Hospital Central do Exército, onde morreria dez dias depois. O corpo foi devolvido à família. Um tio de Raul, médico legista, constatou que a vítima sofrera agressões e apresentava a equimoses nas pernas.
- Desde o primeiro momento, o Exército tem negado sistematicamente informações sobre a morte. O ofício do comandante é mais uma demonstração que eles querem impedir o esclarecimento. Esse silêncio é emblemático. Quando se omitem, estão assumindo uma posição — criticou Felipe Nin, sobrinho de Raul Amaro.
Raul era funcionário do Ministério da Indústria e Comércio e conseguiu uma bolsa de estudos na Holanda, mas nem chegou a usufruí-la. Documentos produzidos na época pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) descrevem o engenheiro como militante do MR-8 e que sua casa funcionava como aparelho do grupo. Em 1994, a família obteve na Justiça sentença definitiva que considerou o Estado culpado por sua morte. O depoimento de um soldado que viu Raul ser torturado nas dependências do DOI I foi fundamental para ganhar a causa.
- Causa perplexidade o Hospital Central do Exército não ter autonomia para entregar ao Ministério Público Federal registros dos prontuários de presos políticos. Trata-se de mais um fato vergonhoso na história de nosso país, pois não bastasse as Forças Armadas não abrirem seus arquivos, ainda tentam impedir o MPF e a Comissão da Verdade de cumprirem com suas funções e negam prontuários médicos — comentou a presidente da Comissão Estadual da Verdade, Nadine Borges.

Laudo comprova tortura
Desde setembro de 2013, a CEV também aguarda os registros solicitados ao Exército de todos os prontuários de presos políticos atendidos no HCE durante o regime militar. Laudo do médico-legista Nelson Massini, apresentado na semana passada pela comissão, sustentou que o engenheiro foi torturado em pelos menos três ocasiões durante a semana em que permaneceu no HCE, as últimas delas na véspera da morte.
(UOL, 22/08/2014).

Parentes de mortos na ditadura pedem a Dilma demissão do general Enzo Peri

Mário Magalhães

Parentes de mortos e desaparecidos políticos na ditadura, veteranos opositores do regime instaurado em 1964 e entidades de defesa dos direitos humanos enviaram uma carta aberta à presidente Dilma Rousseff reivindicando a demissão do comandante do Exército, general Enzo Peri.
Os signatários protestam sobretudo contra a circular emitida pelo general-de-exército restringindo ao seu gabinete o fornecimento de informações sobre o período 1964-1985, numa decisão que dificulta a apuração de órgãos oficiais sobre crimes de Estado ocorridos naquela época.
(UOL, 01/09/2014).

“Carta aberta

À Excelentíssima Senhora Presidenta da República

DILMA ROUSSEFF,
Senhora Presidenta,

O general Enzo Peri, comandante do Exército, acaba de afrontar os poderes da República, aos quais deve obediência. O general encaminhou a todas as unidades do Exército uma ordem ilegal, segundo a qual nenhuma delas deve fornecer informações requisitadas por órgãos como o Ministério Público Federal (MPF) ou outros interessados, cabendo exclusivamente ao gabinete do comandante decidir sobre as respostas.
Portanto, o general Enzo está zombando do ordenamento jurídico, que dá ao MPF a prerrogativa de investigar. Pior ainda, Presidenta Dilma.
O general Enzo está zombando dos brasileiros, incluindo a comandante em chefe das Forças Armadas, a Presidenta da República, que sancionou a lei que criou a Comissão Nacional da Verdade (CNV).
Mas há um agravante nessa história, Presidenta Dilma. É que o general Enzo é reincidente.
Como Vossa Excelência deve recordar, ainda no governo Lula o general foi um dos pivôs de uma grave crise política, em 2009, ao acompanhar o ministro Nelson Jobim, da Defesa, num verdadeiro motim contra o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Jobim e os comandantes militares ameaçaram demitir-se caso o presidente não alterasse o PNDH-3, retirando dele modestos avanços democráticos relacionados à revogação da Lei da Anistia e à investigação dos crimes da Ditadura Militar. Infelizmente, o presidente Lula cedeu à chantagem e preferiu mutilar o PNDH-3.
Já no atual governo, mantido no cargo apesar da rebelião antidemocrática que encabeçou, o general Enzo mantém-se na linha da resistência ativa à CNV e às políticas de direitos humanos da Presidência da República. Deu suporte às seguidas negativas e embaraços criados aos pedidos de documentos feitos pela CNV às Forças Armadas.
Mais recentemente, em gesto que chocou a consciência democrática, ademais de humilhar os familiares das vítimas e os ex-presos políticos, o comandante do Exército passou da resistência dissimulada ao escárnio, ao endossar os debochados resultados da “sindicância” realizada a pedido da CNV a respeito das instalações militares que, sabidamente, notoriamente abrigaram aparatos de tortura e execução de presos políticos durante a Ditadura Militar.
Diante desses fatos, Presidenta Dilma Rousseff, só nos resta exortá-la a demitir o general Enzo Peri, para o bem da democracia e da sociedade brasileira.
Não é admissível que alguns generais continuem asfixiando a democracia brasileira. Não é razoável que chefes militares continuem zombando da luta por memória, verdade e justiça sem que sejam punidos. O que está em jogo é a democracia e o futuro do Brasil!
Presidenta Dilma, reafirme a soberania popular: demita o general Enzo.

Em 28 de agosto de 2014 – 35 anos da votação da anistia.”


Assinam:

CDH e Memória Popular de Foz do Iguaçu
Coletivo Catarinense Memória, Verdade, Justiça
Coletivo Contra a Tortura
Coletivo Merlino
Coletivo MVJ João Batista Rita de Criciuma – SC
Coletivo pela Educação, Memória e Justiça – RS
Coletivo Político Quem
Comissão da Verdade de Bauru “Irmãos Petit''
Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (CDHPF)
Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos
Comitê Catarinense Pró Memória
Comitê Popular de Santos por Memória Verdade e Justiça
Comitê Verdade, Memória e Justiça de Pelotas e Região
Fórum de Reparação e Memória do RJ
Fórum Direito à Memória, Verdade e Justiça do ES
Grupo Tortura Nunca Mais Rio de Janeiro – GTNM/RJ
Instituto de Estudos da Violência do Estado – IEVE
Movimento Camponês Popular – MCP
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) Nacional
Movimento Nacional de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul (MNDH-RS)
Movimento Reforma Já
Núcleo de Preservação da Memória Política
Rede Brasil – Memória, Verdade, Justiça
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos

Obs. Extraído do UOL em 01/09/2014.

COMENTÁRIO
Um entulho de lixo querendo transformar o país em uma república popular de fundo de quintal, à semelhança da Venezuela, Bolívia e Argentina. Nem Cuba admite tanta permissividade!
José Geraldo Pimentel

Exército nega ordem para calar sobre regime de 64

Pedidos de informação estão sendo atendidos, diz nota oficial.

Chico Otavio e Evandro Eboli

Cobrado ontem pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, sobre um ofício no qual impôs o silêncio aos quartéis sobre o período do regime militar (1964-1985), o comandante do Exército, general Enzo Peri, alegou que a medida não foi motivada por qualquer desejo de censurar ou cercear o acesso à informação, pois o objetivo seria unificar a linguagem de questionamentos. O ofício, usado para negar informações sobre a morte do engenheiro Raul Amaro Nin (1971), divulgado ontem pelo GLOBO, motivou o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro a pedir que a Procuradoria Geral da República represente o comandante, pois a ordem de silêncio seria ilegal.
O Centro de Comunicação Social do Exército (Cecomsex), em resposta ao pedido do GLOBO, informou que "cumpre salientar que o Exército Brasileiro tem atendido, dentro dos princípios legais vigentes, às solicitações que recebe". Na conversa com o ministro da Defesa, Enzo Peri explicou que várias unidades respondendo, sem contextualização dos fatos, poderia gerar ruídos e problemas. Para os militares, está havendo colaboração com colegiados como a Comissão Nacional da Verdade e o Ministério Público, e não está havendo empecilhos para os conselheiros visitarem unidades militares, nem cerceamento aos militares da reserva que já prestaram depoimento à CNV.
(O Globo, 23/08/2014).

General proíbe colaboração do Exército para apurar crimes da ditadura

Luiz Cláudio Cunha

A presidente Dilma Rousseff acordou estarrecida nesta sexta-feira, 22, como qualquer brasileiro que se respeita. E diante de um dilema inadiável, indelegável, inquestionável:
Ou Dilma demite o Comandante do Exército ou Dilma extingue a Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Não há mais clima de convivência possível entre o general Enzo Peri, chefe do Exército, e os seis comissários da CNV, diante da espantosa manchete de hoje do jornal O Globo: “Anos de chumbo: comandante impõe silêncio ao Exército.”
O repórter Chico Otávio recebeu do procurador Sérgio Suiama, da Procuradoria da República do Rio de Janeiro, um inacreditável ofício enviado em 25 de fevereiro passado aos quartéis de todo o País pelo comandante do Exército, general Enzo Peri, proibindo qualquer colaboração para apurar crimes da ditadura que derrubou o presidente João Goulart. O general Peri chega ao requinte de mandar um modelo de ofício, em branco, instruindo cada quartel a rebater pedidos do Procurador-Geral da República para o seu gabinete em Brasília, no quarto andar do Bloco A do QG do Exército.
O cala-boca nacional do general Peri abrange qualquer pedido ou requisição de documentos feitos pelo “Poder Executivo (federal, estadual e municipal), Poder Legislativo (federal, estadual e municipal), Ministério Público, Defensoria Pública e missivistas que tenham relação ao período de 1964 a 1985”). Só quem pode responder a tudo isso, esclarece o ofício, é o Gabinete do Comandante do Exército, ou seja, o próprio general Peri, erigido agora com uma autoridade que transborda todas as esferas de poder.
É útil lembrar que os desmandos e abusos cometidos entre 1964 e 1985 constituem o foco principal da investigação da CNV, que apresentará ao País em dezembro próximo o seu relatório final.
A solução do impasse agora revelado cabe exclusivamente à Suprema-Comandante das Forças Armadas (FFAA), a quem o general se subordina nos termos da Constituição, e à Presidente da República, que criou a CNV em 2011 e a instalou no ano seguinte justamente para apurar graves violações dos direitos humanos no País. Dilma acumula as duas funções e a dupla responsabilidade.
Cabe a ela, e a mais ninguém, repor a autoridade de seu comando e o prestígio de seu cargo. Se nada fizer, Dilma perderá ambos — a autoridade e o prestígio. Tudo isso em meio a uma brava campanha eleitoral, que não permite hesitações ou fraquezas. À esquerda ou à direita.
É útil lembrar que o ofício do general Peri foi remetido a todas OM (organizações militares) e com difusão para todos os Comandantes de OM e Estado-Maior, ou seja, todos os 108 generais da tropa – os 14 generais de Exército, os 32 generais de Divisão e os 62 generais de Brigada que integram a maior e mais poderosa força militar terrestre da América Latina, com 220 mil homens e a maior concentração de blindados do continente, com 2.000 tanques, 500 deles pesados.
Existe aqui uma clara confrontação da estrela máxima da República, a da presidente Dilma, com o firmamento das 276 estrelas que comandam a tropa — 14 generais de exército (quatro estrelas), 32 de divisão (três estrelas) e 62 de brigada (duas estrelas). A estrela maior deve brilhar sobre todas as outras, nos termos da Constituição e da hierarquia militar, ou então se apaga irremediavelmente.
O grave tom de insubordinação do general Peri se constata pela data em que enviou o ofício cala-boca a seus subordinados de todo o País: 25 de fevereiro de 2014, exatamente uma semana após a entrega pela CNV de seu relatório ao ministro Celso Amorim pedindo informações às Forças Armadas. Quatro meses depois a CNV recebeu um insolente, imprestável conjunto de 455 páginas de relatórios das FFAA que não investigam, não relatam e não respondem às perguntas objetivas e documentadas da Comissão da Verdade.
O relatório minucioso da Comissão da Verdade relacionava, com nomes e datas, graves violações aos direitos humanos nos sete endereços mais notórios da repressão coordenada pelos militares, situados no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. São cinco quartéis do Exército — incluindo os DO-CODI do Rio e São Paulo, os endereços mais letais da repressão, onde morreram pelo menos 81 pessoas, segundo levantamento da CNV —, uma base da Marinha e outra da Aeronáutica, com os nomes, sobrenomes, datas, depoimentos e horrores sobre nove casos de mortes sob tortura e de outros 17 presos políticos torturados. O relatório do Exército de Peri tinha 42 páginas e, como constatou o procurador Suiama, cobria uma encenação.
O Exército, descobriu o procurador, fingiu que trabalhou durante quatro meses para atender ao pedido da CNV, mas uma semana após a solicitação já cumpria uma determinação exatamente oposta de seu comandante em chefe, o general Enzo Peri.
O dúplice comportamento do comandante da corporação, de um lado chefiando uma investigação e de outro lado impondo o silêncio aos quartéis, lança um manto de dúvida sobre o objetivo real do Exército. Na prática, o ofício cala-boca de Peri submete a CNV à zombaria pública de militares insubmissos e de generais refratários ao interesse nacional, à hierarquia e à verdade, escancarando um deboche corporativo que tripudia sobre a inteligência dos cidadãos e a própria democracia.
O documento da Procuradoria da República revelado pelo O Globo lança uma suspeita terrível sobre o Exército: a CNV foi vítima inocente de uma fraude, de uma farsa? Como o Exército poderia produzir um relatório consistente e crível diante de uma ordem de silêncio imposta por seu comandante?
O Brasil não pode mais conviver com esta grave contradição.
Ou o Exército leva a sério a missão institucional da Comissão da Verdade, ou não. A presidente da República, num gesto altivo e corajoso, instituiu a CNV em 2012 com a missão expressa de apurar tudo. Agora, o comandante do Exército ordena o contrário: ninguém subordinado a ele pode ajudar nas apurações.
O general Peri não está zombando apenas da CNV.
Está achincalhando a autoridade da comandante-suprema, a presidente da República.
O Brasil deve agora se perguntar: o que fará a CNV?
O que fará o Ministro Celso Amorim?
O que fará a presidente Dilma Rousseff?
Se ninguém fizer nada, já, agora, de forma clara, decisiva, contundente, todos se desmoralizam perante o País e os brasileiros.
Os comissários da CNV precisam dar ao país uma resposta urgente, clara, digna, altiva.
O ministro Amorim precisa explicar ao país que confusão é esta. A quem ele presta contas: à presidente Dilma, que criou uma CNV para apurar, ou ao seu subordinado, o general Peri, que impôs o silêncio sobre a tropa?
A presidente Dilma precisa esclarecer ao país quem manda no Governo Federal.
É Dilma, chefe suprema do Executivo, ou é o comandante do Exército?
O Exército, que sonegou em seu relatório a constatação de que a guerrilheira Dilma é uma das torturadas no DOI-CODI da rua Tutoia onde o Exército jura não ter havido tortura, precisa explicar agora que confusão essa.
Quem manda, afinal: Dilma ou Peri? A presidente ou o general?
Os atuais comandantes, se não a compostura, perderam o prazo de validade.
Os três comandantes das FFAA — o general Peri, o brigadeiro Saito e o almirante Moura Neto — são gente do bem, fichas limpas em relação à repressão e aos abusos da ditadura. Nada têm a ver com elas, como o esmagador conjunto de seus 330 mil companheiros de farda no Exército, na Aeronáutica e na Marinha. Todos os três chegaram ao generalato, por nomeação do presidente Fernando Henrique Cardoso, apenas em 1995, quando a ditadura já era defunta há uma década.
São boa gente, mas atuam e agem como comandantes fracos e acomodados.
Estão em seus cargos desde 2007, como herança gelatinosa de Lula para a Dilma. Estão, portanto, há sete anos no cargo, mais do que o mandato de um presidente, quase o mandato de dois presidentes…
O DIÁRIO DO PODER contou que, na terça-feira, logo após ler o estarrecedor relato da jornalista Miriam Leitão sobre as torturas sofridas durante três num quartel do Exército em Vila Velha, ES, a partir de dezembro de 1972, o senador Cristovam Buarque mandou por fax um bilhete ao ministro Celso Amorim, fortalecendo o pedido de desculpas das FFAA à jornalista torturada. “Nenhum soldado de hoje pode ser acusado de responsabilidade por fatos do passado, mas serão responsabilizados por esconderem os fatos, o que também macula a História, ferida por escondida. O silêncio é uma conivência e cumplicidade”, ensinou Buarque.
Amorim ligou de volta, na manhã de quarta-feira, 20, dizendo-se também ‘impactado’ pelo depoimento de Míriam Leitão. E completou com uma frase enigmática: “Eu sei das coisas que precisam ser ditas, mas tenho algumas limitações…”.
As únicas duas limitações que Amorim tem para cima são o vice-presidente Michel Temer e a presidente Dilma Rousseff. Se um ou outro estão limitando o Ministro da Defesa são passíveis de crime de prevaricação.
As limitações que Amorim tem para baixo só podem ser os 108 oficiais que compõem sua tropa de generais. Se algum deles está limitando o Ministro da Defesa são passíveis do crime de insubordinação.
Amorim está obrigado a esclarecer quem limita suas ações na pasta da Defesa.
A presidente da República, chefe de Amorim e comandante do general Peri, está obrigada a procurar esta resposta.
Nenhuma eleição, nenhuma conveniência eleitoral justifica agora o silêncio, a omissão, a covardia, a inércia da Dilma.
Não se investiga o passado em cima do silêncio.
Não se constrói um país em cima do medo.
Não se consolida a democracia em cima da mentira.
A presidente Dilma precisa escolher entre o general Peri e a Comissão da Verdade.
Os dois não podem mais conviver no Estado Democrático de Direito.

(Diário do Poder, 22 de agosto de 2014).

ARTIGO

Luz solar no fim do túnel

A.C.Monteiro
Advogado

Lei é para ser cumprida na sua integralidade e não para atender interesses difusos desse ou daqueles hermeneutas de plantão, ideologicamente identificados.
Interpretá-la diferentemente dos comandos nela desenhados, afronta inexorável e irremediavelmente o nosso ordenamento jurídico, inclusive a própria Constituição Federal de onde emana todo arcabouço jurídico pátrio. Pensar e agir de forma diversa constitui flagrante ilegalidade e que o Poder Judiciário tem o dever legal de coibir de forma enérgica e imparcial para que a segurança jurídica se faça prevalecer em todas as suas circunstâncias com igualdade de tratamento recíproco.
“A contrario sensum” é o mesmo que navegar na contramão do direito e afrontar o Estado Democrático de Direito -, pilar de uma sociedade politicamente organizada.
Quando a lei diz que matar é crime, significa dizer que ela se aplica a todos àqueles que cometeram uma ilicitude penal, seja qual for a sua motivação, inclusive ideológica. Ninguém pode dela escapar quando restar demonstrado a sua participação em ocorrências criminosas, simplesmente porque era ou não amigo do “rei”. A lei é dura, mas é lei – “dura lex, sed lex”, expressão que se refere à necessidade de respeitá-la em todos os casos, até mesmo naqueles que ela é mais rigorosa.
“In casu”, a Comissão da Verdade, instituída por lei, não cumpre os desideratos contidos naquele comando normativo, que têm por objetivo rescrever a história com isenção de ânimos, a partir de uma determinada época.
Vê-se a olho desarmado que a aludida comissão desviou ardilosamente o foco da questão desenhada naquela norma para atingir tão-somente um grupo de pessoas tidas por eles como inimiga.
Com isso, omitem-se fatos relevantes e criminosos praticados pela esquerda marxista/leninista, quando esta tentava implantar no Brasil uma ditadura nos moldes de Cuba, e que foi impedida pelas Forças Armadas nacionais, ocasião em que praticaram torturas, assassinatos, roubos, extorsões, sequestros, assaltos a banco, justiçamentos, etc.
O povo brasileiro merece ser informado sobre os dois lados da história, tal como efetivamente aconteceu, assim como determina a lei, e não somente pela versão unilateral de quem pretende esconder a verdade de crimes por eles praticados sob o estapafúrdio argumento de que os fins justificam os meios.
Quando a lei não se faz cumprir por interesses escusos, como soia acontecer, alguém tem que exercitar o direito da força para que a mesma cumpra os fins nela colimados.
Eis agora que surge uma luz no fim do túnel para tentar frear os desmandos dessa parcialíssima e malfadada Comissão da Verdade, cujos objetivos nada mais é do que desmoralizar e tentar punir todos aqueles que combateram com força e vigor, meia dúzia de apátridas a serviço do comunismo internacional, cuja bandeira abraçava e ainda hoje abraçam, muito dos quais encastelados no poder central.
Em boa hora surge uma luz solar no fundo do poço, emanada da atitude firme e corajosa do Comandante do Exército, General Enzo Peri, freando os desmandos de membros da questionada comissão, uma vez que as autoridades constituídas quem têm o dever de fazê-lo, não o fazem, por razões inexplicáveis.
Assim, acosto-me e endosso o seu posicionamento firme de coibir ingerências espúrias nas Forças Armadas, por integrantes de uma comissão, embora legal, mas que não tem nenhum compromisso com a verdade, a não ser caluniar.
O povo brasileiro se bem informado a respeito dos fatos acontecidos antes e durante o regime militar, deveria enaltecer e agradecer por tudo que os militares fizeram pelo País, e jamais perdi perdão, como pretendem os comunistas que tanto infernizam o País.
(26/08/2014).



VISÃO GLOBAL


. A estupidez da provocação, um recado.
. Ministra filiada ao PT é nomeada presidente do Superior Tribunal Militar.
. A verdade sem retoque.
- Governo concede reajuste para PF e Militares das F.A amargam esquecimento.
- Nós militares somos uns fracos!


A estupidez da provocação, um recado

"Os militares darão a própria vida para livrar o Brasil do comunismo”.

General-de-Exército Pedro Luiz de Araujo Braga

A quase impossibilidade de tirar o PT do poder seja por eleições livres, mas viciadas pela prática de estelionatos eleitorais e fraudes, seja por um golpe contra o país lançado pelas forças paramilitares a serviço de um projeto de poder comunista, o clima de uma guerra civil está cada vez mais se afirmando como única saída para livrar nosso país de ser transformado em uma Cuba Continental.
(...)
Relação atualizada dos signatários do manifesto.



SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR NAS MÃOS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

Ministra filiada ao PT é nomeada presidente do Superior Tribunal Militar

Em rodízio, a nomeação para a presidência do Superior Tribunal Militar da ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, filiada ao PT, completa-se o cerco de uma ampla frente de entidades que conspiram contra os militares. Os dois outros integrantes da frente são a Comissão Nacional da Verdade e um grupo de promotores públicos federais mancomunados com os comuno-petistas.

Ministra indicada por LULA e filiada ao PT assume presidência do tribunal maior dos MILITARES.
Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha é filiada ao PT, do qual foi advogada, e amiga do casal Lula e Marisa. A Ministra também, entre outros cargos, foi assessora de José Dirceu, quando este era Chefe da Casa Civil.
Na época em que foi indicada por LULA para o STM alguns militares manifestaram insatisfação, o site averdadesufocada publicou pequeno artigo com o título: "PT aparelha o STM".
Em entrevista recente a ministra mostrou que não morre de amores pelo que foi feito pelos militares quando assumiram o controle do país.
“Faço questão de salvar nossa memória para o bem e para o mal. Para mostrar as mazelas do regime ditatorial e também a importância que essa Justiça teve no combate aos abusos e às usurpações do Direito que foram cometidas nessa época.”

Revogação da Lei da Anistia
A ministra disse ainda que acredita ser pertinente uma discussão para possível revisão da legislação que garantiu o perdão aos militares que praticaram crimes de tortura.
Se a anistia for derrubada é possível que alguns militares sejam julgados pela justiça militar, em relação a isso, dando a entender que acredita na possibilidade de revogação da anistia para os militares, disse: “O que pesa mais? Os tratados internacionais ou um pacto feito em um determinado momento da história?”
A nova presidente do Superior Tribunal Militar é doutora em direito constitucional e já sinalizou que se tiver oportunidade vai aplicar todos os princípios de igualdade.

O homossexualismo na caserna
“É inconcebível, antiético, antidemocrático, inconstitucional você diferenciar cidadãos por conta da orientação sexual. Você vai impedir um homossexual de servir a Pátria, que é um dever que ele tem, e transformá-lo em um cidadão de terceira categoria?”.

Tornar público as ações da militância e da repressão
Em relação aos documentos sobre guerrilheiros de esquerda Maria Elizabeth parece ser favorável à disponibilizar os dados para o público. Ela disse, há algum tempo: “Trata-se de processo histórico, que não tramitou sob segredo de Justiça” ... “revelam nomes e participações, tanto na guerrilha quanto da repressão, descortinando a atuação do Poder Judiciário, lançando luzes sobre a historiografia pátria. Só essa razão seria suficiente para disponibilizá-los à sociedade. Não tenho dúvidas de que todos os documentos relativos ao movimento de 1964 devem cair no domínio público.”
(Revista Sociedade Militar, 02/06/2014).



A REPRESENTAÇÃO DE CLASSE QUE NA REALIDADE NÃO EXISTE

A verdade sem retoque

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
Exército de Caxias

Os textos abaixo precisam ser lidos com atenção. Eles abordam o comportamento de duas vertentes da classe militar, que aparentemente estão ao lado dos companheiros de farda, mas passam longe de abraçar com isenção as causas que dizem defender. Primeiro veem-se as associações de classe nem tão honestas como se apresentam; pois se propõem defender uma causa, mas no fundo escondem parte da verdade em benefícios próprios. Essa causa nem sempre atende a toda a classe militar.
A jornalista Lígia Leal aborda o tema com propriedade, como ainda não havia visto.
Só tenho que parabenizá-la. Sua cultura e vivência nesse meio lhe dá autoridade para fazer essa grave reflexão.
A segunda matéria já é de domínio público. Nela faço uma reflexão de maneira clara e profunda.
O militar apanha porque não sabe se defender, e quando o faz, realiza as coisas pela metade. Pagam os subordinados hierárquicos que sofrem o reflexo da posição errada praticada pelo superior que age por impulso, querendo agradar os que estão em posição de mando no país. O militar cumpre ordem, até colocar uma corda no pescoço de um companheiro de caserna.
O chefe militar normalmente se comporta como uma marionete movida por meio de cordéis. Por trás sempre há um titereiro. Faz o que lhe mandam fazer, ainda que ferido nos seus brios. Obedece, sempre, tanto as ordens de seus superiores hierárquicos, quanto os mandos de bandidos travestidos de autoridades. Se forem ordens, o militar as cumpre! Confundir covardia com disciplina militar é um comportamento intrínseco no espírito do militar.
Verdade ou mentira? Leiam os textos e tirem as suas conclusões.

Governo concede reajuste para PF e Militares das FFAA amargam esquecimento
Jornalista Lígia Leal.

Nós militares somos uns fracos!
José Geraldo Pimentel.

(Topo)


CLUBE MILITAR – A CASA DA REPÚBLICA

ÍNDICE
. Resposta à pesquisa do Clube Militar.
. O pensamento do Clube Militar.
- A comissão nacional da meia verdade e a lei da anistia.
- Um fio de esperança.
- O Exército de sempre.
. Antonio Gramsci.


Resposta à pesquisa do Clube Militar

José Geraldo Pimentel

Perg: Além do que o seu clube lhe disponibiliza, o que mais você gostaria que ele lhe oferecesse?
Resp: Dignidade. Coisa que as atuais autoridades militares nos têm negado.

Dignidade. Coisa que as atuais autoridades militares nos têm negado.

O Clube Militar através de sua história sempre foi um baluarte nas lutas em defesa da instituição militar e da nação brasileira. Seus manifestos marcaram história na vida política do país. Hoje vivemos o oposto da lembrança de um passado de glórias e alguns posicionamentos que mostram fraqueza de atitude. A última manifestação do clube aconteceu quando duas vadias chefes de direitos de bandidos tiveram a ousadia de mexer com os brios da instituição militar. Mas o protesto que seria tornado público não passou de uma promessa, porquanto seria recolhido por sugestão do presidente do Clube de Aeronáutica, um dos três signatários do documento, ‘para não atrapalhar o andamento do estudo do reajuste salarial’. Foi preciso que um grupo de cidadãos soldados lançasse um documento em defesa do Clube Militar. ‘Eles que venham, por aqui não passarão!’ Gritou o manifesto.
Eu aplaudi e a nação inteira percebeu que as Forças Armadas não estavam acéfalas nas mãos de três comandantes de Forças, ou esquecidas por chefes militares que não ousam bater de frente com as autoridades do governo. A covardia se confunde com disciplina militar.
Feita esta explanação gostaria de parabenizar o novo presidente do Clube Militar. Está me parecendo ser um líder nato, comandando, mas aberto para sugestões. Na área de recreação observo que o clube vai muito bem obrigado. Na representação política lançou dois documentos, - ‘O pensamento do Clube Militar’, - que deu um novo alívio a quem, como eu, espero atitude de uma associação que não é apenas um espaço de recreação.
Que se volte ao tempo em que o clube fazia jus ao título: ‘CASA DA REPÚBLICA’.
Esta semana a Comissão Nacional da Verdade, apropriadamente chamada ‘comissão da calúnia’ pelo ilustre General de Exército Santa Rosa, extrapolou os limites de suas atribuições e desafiou às Forças Armadas. Encaminhou um documento ao Ministro da Defesa nestes termos:
“A Comissão Nacional da Verdade (CNV) enviou hoje (13/08) ao Ministério da Defesa um pedido de esclarecimento sobre as informações e conclusões produzidas pelos comandos do Exército, da Força Aérea e da Marinha nos relatórios das sindicâncias encaminhadas pelas Forças Armadas à CNV em 17 de junho deste ano. As sindicâncias concluíram que não houve desvio de finalidade no uso das instalações e omitem a ocorrência de tortura e morte nas dependências militares. No documento, a CNV requer que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas esclareçam se confirmam ou negam as informações sobre graves violações de direitos humanos apresentadas em fevereiro deste ano pela Comissão Nacional da Verdade no relatório em que requereu a abertura das sindicâncias. Estas violações já foram reconhecidas pelo Estado Brasileiro por meio da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) e pela Comissão de Anistia.” (Fonte: CNV).
E lançou o desafio:
“No pedido de esclarecimentos ao Ministério da Defesa, assinado por todos os membros da CNV, é salientado que, ao negarem o desvio de finalidade no uso de suas instalações, as Forças Armadas foram não somente omissas em relação ao relatório da CNV, mas também ignoraram os atos formais de reconhecimento da responsabilidade do Estado Brasileiro nessas violações, emitidos pela CEMDP e pela Comissão de Anistia, nas quais os militares têm representantes e a possibilidade de exercer o contraditório.” (Fonte: CNV).
Esclarecendo a ousadia da dita comissão da verdade.
- “... assinado por todos os membros da CNV”.
Que autoridade moral têm esses ratos de esgoto, - duas vadias e cinco enrustidos que se negam sair do armário, - sabidamente ligados aos militantes da luta armada, - terroristas e guerrilheiros, - para assinar um documento acusatório contra as Forças Armadas? Representam muito bem uma comissão criada com o disfarce de realizar uma coisa séria, quando na realidade o propósito é justiçar aqueles que os derrotaram na década de setenta. Mudaram o período dos ‘esclarecimentos’, centrando os trabalhos nos governos militares; e dispensando dos interrogatórios os seus comparsas, para focar exclusivamente os agentes do Estado.
- “... as Forças Armadas foram não somente omissas em relação ao relatório da CNV, mas também ignoraram os atos formais de reconhecimento da responsabilidade do Estado Brasileiro nessas violações, emitidos pela CEMDP e pela Comissão de Anistia...”.
É muita ousadia esses facínoras travestidos de autoridades chamarem de omissas as FFAA. Estão carentes, precisando de machos? Vão rodar bolsinhas à noite no calçadão de Copacabana. Lá que é o palco iluminado para putas e veados darem os seus showzinhos.
Está passando da hora de um oficial general em posto de comando sacar de seu barrete de comando e dar uma cutucada na barriga desses canalhas, que estão se julgando superiores às FFFAA brasileiras. Eles estão imaginando que o Exército é o espelho de seu comandante, uma galinha morta assumida. Se o barrete de comando for insuficiente para fazê-los cair na realidade, faça uso de uma pistola 9 mm.
Vivo lembrando as recomendações da cartilha que ensina como se defender da ‘comissão da calúnia’ e de procuradores públicos federais mancomunados com o comuno-petismo. Os brasileiros de bom senso devem seguir os seus ensinamentos e restaurem a dignidade das FFAA brasileiras.
Resumo da ópera. Minha contribuição à solicitação do Clube Militar:
- Volte às origens e mostre ao Brasil que ainda temos uma associação com atitude e moral disposta a responder aos chamados de seus representantes, e defender com altivez as suas FFAA.
Que Deus ilumine o novo presidente do Clube Militar, Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel.

Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2014.



O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR


A comissão nacional da meia verdade e a lei da anistia

Gen Clovis Purper Bandeira (*)

Na seção “Dos Leitores” de sua edição de 12 de setembro de 2014, o jornal O Globo publica carta de autoria de Rui da Fonseca Elia, cujo teor é o seguinte:

“A lei que criou a Comissão da Verdade visava a buscar o ‘direito à memória e à verdade e promover a reconciliação nacional’ sem caráter jurisdicional e persecutório, observando o princípio da imparcialidade. Apequenou-se numa comissão de revanche. Entre suas ilegalidades contam-se: resolução interna que altera a dita lei, decidindo só apurar os excessos dos agentes do Estado, que combatiam guerrilheiros terroristas; intimar diretamente militares para depor ao arrepio da disposição do Código do Processo Civil, que determina que tal seja feito por ‘por requisição ao comando do corpo em que servir’; pedir punição disciplinar de oficiais reformados que se recusam a obedecer intimações ilegais, ignorando a súmula do STF, que assevera: ‘ Militar reformado não está sujeito à pena disciplinar’. Em vez de verdade e reconciliação, temos mentira e desagregação.”

O autor produziu um ótimo texto – simples, preciso e conciso.
Poderia ter acrescentado outras ilegalidades cometidas pela Comissão Nacional da Meia Verdade, que infringe a lei que a criou a partir da nomeação de comissários comunistas, que não têm a imparcialidade exigida pela lei, a alteração a seu bel-prazer do prazo abrangido pelas investigações, também contrariando a letra da lei, além de muitas outras de conhecimento público.
São tantas as ilegalidades, que os Clubes Militares estão entrando na Justiça requerendo o cumprimento da lei. Causa-nos espécie que conhecidos juristas membros da CNV tenham aprovado uma resolução interna em desfavor do diploma legal que a criou.
Recentemente, por ação do Ministério Público, os esquerdistas estão propondo levar a júri popular cinco militares, sob acusação de delitos cometidos quando atuavam em órgãos de repressão à guerrilha e ao terrorismo. A Lei da Anistia, já ratificada em parecer do STF, não vale mais?
Não tenham dúvidas sobre o objetivo final da Comissão da Meia Verdade, ou seja, recomendar a revisão da Lei da Anistia, deixando de atingir os agentes do Estado e protegendo apenas os terroristas e guerrilheiros assassinos e criminosos, já quase beatificados.
Esta revisão também contraria uma série de dispositivos intocáveis do Direito, inclusive o que diz que a lei não pode retroagir para prejudicar ninguém – ou seja, quem já está anistiado não pode ser “desanistiado”.
A este respeito, não esqueçamos mais esta lição do mestre Rui Barbosa:

"A anistia, que é o olvido, a extinção, o cancelamento do passado criminal, não se retrata. Concedida, é irretirável, como é irrenunciável. Quem a recebeu, não a pode enjeitar, como quem a liberalizou, não a pode subtrair. É definitiva, perpétua, irreformável. Passou da esfera dos fatos alteráveis pelo arbítrio humano para a dos resultados soberanos e imutáveis, que ultimam uma série de relações liquidadas, e abrem uma cadeia de relações novas. De todos os direitos adquiridos este seria, por assim dizer, o tipo supremo, a expressão perfeita, a fórmula ideal: seria, por excelência, o direito adquirido. Ninguém concebe que se desanistie amanhã o indivíduo anistiado ontem. Não há poder, que possa reconsiderar a anistia, desde que o poder competente uma vez a fez lei."
RUI BARBOSA – Obras Completas, JFRJ, V. 24, t. 3, 1897, p. 38

(*) O Gen Clovis Purper Bandeira é Editor de Opinião do Clube Militar.



MARINA DA SILVA

Um fio de esperança

Gen Clovis Purper Bandeira (*)

As surpresas que o destino nos reserva são assustadoras. Tudo corre num determinado sentido quando, de repente, um acontecimento totalmente inesperado muda nossa história, nossa vida.
O terrível acidente aéreo que, no meio de agosto (sempre agosto) ceifou a vida do Senador Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, bem como as da tripulação e de assessores que o acompanhavam, mudou em duas semanas todo o panorama e as previsões para as eleições de outubro, em nível federal e estadual.
Subitamente elevada à condição de presidenciável, a até então candidata a Vice Presidente, Marina da Silva, foi talvez a pessoa diretamente mais atingida pelas consequências da tragédia.
Relembremos.
Tendo obtido 20 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais, em 2010, Marina despontou como um fenômeno eleitoral, séria pretendente ao cargo nas próximas eleições.
Para conseguir ser apontada como candidata, procurou fundar um partido próprio, a Rede de Sustentabilidade, ou simplesmente Rede. No entanto, a burocracia – e os problemas reais ou criados pelos cartórios para o reconhecimento de centenas de milhares de firmas necessárias para a criação de um partido – terminaram por impedir que o mesmo viesse à luz no prazo legal para permitir o registro de seus candidatos.
Assim, sem uma sigla que a apresentasse, Marina teve que se contentar em aderir ao PSB, que já apontara Eduardo Campos como candidato a Presidente da República. Ela teve, então, que limitar-se à Vice Presidência.
A morte do cabeça da chapa do PSB a menos de dois meses das eleições determinou sua substituição por Marina, que imediatamente decolou nas pesquisas de intenção de votos.
Atualmente, já empata com Dilma Roussef no primeiro turno e vence folgadamente por dez pontos percentuais no segundo turno.
Na verdade, a nova candidata incorporou o desejo vago de mudanças que levou o povo às ruas em junho do ano passado. Que tipo de mudança, isso já é outro problema.
Não tendo ainda sido atacada pelos demais candidatos – pois sua candidatura não foi, inicialmente, percebida como grande ameaça – navega em mar calmo e vento muito favorável, enquanto o tempo, cada vez mais curto, corre a seu favor.
Sua figura messiânica, suas declarações vagas, suas promessas iniciais muito generosas, mas fora do alcance do cofre nacional, acenam com uma “nova política” misteriosa, mistura de propostas esquerdistas e ambientalistas, entre as quais maior participação direta, governar com pessoas e não com partidos, participação direta popular no governo, por meio de plebiscitos e consultas populares (cheiro de bolivarianismo), criação de conselhos do povo (cheiro dos sovietes petistas), orçamento participativo etc.
Cálculos preliminares orçam suas promessas – entre as quais 10% do orçamento para a saúde, outros 10% para a educação, aumento da bolsa esmola, do efetivo da Polícia Federal – em quase 100 bilhões de reais por ano, cuja origem não é esclarecida.
Seu calcanhar de Aquiles é o fraco apoio político, pois na verdade não tem o apoio firme de nenhum partido. Seus apoiadores são aqueles interessados em pegar carona em sua súbita popularidade, sem nenhum compromisso com a realidade política durante seu possível governo.
Mas uma excelente candidata não será, necessariamente, uma excelente Presidente.
No governo, terá que descer das nuvens “sonháticas” onde flutua e lutar na arena do dia a dia da Praça dos Três Poderes, enfrentando as feras insaciáveis que fazem as leis, sempre cobrando algum preço político por seu apoio.
Na verdade, os políticos temem o populismo de suas propostas e os desvios que promete adotar, para evitar o isolamento de seu governo pelos partidos, percebendo uma ameaça de autoritarismo na ideia de governar sem os mesmos. Será real isso ou será apenas uma ameaça para angariar apoios mais fortes dos partidos, que seriam enfraquecidos com um governo mais populista?
Dona de um discurso inatacável, é a favor de tudo que é bom e contra tudo que é ruim. Como, aliás, todos os candidatos.
Ser uma incógnita camaleônica é uma vantagem, pois o que é conhecido da política e dos políticos é rejeitado pelos eleitores.
A esperança de algo novo e diferente, que rompa com a tradição negativa representada pelos atuais homens públicos, parece impulsionar a subida de Marina nas pesquisas eleitorais.
A desilusão popular procura o novo. As mudanças podem ser para melhor ou para pior, desde que interrompam a malfadada corruptocracia instalada no poder pelo lulopetismo.
Como está não pode continuar. Há expectativa de que novos rumos e novos governantes tragam melhores dias e maior esperança para os eleitores desiludidos.
É um fio de esperança, mas parece que as pessoas a ele se agarram com fé, apostando no futuro para esquecer o presente.
(*) Gen Clovis Purper Bandeira é editor de opinião do Clube Militar.



O Exército de sempre

Gen Clovis Purper Bandeira (*)

Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, publicada em 28 de junho no jornal O Globo, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, volta a apresentar uma de suas teses preferidas para enfraquecer e dividir o Exército: separar os militares de hoje dos militares de ontem, os jovens dos velhos, os trogloditas dos jovens que são prejudicados pelos erros do passado e que devem, é claro, renegá-los para seguirem livres no novo Exército.
Tratando-se, entrevistado e jornalista, de conhecidos propagandistas das ideias socialistas, não surpreende que perguntas e respostas concordem, num joguinho visivelmente combinado, procurando vender, mais uma vez, a velha tese comunista de que um novo mundo é possível, desde que sob o domínio das teses esquerdistas.
Partem, também, da mentira de que o Brasil deseja adotar o ideal socialista, cujo modelo de maior sucesso atual (até quando?) é o lulopetismo corrupto e mentiroso. Este pressuposto não é nem mesmo discutido, é premissa básica do discurso.
Na novilíngua gramscista, esquerdista significa progressista, democrata. Direitistas, liberais, esses são retrógrados, ultrapassados e lutam para impedir o progresso do país, que só será possível sob o domínio do partido único de seus sonhos, com a imprensa e os demais poderes da República dominados e totalmente controlados. Será que ninguém olha para o mundo e vê que países progrediram, enriqueceram e praticam a verdadeira justiça social? Algum deles é comunista?
Para atingir esse controle total pelo partido, é necessário vencer as “trincheiras da burguesia”: o Judiciário, o Congresso, o Executivo (governo), os Partidos Políticos burgueses, as Forças Armadas, o Aparelho Policial, a Igreja Católica e o Sistema Econômico Capitalista. Em próximo artigo, trataremos do assunto com mais detalhe, estudando como Gramsci ensina a derrubar essas “trincheiras” e como suas lições estão sendo aplicadas no Brasil.
O Ministro Amorim comenta, como avanços conseguidos, o fato de o Exército não mais comemorar oficialmente o 31 de março e a introdução do Ministro da Defesa na cadeia de comando das Forças Armadas. Poucos países assim procedem. No modelo norte-americano, que é aproximadamente seguido pelo nosso MD, a função política do Secretário de Defesa não se confunde com a cadeia de comando militar operacional, executado pela Junta de Chefes de Estado-Maior. Aqui, propositadamente, misturamos tudo, com a desculpa de controle do poder militar pelo poder político. Quanto mais confusa for a cadeia de comando, com a introdução desnecessária de leigos no topo da mesma, mais difícil será conseguir qualquer tipo de decisão que interesse ao bom preparo e emprego das forças.
O interessante é que essa necessidade existe apenas no que se refere à função Defesa Nacional. Apenas neste caso os profissionais da área, que estudaram, praticaram e dedicaram sua vida ao assunto, estão impedidos de chefiar o Ministério correspondente. É como se os médicos não pudessem ser Ministros da Saúde; os professores, da Educação; engenheiros, dos Transportes; advogados, da Justiça. Ninguém duvida de que o profissional experiente do ramo é o mais qualificado para comandar as políticas de governo da área. Tal não se aplica à Defesa Nacional, no Brasil. Um leigo, que nunca se preocupou ou ao menos pensou no assunto, de repente é nomeado Ministro da Defesa e começa a legislar sobre o que não conhece e, muitas vezes, despreza; para completar, passa a fazer parte do topo da cadeia de comando. Duvido que dê certo, principalmente em caso de operações de combate, onde o convite ao desastre é evidente.
O Ministro e a repórter concluem que o que as Forças Armadas têm feito de mais importante tem sido a segurança da Copa, as operações tipo polícia na Maré e no Alemão, o socorro aos flagelados em secas e enchentes, coisas que sempre foram feitas, não são novidades.
É o mesmo Exército de sempre. O povo sabe disso. As pesquisas de opinião de antes, durante e depois do Movimento de 1964 sempre colocaram o Exército no alto das instituições mais respeitadas e admiradas pelos brasileiros.
A novidade é a promoção de distúrbios e manifestações por órgãos e partidos do governo, em estados governados por opositores.
A novidade é a banalização do emprego das Forças Armadas em operações de GLO – garantia da lei e da ordem – sem que o governo estadual tenha esgotado seus meios de manutenção da ordem pública, como é seu dever.
E o perigo resultante dessa banalização é o risco sempre presente de que um incidente fatal venha a ocorrer, para confirmar o despreparo, a brutalidade e a falta de confiabilidade das forças federais para esse trabalho. Ou para qualquer outro.
No entanto, o governo federal não hesita em empregar prematuramente o instrumento mais potente e violento de que dispõe, seu braço armado, a última razão dos reis – ultima ratio regis – para obter resultados que são obrigação dos estados. Se você empregar lutadores de MMA para controlar a disciplina no recreio das escolas, corre o risco de colher resultados indesejados. E os culpados não serão os atletas.
Volta-se, ainda, ao velho choro do pedido de desculpas por parte dos militares. O Estado, patrão dos militares, já pediu desculpas, distribuiu perdões, pagou e paga indenizações que já ultrapassam quatro bilhões de reais aos “perseguidos políticos” e o Exército ainda deve desculpas? Não as devem os terroristas e guerrilheiros assassinos, que tentaram implantar um regime ditatorial comunista no país, pela força, e espalharam mortos e feridos pelo país, em nome de seus ideais? Os mortos e feridos comunistas têm maior valor moral ou de mercado do que os que defendiam a democracia? Quem ainda acredita que os guerrilheiros das décadas de 60 e 70 lutavam pela democracia? Pela democracia cubana?
Finalmente, a cereja do bolo: é um absurdo que escolas militares não adotem livros de História aprovados oficialmente pelo MEC. O absurdo, amigos, é que o MEC indique livros que revisam a história sob o enfoque comunista, reescrevendo nosso passado e fazendo uma lavagem cerebral em nossos estudantes, do fundamental ao superior. E ninguém acha isso errado, apenas o oposto o é.
Neste ponto, diria Gramsci, já atingimos o “senso comum modificado”. Em breve veremos o que é isso.
(*) Gen Clovis Purper Bandeira – Assessor Especial do presidente do Clube Militar.



ANTONIO GRAMSCI


Prezado associado:
Com esta quarta pílula, encerramos a série de artigos sobre Gramsci.
Esperamos ter contribuído para seu conhecimento sobre o pensamento do teórico comunista, bem como o mesmo vem influenciando no caminho da esquerda brasileira para a tomada do poder.
Verifique quantos avanços já foram atingidos nessa direção, sem que nem ao menos nos apercebamos do que está sendo feito sob o manto das liberdades democráticas.
Abraço
Gen Pimentel

Gramsci em Pílulas – IV

Gen Clovis Purper Bandeira
Editor de Opinião do Clube Militar

AS “TRINCHEIRAS” DA BURGUESIA

Apoiados nas indicações de Gramsci, podemos reconhecer as “trincheiras” do grupo dominante, da burguesia brasileira, identificando-as no conjunto de organizações estatais, da sociedade política e das organizações privadas da sociedade civil. As mais significativas são:

- o Judiciário;
- o Congresso;
- o Executivo (Governo);
- os partidos políticos burgueses;
- as Forças Armadas;
- o aparelho policial;
- a Igreja Católica;
- o sistema econômico capitalista.

A neutralização, se possível a eliminação dessas “trincheiras” é predominantemente uma guerra psicológica (mas não só esta), visando a atingi-las e miná-las, por meio do:

- enfraquecimento, pela desmoralização, desarticulação e perda da base social, política legal e da opinião pública;

- esvaziamento, pelo isolamento da sociedade, perda de prestígio social, perda das funções orgânicas, comprometimento ético (“denuncismo”), quebra da coesão interna (dissidência);

- constrangimento e inibição por meio do “patrulhamento” (“escrachos”), penetração ideológica, infiltração de intelectuais orgânicos.

Num modelo típico da guerra psicológica, vamos resumir a constatação das ideias força (objetivos) da penetração cultural e os temas explorados para realizá-las:

Apoiados nas indicações de Gramsci, podemos reconhecer as “trincheiras” do grupo dominante, da burguesia brasileira, identificando-as no conjunto de organizações estatais, da sociedade política e das organizações privadas da sociedade civil. As mais significativas são:

- o Judiciário;
- o Congresso;
- o Executivo (Governo);
- os partidos políticos burgueses;
- as Forças Armadas;
- o aparelho policial;
- a Igreja Católica;
- o sistema econômico capitalista.

A neutralização, se possível a eliminação dessas “trincheiras” é predominantemente uma guerra psicológica (mas não só esta), visando a atingi-las e miná-las, por meio do:

- enfraquecimento, pela desmoralização, desarticulação e perda da base social, política legal e da opinião pública;

- esvaziamento, pelo isolamento da sociedade, perda de prestígio social, perda das funções orgânicas, comprometimento ético (“denuncismo”), quebra da coesão interna (dissidência);

- constrangimento e inibição por meio do “patrulhamento” (“escrachos”), penetração ideológica, infiltração de intelectuais orgânicos.

Num modelo típico da guerra psicológica, vamos resumir a constatação das ideias força (objetivos) da penetração cultural e os temas explorados para realizá-las:

“TRINCHEIRA”

JUDICIÁRIO
Ideia força:
- Instrumento de opressão
- Parcialidade
- Ineficiência
- Improbidade
Temas explorados:
- Favorecimento dos ricos
- Privilégio dos burgueses
- Impunidade dos ricos e dos “colarinhos brancos”
- Lentidão funcional
- Corrupção e privilégios dos magistrados

CONGRESSO
Ideia força:
- Ineficiência
- Improbidade
- Parasitismo
Temas explorados:
- Privilégios
- Ociosidade
- Escândalos
- Barganhas
- Falta de espírito público

EXECUTIVO
Ideia força:
- Ineficiência
- Autoritarismo
- Improbidade
- Falta de representatividade
Temas explorados:
- Conduta autoritária
- Abuso de Autoridade
- Corrupção
- Escândalos
- “Fisiologismo”

PARTIDO POLÍTICO
Ideia força:
- Falta de representatividade
- Legenda “de aluguel”
- Ambição pessoal
- “Fascismo”
Temas explorados:
- “Fisiologismo”
- Falta de programa
- Corrupção
- Verbas de campanha
- Escândalos

FORÇAS ARMADAS
Ideia força:
- Ineficiência
- Desnecessidade
- Ônus para o país
- “Fascismo”
Temas explorados:
- Destinação
- Acidentes de trabalho
- Escândalos
- Golpismo e ditadura
- Tortura

APARELHO POLICIAL
Ideia força:
- Ineficiência
- Truculência
- Improbidade
Temas explorados:
- Reforma e extinção da Polícia Militar
- Escândalos
- Envolvimento no crime
- Violência
- Corrupção

IGREJA CATÓLICA
Ideia força:
- Anacronismo da moral cristã
- Opressão moral e intelectual
- Aliança com o poder
Temas explorados:
- Celibato clerical
- Escândalos sexuais
- Inflexibilidade doutrinária (homossexuais, aborto,controle da natalidade, indissolubilidade do matrimônio)
- A Inquisição
- Papel político e histórico
- Não aceitação das devoções populares e culto de leigos nos templos

CAPITALISMO
Ideia força:
- Divisão de classes e exploração do proletariado urbano e camponeses
- Imperialismo
- Má divisão de renda
Temas explorados:
- Greves e protestos
- Domínio econômico
- Ambição e abuso
- Injustiça social
- Neoliberalismo
- Globalização
- Desemprego

Na busca do novo senso comum e da neutralização do aparelho econômico burguês, os elementos principais são os órgãos de comunicação de massa, não só os que já estão sob controle dos intelectuais orgânicos, mas também os outros que acompanham a pauta destes, para não perderem a audiência ou os leitores dos seus veículos de divulgação.
Tais órgãos mantêm uma pauta permanente abrangendo os temas a serem explorados. Esses assuntos são mantidos ou relembrados aos leitores ou espectadores por constante emprego da “orquestração”, para que não sejam esquecidos. Não raro, valem-se da meia verdade, da verdade manipulada, da “armação” e até da inverdade.



Prezado associado do Clube Militar:

Em trecho do seu excepcional livro A REVOLUÇÃO GRAMSCISTA NO OCIDENTE, o saudoso General Sérgio Avellar Coutinho oferece alguns sinais do avanço da estratégia esquerdizante no Brasil. Os mais jovens nem se dão conta das mudanças, pois não viveram os valores de ontem, e a maioria dos mais velhos, muitas vezes desavisados, encaram as modificações como naturais. O objetivo final é a tomada do poder, como explica o General, é eficaz e está em estágio bastante avançado no país, à testa seus próprios dirigentes. “Gramsci em Pílulas” é uma singela colaboração no sentido de esclarecer nossos associados a respeito do processo em andamento, pois conhecer o inimigo continua sendo indispensável para combatê-lo de forma eficiente.
Abraço do Pimentel

Gramsci em Pílulas – III

Gen Clovis Purper Bandeira
Editor de Opinião do Clube Militar

SUPERAÇÃO DO SENSO COMUM

1. Reforma intelectual e moral da sociedade

A luta gramsciana pela hegemonia se desenvolve na realização de uma profunda reforma intelectual (ideológica) e moral (cultural) da sociedade civil, visando principalmente a:
- elevar as classes subalternas de “classe corporativa” – de interesses meramente econômicos, egoísticos e passionais – à condição de “classe nacional” – com consciência de classe e protagonista;
- adequar a cultura popular à função prática de realizar a transição para o socialismo;
- exercer a hegemonia e o consenso;
- capacitar ao exercício do poder.
A reforma cultural não se restringe às classes subalternas, mas também à classe dominante, a burguesia, com a finalidade de assimilá-la ou, pelo menos, de levá-la a aceitar as mudanças intelectuais e morais como parte de uma natural e moderna evolução da sociedade, explorando sua passividade, indiferença e permissividade.

2. Superação do senso comum

O senso comum é o conjunto de valores, história, tradições, hábitos e costumes, conceitos e expectativas – culturais, religiosas, cívicas, sociais, filosóficas etc. – aceito, consciente ou inconscientemente e praticados pelos membros de uma sociedade. Constitui uma “cultura” ou “filosofia” generalizada que se enraíza na consciência coletiva e que se expressa numa concepção de vida, de homem e do mundo (ideologia).
O senso comum que predomina é aquele do grupo dominante.
A superação do senso comum é um empreendimento de profunda e demorada transformação cultural e psicológica da sociedade como um todo e das classes subalternas em particular.
Consiste em apagar certos valores tradicionais de uma parte significativa da herança cultural e substituí-los por conceitos novos e pragmáticos, abrindo a mente das pessoas para as mudanças políticas, econômicas e sociais que farão a transição para o socialismo.
Quem não concordar com as novas ideias, ou com o novo significado dos termos antigos na novilíngua politicamente correta, sofrerá o tipo de inibição social e intelectual conhecido como “patrulhamento ideológico”.
Assim, aos poucos, passa a vigorar o senso comum modificado, que leva à hegemonia do pensamento comunista.
A consequência disso leva um número crescente de brasileiros a acreditar que só o estado pode resolver seus problemas mais comezinhos, da composição da merenda escolar à disposição dos medicamentos em uma drogaria, o que tem causado um gigantismo estatal nunca visto, com o crescente aumento da carga tributária para sustentá-lo.
Para operacionalizar esse controle do estado, são criados diariamente mais delegacias especializadas, conselhos, “sovietes”, frentes, comissões, todos cabides de emprego para os ocupantes dos mais de 20.000 cargos de confiança criados pelo PT.
A ocupação via aparelhamento partidário de todos os espaços existentes ou a criar faz parte do reforço da hegemonia e da adoção como linguagem oficial das expressões do senso comum modificado.
Vejamos alguns conceitos básicos que já estão quase totalmente modificados no Brasil, mas que não são mais denunciados, a não ser por uma minoria de intelectuais relegados ao ostracismo ou ridicularizados como dinossauros políticos:

a) O conceito de livre opinião (independência intelectual) está sendo substituído pelo conceito de politicamente correto. Este resultado é obtido pelo patrulhamento ideológico (controle intelectual, estigmatização e censura) e pela orquestração (repetição).
b) O conceito de legalidade está sendo substituído pelo de legitimidade. A norma legal perde sua eficácia diante da violação dita socialmente legítima. É o reino da “justiça de transição”. A invasão de terras, a ocupação de imóveis e prédios públicos, o bloqueio de vias de circulação, o saque de estabelecimentos comerciais são legítimos (éticos) porque correspondem a “reivindicações justas”.
c) O conceito de fidelidade pessoal está sendo substituído pelo de felicidade individual. O prazer – em oposição ao dever, compromisso, solidariedade, altruísmo, abnegação – é o critério do comportamento social moderno e livre.
d) O conceito de cidadão é substituído pelo de cidadania. Este último termo perde o significado de relação do indivíduo com o estado e passa a ser uma relação de demanda de minorias ou de grupos organizados. É um instrumento diretamente ligado à luta pela hegemonia.
e) O conceito de sociedade nacional foi substituído pelo de sociedade civil (ver Pílulas – I).

Além desses exemplos, há muitas outras “superações” do senso comum menos evidentes porque já mais integradas intelectual e moralmente ao novo senso comum, mas ainda visíveis quando apontadas:

a) A personalidade popular como protagonista da história nacional, em substituição ao vulto histórico, apresentado como opressor, representante das classes dominantes e criação da história oficial.
b) a História revisada (na interpretação marxista) que substitui a História Pátria oficial (invenção do grupo dominante).
c) A união conjugal episódica ou temporária, e de pessoas do mesmo sexo, em substituição à família estável e célula básica da sociedade.
d) Ecletismo religioso em substituição ao compromisso e fidelidade à igreja de opção.
e) Moral laica e utilitária, substituindo a moral cristã e a tradição ética ocidental.
f) Discriminação racial, dita como sutil e disfarçada e que desmente a crença “burguesa e ultrapassada” da tolerância e da sociedade multirracial e miscigenada.
g) O preconceito, como qualidade que estigmatiza pessoas conservadoras ou discordantes.
h) Os direitos humanos como proteção ao criminoso comum – identificado como vítima da sociedade burguesa – e indiferença à vítima real – identificada como burguês privilegiado.



Prezado associado do Clube Militar:

Aí vai o Gramsci em Pílulas - II. Como dissemos em artigo anterior, não temos a pretensão de esgotar o assunto, mas apenas chamar a atenção de nossos companheiros para o que vem sendo feito pela esquerda no Brasil, para dominar o país através da aplicação das ideias gramscistas.
Com certeza, você identificará com facilidade o que já foi alcançado nesse sentido e o que vai sendo realizado, com êxito progressivo.
Bom proveito.

Abraço do Pimentel

Gramsci em pílulas – II

Gen Clovis Purper Bandeira
Editor de Opinião do Clube Militar

AS “CATEGORIAS”
Por categoria, Gramsci entendia cada um dos conceitos fundamentais de que se pode servir para elaborar e expressar um pensamento, uma teoria ou uma doutrina. No marxismo, são exemplos de categorias: classe, mais valia, luta de classes, ditadura do proletariado, socialismo democrático etc.
Na edição original dos “Cadernos...”, o autor apresenta várias dessas categorias, cujo conceito é importante para o entendimento de sua obra: sociedade civil, hegemonia, consenso, aparelhos voluntários, estado ético, homem coletivo, vontade coletiva, sociedade regulada e outros.
Seus intérpretes mais modernos acrescentaram algumas outras categorias, mais atualizadas e atraentes, incluindo termos e expressões já bastante divulgados, como transição pacífica para o socialismo, via democrático-consensual, socialismo democrático, pluralismo socialista, intelectual coletivo, estado ampliado, democracia radical, emancipação das classes subalternas, orçamento participativo, etc..
Ao encontrarmos, num texto ou palestra, algum desses termos, podemos ter certeza de sua origem e intenções.
De todos eles, talvez o mais abrangente e livremente empregado seja o de sociedade civil. Para Gramsci, trata-se do espaço social do povo em que se desenvolvem as livres iniciativas dos cidadãos e onde as pessoas se reúnem voluntariamente em organismos coletivos (atualmente, ONGs e “movimentos sociais” controlados pelo partido) por meio dos quais manifestam a vontade coletiva, expressam o consenso, exercem a hegemonia (direção intelectual e moral da sociedade e do estado) e desenvolvem elementos próprios de identidade coletiva (consciência de classe).
Também são bastante citados, sem grandes definições, os aparelhos privados de hegemonia social e política. Estes são relativamente autônomos ante a sociedade política (estado) como, por exemplo, clubes, sindicatos, corporações, partidos, igrejas, órgãos de comunicação de massa, editoras, expressões artísticas, movimentos populares e outros. Há interesse do partido em “aparelhar” todos esses grupos, o que vem sendo feito com crescente sucesso no Brasil.
Quanto à hegemonia, podemos entendê-la como a supremacia intelectual e moral de um grupo sobre outro. Ela é exercida simultaneamente em três esferas distintas, em graus diferentes conforme o interesse do momento.
Primeiramente, a de um grupo social sobre a inteira sociedade civil, disputando-a com o grupo dominante.
Depois, a da sociedade civil, já conquistada, sobre a sociedade política, influindo sobre ela na direção política e cultural.
Finalmente, a do partido sobre todo o processo revolucionário, inclusive sobre outros partidos e organizações políticas e privadas de hegemonia.
A hegemonia resulta na criação de uma mentalidade uniforme sobre determinadas questões, de modo que, quando o comunismo chegar ao poder, não haja qualquer reação às suas ideias.
Isso deve ser feito, segundo Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo intelectual coletivo (o partido), que as dissemina pelos intelectuais orgânicos (os formadores de opinião). Estes, que são os professores, artistas, jornalistas, editores, políticos, encarregam-se de distribuí-las pela população.
Quanto ao consenso, ele pode ser entendido como conformidade, concordância, adesão, acordo com ideias e ações. Para Gramsci, vai um pouco mais além: é a conformação coletiva do grupo social (concordância e adesão ativas), espontânea e livre, com as iniciativas do estado que as propõe como necessárias para alcançar os fins que o partido pretende.
Pelo que vimos até aqui, podemos verificar algo que distingue a concepção marxista-leninista da teoria gramscista, quanto à tomada do poder.
Os comunistas tradicionais tinham por objetivo principal a conquista do aparelho econômico da sociedade: os operários e camponeses, os meios de produção, a propriedade coletiva, o planejamento econômico centralizado etc.
Já Gramsci tem como objetivo conquistar culturalmente toda a sociedade, dominando lenta e progressivamente sua maneira de pensar e fazendo-a aceitar as teses comunistas como única resposta possível e natural para seus problemas.



Prezado associado do Clube Militar:
Em artigos anteriores, ficamos de voltar a tratar de assuntos relativos a Gramsci e à tomada do poder pelos comunistas, falando sobre hegemonia, senso comum modificado, trincheiras da burguesia etc.
Iniciamos aqui uma série de quatro artigos – quatro “pílulas” – bastante sintéticos, em que procuramos resumir os pensamentos do teórico comunista e sua aplicação no Brasil de hoje. Não temos a pretensão de esgotar o assunto, cuja edição em português ocupa seis volumes, mas apenas a de chamar a atenção de nossos companheiros para o que vem sendo feito pela esquerda no Brasil, para dominar o país através da aplicação das ideias gramscistas.
Com certeza, você identificará com facilidade o que já foi alcançado nesse sentido e o que vai sendo realizado, com êxito progressivo.
Bom proveito.
General Pimentel
Presidente do Clube Militar

Gramsci em Pílulas – I

Por Gen Clovis Purper Bandeira
Editor de Opinião do Clube Militar

Antonio Gramsci foi um filósofo, doutrinador e ativista político comunista italiano. Faleceu em 1937, após passar anos na cadeia elaborando sua estratégia para a instauração de um regime comunista em países com uma democracia e uma economia relativamente consolidadas e estabilizadas. Nesses estados, haviam fracassado as tentativas da tomada do poder pela força por parte dos comunistas, como acontecera na Rússia, país que sequer conhecera a revolução industrial quando foi aprisionado pelos bolcheviques.
Nos países mais maduros, ao contrário do caso russo ou chinês, seria necessário infiltrar lenta e gradualmente a ideia revolucionária, de maneira dissimulada, sempre pela via pacífica, legal, constitucional, entorpecendo as consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível à grande maioria incauta.
Os pensamentos de Gramsci foram registrados em cadernos manuscritos que vieram a ser publicados depois da 2ª Guerra Mundial, na Itália, com o título de “Cadernos do Cárcere”. Foram publicados em seis volumes, entre 1948 e 1952.
No Brasil, os “Cadernos do Cárcere” foram traduzidos e publicados, pela primeira vez, em entre 1966 e 1968. Foram reeditados no final da década de 1970, numa publicação que introduziu Gramsci à intelectualidade do país, dando novo alento e novo rumo a parte da esquerda brasileira. A edição mais recente é de autoria de Carlos Nelson Coutinho e outros, tendo sido publicada pela Editora Civilização Brasileira em 2000.
Não é fácil ler Gramsci. Seus cadernos foram escritos de maneira fragmentária, conforme os assuntos surgiam em sua mente. O autor usou largamente expressões criptográficas, ambiguidades, metáforas, eufemismos, como recurso para se furtar à censura carcerária.
Muitas de suas ideias originais, já antigas à época das últimas interpretações, precisaram ser desdobradas, ampliadas e explicadas em termos mais atuais pelos seus estudiosos e comentadores.
Para atingir o objetivo de tomar o poder e instaurar uma ditadura comunista, Gramsci prega a utilização de dois expedientes distintos na luta pela hegemonia:
uma reforma intelectual e moral, que passa pela conscientização político-ideológica das classes subalternas (operários, camponeses e excluídos da sociedade) e pela superação do senso comum, o que levaria a um novo consenso ou conformismo;
b) a organização do aparelho privado de hegemonia, que compreende a organização das classes subalternas e a neutralização das “trincheiras da burguesia”, dando origem a uma nova sociedade civil organizada.
Em próximas “pílulas”, faremos alguns comentários sobre o que vimos até aqui, procurando identificar de que maneira o gramscismo vem sendo implantado no Brasil.
Para encerrar esta pílula e começar nosso estudo, vamos a um resumo sobre as diferenças entre o entendimento de “sociedade civil”, tão caro à esquerda, e o conceito liberal-democrata de “sociedade nacional”.

SOCIEDADE CIVIL
Ambiente não-estatal, onde se desenvolvem as livres iniciativas dos cidadãos e onde um ou mais grupos sociais se organizam voluntariamente em aparelhos privados de hegemonia política e cultural, desenvolvendo elementos próprios de identidade coletiva.
Lugar do exercício da hegemonia política em que as classes ativas e organizadas são chamadas a:
- desenvolver as convicções e formar o consenso;
- lutar pela hegemonia da sociedade civil sobre o estado;
- inventar os termos de uma nova sociedade.
A Sociedade Civil é a arena da luta de classes.

Bases da hegemonia da sociedade civil e da gestão popular do poder:
- consenso (consciência política);
- aparelhos privados de hegemonia política e cultural;
- direção política.

SOCIEDADE NACIONAL
Espaço social que abrange a totalidade dos cidadãos (nação) que vive no mesmo país, em mútua dependência, relacionando-se harmoniosamente e desenvolvendo sentimentos e interesses comuns.
Lugar do exercício da soberania popular, em que todos os cidadãos são igualmente dotados das prerrogativas naturais, cuja garantia é atribuída ao estado:
liberdade;
dignidade;
individualidade.
A Sociedade Nacional é o âmbito da paz social.

Bases da igualdade de soberania popular e de representação no poder:
educação para todos;
voto universal;
solidariedade social.

(Este trabalho está amplamente apoiado nos estudos, palestras e publicações do Gen Sergio Augusto de Avellar Coutinho, grande conhecedor e debatedor do assunto).

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ATUALIDADES

A Guerra Urbana e os Movimentos Irregulares

Os fatos desta semana em São Paulo e Rio de Janeiro são para os analistas um passo dentro da estratégia dos manifestantes de entrarem na Fase de Guerra Urbana.
As manifestações iniciadas há vários anos com o foco na Área Urbana, mais efetiva, que a as ações nas Áreas Rurais, passam agora para um novo estágio.
As Forças de Segurança há tempo estão alertando para a mudança significativa do “Modus Operandi” dos Grupos Irregulares, dentro do conceito de Guerra Irregular. Há uma variação conceitual importante no presente momento: A Guerra de Quarta Geração.
Um conceito efetivo usado agora em uma variante pouca conhecida: “ações de Quarta Geração no campo inimigo”.
Neste conceito ocorreram os movimentos de distúrbios na Linha Vermelha do Metro de São Paulo, na terça-feira (04FEV14). Em ambiente fechado grupos infiltrados criaram princípio de pânico, em ambiente confinado, onde as conseqüências poderiam atingir proporções inimagináveis.
Na quinta-feira no Rio de Janeiro, os grupos irregulares marcharam contra a icônica Central do Brasil. As tentativas de pularem as catracas, agitação e tumultos no interior do prédio da Central. O registro em vídeo de que o mesmo artefato explosivo que atingiu gravemente o cinegrafista da Rede Bandeirante Santiago Almeida foi lançado no ambiente interno. Anteriormente tinha sido creditado o lançamento de bombas de efeito moral pelas Forças de Segurança.
O lançamento do rojão em direção às Forças de Segurança, por um irregular, atingiu o cinegrafista Santiago Almeida, que por infelicidade estava, de forma incorreta, cobrindo o evento fora da proteção das Forças Policiais. Ação de Irregulares não passa pela censura das redações, mas a ação da Polícia é sempre notícia.
Por infeliz sorte o ocorrido foi amplamente documentado em imagens e que foi possível inclusive a órgãos de comunicação como a Rede Globo retificarem informações anteriores. Ver telejornal Hoje, edição 07 FEV14.
Na semana que o Ministério da Defesa divulga a “boboca” revisão "Politicamente Correta" do Manual MD33-M10 GARANTIA DA LEI E DA ORDEM (GLO).
A imprensa nega os fatos (até o momento) e o Governo Federal culpa TUDO à famosa “Violência Policial”, em especial nos estados governados pela oposição.
O Governo Federal na sua ânsia de avançar no domínio político do Estado do São Paulo e agora Rio de Janeiro tem flertado da irresponsabilidade à insanidade.
O Governador do Estado do RS, considerando-se um Leon Trotsky redivivo, incita manifestantes e sindicatos em uma longa greve de transporte público em Porto Alegre, ao mesmo tempo retira a Brigada Militar das ruas.
A declaração do Sr. Alexandre Padilha de que a gangue criminal PCC é cria do PSDB ultrapassa a razoabilidade dos fatos.
As Forças Policiais que operam nos conflitos já reportavam uma mudança radical, iniciada no ano passado.
As armas disponíveis aos movimentos tais como:
- Rojões e foguetes incrementados com pregos e esferas de aço (as tropas reportam capacetes e escudos cravados de pregos);
- Coquetéis Molotov que começaram a proliferar;
- Foguetes de sinalização:
- Rojões (similar ao que atingiu o cinegrafista da BAND Santiago Andrade), e,
- Organização mais ágil e leve, formado por grupos com grande mobilidade e organização atacando em diversos pontos ao mesmo tempo.
Um pouco de razão é necessário antes que o gênio escape da garrafa e gere efeitos incontroláveis e irrecuperáveis.
(DEFESANET, 07/02/2014).



ÍNDICE

. Manifestações de ruas.
. O comunismo ganhando corpo no Brasil.
. Plebiscito.
. Terrorismo.


MANIFESTAÇÕES DE RUAS


Não deixe essa ideia morrer!

José Geraldo Pimentel

As passeatas que surgiram com o foco centrado no aumento das passagens de ônibus ganharam vida e multidões quando a população passou a exigir que seus direitos fossem atendidos. E deixaram visíveis a falta de emprego, o descaso com a saúde pública, a deficiência do ensino, o déficit da moradia e a insegurança pública que leva pânico à população. Essa inclusão de reivindicações no movimento causou sérias preocupações ao governo federal. Daí surgiu o engodo com o governo mudando o enfoque das manifestações para a criação de plebiscito, reforma política e outros penduricalhos que pouco interessam ao povo.
As pessoas querem viver dignamente. Os políticos são que têm preocupações políticas.
Os grupos de arruaceiros foram colocados nas ruas tentando acabar com a magia das manifestações que surgiram na maioria dos estados; algumas cidades, como o Rio de Janeiro, batendo o recorde de presenças de mais de trezentos mil participantes. As arruaças levaram a um confrontamento entre a polícia e os manifestantes.
Chegou a hora de não deixar essa ideia morrer. Que as lideranças do movimento se articulem e façam-no acontecer de tempos em tempos, coordenado e em grande estilo, convocando-se números cada vez maiores de integrantes. Não se ganha uma batalha sem haver luta. No caso presente a luta deve ser pacífica, com o comparecimento em massa de famílias, e o entrosamento amigável com as forças de segurança pública.
Cobrar com vigor, sistematicamente, é preciso. Não se deve deixar enganar pelos espertos. Permitir que se mude a agenda das reivindicações, é assinar embaixo que se é burro.
As Forças Armadas também comungam o espírito de luta da população sofrida e mal assistida. Elas andam capengas, com deficiência no material e a tropa sobrevivendo com salários aviltantes. Não existe uma grande nação sem umas FFAA fortes.
Não podemos marchar separados, quando as necessidades são as mesmas.
O Brasil será um país melhor quando os impostos forem realmente empregados na melhoria de vida dos cidadãos, e nunca em benefício de grupos que enriquecem sem fazer esforço.
Brasil Acima de Tudo!

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2013.

Veja o noticiário completo.



VANDALISMO EM SHOPPINGS E SUPERMERCADOS

Ponto de vista sobre o movimento ‘rolezinhos’
Não se trata de falta de espaço onde os jovens de classe baixa possam se divertir. É baderna, mesmo. Bagunça se faz em parques, não em ambientes fechados onde as pessoas, pobres, de classe média e rica, qualquer cidadão comparece para fazer suas compras, ou, simplesmente, espairecer as idéias. Ver as novidades, comparecer à praça de alimentação, frequentar um cinema, um teatro. (José Geraldo Pimentel).
Desocupados fazem baderna em Shoppings
. Rolezinhos. (José Gobbo Ferreira).
. Manifestante é impedido de entrar em shopping do Rio. (Agência Estado).
. Perfeita a atitude da direção do Shopping. (José Geraldo Pimentel).
. Associação nacional de lojistas se posiciona sobre rolezinhos. (Bocão News).
. Ponto de vista sobre o movimento ‘rolezinhos’. (José Geraldo Pimentel).
. Rolezinhos e outras sementes. (Cel PM Mário Sérgio Duarte).

Ocupação de supermercados
. Saque em supermercado é convocado por liderança do MLB. (Vídeo).
. Moradores de áreas ocupadas invadem supermercado exigindo cestas básicas. (Rosildo Mendes).



Defesa prevê Forças Armadas no papel de polícia

Documento do ministério, que define situações em que militares podem intervir, gera desconfiança entre movimentos populares.

Uma grave crise de segurança durante a Copa do Mundo de 2014 ou os Jogos Olímpicos de 2016 - por exemplo, uma onda de protestos ameace a realização dos eventos - poderá ser enfrentada diretamente pelas Forças Armadas, caso as polícias estaduais não tenham condições de contê-la.
A regulação da ação da Marinha, Exército e Aeronáutica no controle de distúrbios, entre outras possibilidades, integra o documento Garantia da Lei e da Ordem (GLO), publicado pelo Ministério da Defesa em 20 de dezembro de 2013, e que causou controvérsia nas redes sociais. Um dos motivos é a inclusão de "movimentos ou organizações" na lista de "Forças Oponentes", ao lado de criminosos.
O Ministério da Defesa, porém, informou que o texto foi fechado antes dos protestos e não tem nenhuma relação com as manifestações de 2013.
"Não há como vincular esse manual às manifestações do meio do ano passado", afirmou o Ministério da Defesa, por sua assessoria de imprensa. O documento ficou pronto no fim de 2012 - antes dos protestos - e desde então tramitou pelo ministério, antes de ser oficializado. O diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, se diz preocupado ao ver que "a regulação operacional de um tema tão importante e controverso, como a atuação das Forças Armadas na garantia da Lei e da Ordem, seja feita sem um debate mais amplo com a sociedade, ainda mais em um contexto pós-protestos de junho de 2013 e meses antes da Copa do Mundo".
Além dos "movimentos ou organizações", o documento lista como Forças Oponentes: "organizações criminosas, quadrilhas de traficantes de drogas, contrabandistas de armas e munições, grupos armados etc", além de "pessoas, grupos de pessoas ou organizações atuando na forma de segmentos autônomos ou infiltrados em movimentos, entidades, instituições, organizações (...), provocando ou instigando ações radicais e violentas". Inclui ainda "indivíduos ou grupos que utilizam métodos violentos para a imposição da vontade própria em função da ausência das forças de segurança pública policial".
Atos na Copa. Teme-se que a descrição adotada sirva para enquadrar manifestantes como os que integram os movimentos contra a Copa, que prometem atos públicos em estádios durante os jogos.
Também na listagem de ameaças há referências que lembram as jornadas de junho. Elas incluem: "bloqueio de vias públicas de circulação"; "depredação do patrimônio público e privado"; "distúrbios urbanos"; "saques de estabelecimentos comerciais".
Além dessas, também "ações contra realização de pleitos eleitorais afetando a votação e a apuração de uma votação", "ações de organizações criminosas contra pessoas ou patrimônio incluindo os navios de bandeira brasileira e plataformas de petróleo e gás na plataforma continental brasileiras" e "invasão de propriedades e instalações rurais ou urbanas, públicas ou privadas". As Forças Armadas poderão agir até em casos de "paralisação de atividades produtivas" ou "sabotagem nos locais de grandes eventos".
O documento estabelece o uso progressivo e proporcional da força, mas apenas depois de esgotadas as possibilidades de dissuasão e negociação. As Forças Armadas só entrarão em ação por solicitação dos governadores e com ordem da presidente da República.
Nesse caso, haverá transferência para o comandante da operação de GLO do comando, das forças estaduais e/ou municipais de segurança necessárias ao cumprimento da missão.
Serão usadas armas não letais, por fuzileiros navais e polícias das Forças Armadas, com treinamento específico. As operações serão filmadas.
Pessoas, grupos ou organizações cuja atuação comprometa a preservação da ordem pública ou a incolumidade das pessoas e do patrimônio. Ex.: movimentos ou organizações; organizações criminosas; pessoas ou grupos que instigam ações violentas ou que se utilizam de métodos violentos.

Ameaças
Atos ou tentativas capazes de comprometer a preservação da ordem pública ou a incolumidade das pessoas e do patrimônio. Ex.: ações contra realização de pleitos eleitorais; bloqueio de via pública; depredação do patrimônio; distúrbios urbanos; sabotagem em locais de grandes eventos; saques.
(Estado de São Paulo, 22/01/2014).

O COMUNISMO GANHANDO CORPO NO BRASIL


. Dilma e o PT não são comunistas?
. Hino da Internacional Socialista é cantado no lugar do Hino Nacional Brasileiro em solenidade da Comissão Estadual da Verdade / RJ.
. O evento foi fotografado e publicado pelo jornal Folha de São Paulo.


Dilma e o PT não são comunistas?


Hino da Internacional Socialista é cantado no lugar do Hino Nacional Brasileiro em solenidade da Comissão Estadual da Verdade / RJ

Vou relatar algo inacreditável ocorrido na data de ontem (11/02/14) durante uma missão policial pelo NSD/RJ. Tonar-se fundamental a análise dos fatos por todos nós. É singular o momento que vivemos na administração pública.
Fui designado com outros dois policias para realizarmos a segurança física da Ministra Maria do Rosário, Secretaria dos Direitos Humanos. Em que pese o fato da pessoa da ministra, ser de uma gentileza e educação muito pouco comuns nas esferas do Governo Federal, vide o temperamento irascível da atual mandatária da nação.
Ao chegar com a dignitária em uma solenidade pública na sede da OAB/RJ, fomos ao plenário onde seria realizado o ato inaugural da desapropriação da denominada "Casa da Morte" situado no município de Petrópolis, estado Rio de Janeiro.Essa residência segundo relatos de presos políticos, serviu de base de operações para agentes do DOI-CODI durante os anos 70. Não entrarei no mérito se ocorreram torturas ou não no local citado.
Após as apresentações de praxe, foram compor a mesa de debates a citada ministra, o presidente da OAB-RJ Wadih Damous, o ex-frei Leonardo Boff, a ex-primeira dama Maria Thereza Goulart e o procurador geral do município de Petrópolis Marcus Vinicius de São Thiago.
Discursos inflamados com conotação ideológica não seriam surpreendentes, até pelo tema central do evento. Em seguida, foi anunciada a apresentação de um coral composto por adolescentes da cidade de Petrópolis. O maestro inicia com um discurso de exaltação ao guerrilheiro argentino Che Guevara e emenda com canções de cunho ideológico. Primeiro uma música lembrando a America Latina, os países libertos do "jugo imperialista" bem ao gosto dos presentes. A segunda música foi a interpretação de Cálice de autoria de Chico Buarque e Gilberto Gil. Aplausos. Ao término da segunda música, aconteceu o inacreditável. O maestro barbudo (quase um fundamentalista) pede a atenção de todos e brada em alto e bom som, com a sua voz grave, que a apresentação final seria especial. O momento mais esperado. E anuncia a INTERNACIONAL SOCIALISTA.
Surpreendido, fiquei em estado catatônico. Adolescentes da platéia e adultos levantam-se, erguem os punhos cerrados e bradam a plenos pulmões o ode à esquerda. Fiquei envergonhado.
Não foi entoado o HINO NACIONAL BRASILEIRO em um evento público, com autoridades representativas de segmentos diversos da sociedade, do judiciário e do executivo.
Por toda a sua história de luta em defesa das garantias constitucionais, a OAB não merecia ser palco de um evento direcionado para um setor sectário e que não me representa. Fico preocupado com os adolescentes envolvidos em uma atmosfera deturpada e com valores míopes. Finalizando o meu relato, o evento foi gravado por emissoras estatais e privadas. Se alguém possui dúvidas da veracidade dos fatos acima, solicitem o vídeo. É chocante!!

Repassado por Ercio Braga.

Internacional Socialista cantada em evento da Comissão Estadual da Verdade / RJ
Folha de São Paulo.


INTENTONA COMUNISTA DE 35

Explicação para o silêncio obsequioso dos chefes militares

Relações Públicas do Cmdo CML

Prezado Senhor:

Grato pela informação. Gostaria, no entanto, de saber o prazo para se ter acesso ao acervo 'para consultas futuras'. Cinquenta anos? Acredito que não irei viver tanto.
Outra dúvida é quanto à expressão: ‘não veiculamos em nosso site matéria relativa ao assunto’. A matéria que o Cmdo CML se refere deve ser além da Intentona Comunista de 35 a Contra-revolução de Março de 1964. Esse critério começou quando o ex ministro da Defesa Nelson Jobim, o domar de leões de circo, proibiu qualquer referência à derrubada do governo do ex presidente João Goulart. O arrocho continuou com a ministra chefe da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, que manda mais nas Forças Armadas do que os comandantes militares, que agem como simples marionetes. Tem sentido. O atual governo já implementa um regime comunista no país, e conta com a complacência das Forças Armadas.
Não se fazem mais oficiais como os generais Castelo Branco, Emílio Garrastazu Médici e Walter Pires de Carvalho e Albuquerque. Atualmente sobejam oficiais pouco afeitos a atitudes, como o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, seu antecessor, general Francisco Roberto de Albuquerque, e uma súcia de chefes militares que confundem covardia com disciplina militar.
Foi elucidativa sua resposta. Agora tenho plena certeza que os chefes militares se passaram de armas e bagagens para o lado do governo. São uns cooperadores do regime da malandragem, da falta de escrúpulos e do banditismo que impera no país.
Tenho pena dos senhores! Espero que não me apunhalem pelas costas; o modus operandi dos comunistas e simpatizantes!

José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB
RG: 018796130-5 EB
Veja mais.



Um Grito de Liberdade
O Brasil chora os seus mortos. Chora a traição daqueles que deveriam zelar pela liberdade de seu país, mas na calada da noite, agindo à serviço da ex-URSS, atacaram quartéis e assassinaram à sangue frio os que dormiam o sono da paz. Nesta semana, de 23 à 27 de novembro, nos voltamos para este episódio que entristece a nação brasileira. Vamos estar mais do que nunca atentos a este passado. Ele não se repetirá!
José Geraldo Pimentel
. Um Grito de Liberdade. (José Geraldo Pimentel).
. Nova Intentona Comunista em marcha batida. (General Torres de Melo).
. Toque de silêncio! (José Geraldo Pimentel).
. Convite. (Nov 2013)
. Apresentação de vídeo. (Ernesto Caruso).

PLEBISCITO


ÍNDICE

Abertura
. Acabaram os brioches, é hora de dar reforma ao povo! (José Geraldo Pimentel).

A posição de Dilma e as críticas à realização do plebiscito
. Não ao Plebiscito!!! (Carlos Vereza).
. Dilma diz que plebiscito vai balizar reforma política.
. O fato e a versão. (Merval Pereira).
. A falsa solução do plebiscito. (Editorial de O Globo).
. PT prepara golpe contra a democracia sob o falso pretexto de fazer reforma política. (Aluizio Amorim).
. PT prepara golpe através de projeto de iniciativa popular. (Adriana Vandoni).


Acabaram os brioches, é hora de dar reforma ao povo!

José Geraldo Pimentel

O povo brasileiro ou é muito esperto, os políticos, ou burro, a população.
Briga-se por uma coisa e é trapaceado com novas propostas. A água da transposição do Rio São Francisco não irá chegar, haja vista que as obras estão paradas e a seca está matando o gado e as plantações no Nordeste. As chuvas aparecem onde não se precisa de água. Aí se perde todos os bens levados pelas enchentes. Saúde só se tratar com os métodos antigos das vovós. Procurar um hospital é admitir que chegou a hora de apresentar a alma ao Senhor Bom Deus. Leitos, médicos e vaga para internação só em clínicas particulares que só recebem o pessoal da alta sociedade e políticos. Mas se pode esperar os royalties do petróleo que será extraído nas camadas de pré-sal. Ele será aplicado na Saúde, garante o governo. Quando o país adquirir tecnologia para prospecção em tais profundezas!
Ensino está de bom tamanho. O povo ignorante é mais fácil de manobrar.
Moradia tem as salas de aulas e salões de igrejas para abrigar os desabrigados de acidentes naturais.
Segurança é para quem anda em carro blindado acompanhado de pessoal armado para lhe dar proteção. O cidadão comum não precisa de segurança. É só não sair de casa à noite e correr do marginal, como já anda fazendo os policiais militares que passaram a temer os bandidos e grupos controlados pelo governo federal.
Emprego só se tirar a carteira de petista, ou passar a ser ambulante e tiver boas pernas para correr do rapa com a mercadoria presa num pedaço de lona ou plástico.
A presidente da República é muito sábia e sabe atender às reivindicações da população. Inventa um plebiscito e garante que com ele a reforma política virá mais fácil. Essa história de emprego, ensino, saúde, segurança, moradia, saneamento básico, transporte, nada disse é tão importante do que colocar os políticos para trabalhar. Mas só de terça à quinta-feira.
A população fica encantada com as novas promessas. Trapaças, nem pensar. Basta ver que a maioria da população ainda acredita que o ex presidente Lula foi o melhor de todos os mandatários que passaram pelo Planalto. Bolsa Família, Cotas para analfabetos funcionais entrar nas universidades, Bolsa Cultura para ir ao teatro e cinema. Tem até Bolsa-Presídio para os apressadinhos que resolvem se apropriar do dinheiro alheio. O valor desse agrado é bem superior ao salário mínimo.
Dá para imaginar que os pleitos da classe média serão atendidos? Não dá. A classe média trabalha e paga impostos e todos esses agrados aos miseráveis desempregados e famintos.
Pensar em greve é querer fazer chover no molhado. Quem comanda greves são os sindicatos, entidades manobradas pelo governo federal. A população esclarecida faz manifestações de rua, brigando por uma coisa que é trocada por plebiscito, reforma política, e outras mais que só interessam aos políticos e ao próprio governo. Com a mudança de enfoque o governo cala a boca das multidões.
Embarcar na trama do governo é continuar a morrer nas portas dos hospitais.
Falar em hospitais, vocês sabiam que o sistema de saúde das Forças Armadas anda tão ruim quanto os postos de saúde e hospitais públicos! Está uma merda! Vê-se reforma nas instalações, mas médicos qualificados e equipamentos médicos estão em falta.
Usa-se o Fusex para buscar atendimentos para certas especialidades em clínicas e hospitais particulares. No final do mês vem a conta extra para pagar.
Escrevi uma dezena de crônicas narrando o drama de ser atendido, por exemplo, no Hospital Central do Exército. Marcar uma consulta só se passar a noite no hospital, aguardando o dia seguinte para fazer a marcação, que pode levar mais de quinze dias para ser atendido. A Emergência está um lixo de atendimento. Criaram uma pré avaliação realizada por um médico clínico, que muitas vezes aconselha o paciente a procurar a clínica da especialidade da enfermidade que o levou ao hospital. E você termina não sendo atendido na Emergência.
Um problema de torção no tornozelo pode levar uma tarde inteira para ser solucionado. Na hora coloca-se uma atadura padrão no pé do paciente, sem ao menos ter o cuidado de fazer uma assepsia. Procurar a Clínica Odontológica é estar preparado para não ser atendido. Falta médico habilitado para fazer uma chapa de R-X dentário. O aconselhamento é sempre o mesmo: procurar a Clínica Odontológica do Exército, no Centro. E ainda o olham com ar de sarcasmo! É como dizer: “Procura uma clínica particular. Milico ganha bem!” Não estou inventando, passei por isso e muito mais!
Conselho: Não deixem a ideia das passeatas pleiteando melhoria de condições de vida morrer. Continuem com as manifestações de rua. Mas atenção com os grupos organizados pagos pelo governo que se infiltram nas manifestações para desmoralizá-las, causando danos ao comércio, levando a polícia a reagir com uso de balas de borracha, gás lacrimogêneo e golpes de cassetetes. As lideranças das manifestações devem procurar as autoridades policiais antes do inicio de cada passeata e se harmonizarem para isolar os vândalos. A polícia deve usar de estratégia para agir nas ocasiões certas, cercando os bandidos, e os prendendo. Nem a população ordeira e nem os policiais podem ser dominados pela marginalidade. O ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu os grupos de vândalos assistidos com dinheiro público e os incentivou a continuar com a baderna. Esse mafioso de colarinho branco é o mentor de toda esta esculhambação em que terminam as manifestações. O serviço de informação da Policia Militar deve investigar a ação desse marginal, que se acha o dono do país. Ao se confirmar a ação do mafioso, que se o prenda. Ele não é diferente dos outros cidadãos! Bandido bom, é bandido na cadeia!

Rio de Janeiro, 01 de julho de 2013.



A POSIÇÃO DE DILMA E AS CRÍTICAS À REALIZAÇÃO DO PLEBISCITO

Não ao Plebiscito!!!

Carlos Vereza

Sobre as manifestações: é mais do que evidente a necessidade de o povo cobrar atitudes íntegras de um partido que, através, do granscismo ( infiltrar-se na democracia para posteriormente destruí-la ) ocupou de forma quadrilheira o país!
Por mais de dez anos, todos os três poderes foram distribuídos como benesses aos militantes ( ou meliantes?) que têm como único e fundamental projeto, a permanência indefinida no poder!
Somos vitimas da maior carga tributária do planeta, trabalhando cerca de quatro a cinco meses para saciar um "governo" com 39 ministérios e secretarias, com um gasto de bilhões que deveriam ser empregados em itens óbvios, como saúde, educação, transporte, infraestrutura, etc.
O Plebiscito ou mesmo o referendo, é mais uma estratégia diversionista, jogando no colo do povo decisões que cabem ao executivo e ao congresso!
O perigo, já evidenciado nas manifestações, é a infiltração - não de vândalos -, mas de agentes treinados por esta quadrilha travestida de partido politico!
Não ao Plebiscito!!!
(Nas Veredas do Vereza, 4 de julho de 2013).



Dilma diz que plebiscito vai balizar reforma política

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o plebiscito proposto há uma semana será importante para balizar a reforma política. "A proposta tem o sentido de transferir para a população o direito de ser consultada", disse Dilma, que participou durante o fim da tarde de uma reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília. Ela disse ainda que o plebiscito também é importante porque por "muito tempo" se tentou fazer a reforma política no País, sem sucesso.
(MSN / estadão, 01/07/2013).



O fato e a versão

Merval Pereira

A mais recente trapalhada do Palácio do Planalto mostra bem como o governo Dilma está perdido na busca de aparentes respostas rápidas às manifestações populares. Depois de recuar em 24 horas da convocação de uma Constituinte exclusiva para realizar a reforma política, foram necessárias apenas quatro horas para que recuasse da realização do plebiscito para valer já em 2014 e voltasse atrás do recuo.
O vice-presidente Michel Temer, depois de se encontrar com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, e Aloizio Mercadante, da Educação, que atualmente faz o papel de coordenador político do governo, foi claro em uma entrevista coletiva: "Não há mais condições - e vocês sabem disso - de fazer qualquer consulta antes de outubro. E, não havendo condições temporais para fazer essa consulta, qualquer reforma que venha só se aplicará para as próximas eleições, e não para essa".
Essa é a verdade dos fatos, mas não a verdade que a presidente Dilma quer ouvir. Sentiu-se desprestigiada, como se tivesse autoridade legal para convocar um plebiscito, e exigiu uma retratação. Temer então soltou uma nota oficial da Vice-Presidência da República, afirmando que "o governo mantém a posição de que o ideal é a realização do plebiscito em data que altere o sistema político eleitoral já nas eleições de 2014".
Entre o ideal e o possível vai uma distância grande, neste caso, pelo menos, mas se salvou a honra da "soberana", como o marqueteiro João Santana define a presidente Dilma Rousseff e ela, pelo visto, se sente como tal. Apegar-se à realização do plebiscito como se fosse a salvação da lavoura não passa de uma estratégia política para levar para longe do Palácio do Planalto as críticas das ruas.
Se é verdade que uma reforma política é necessária para que o Congresso reflita mais os anseios da cidadania, é mais verdade ainda que os temas principais das manifestações se referiam a melhorias de condições que dependem mais da ação eficiente do governo do que de reformas políticas. O Executivo precisa se organizar de maneira a permitir mais investimentos, e para isso necessita dar o exemplo: cortar custos, equilibrar suas contas, conter a inflação.
Sem esses pré-requisitos, não haverá melhoria da economia, que segue para o terceiro ano num ritmo de crescimento médio que já é o menor dos últimos 16 anos. O resto é jogada de marqueteiro para enganar os eleitores.
(O Globo, 05/07/2013).



A falsa solução do plebiscito

Editorial de O Globo

Resultado de um lance de oportunismo de alas do PT embevecidas pela "democracia direta" chavista, a Constituinte exclusiva, ideia afastada por flagrante ilegalidade - não pode haver constituinte para rever apenas partes da Carta -, foi convertida em plebiscito. Ao vislumbrar uma brecha na crise das manifestações de rua para contrabandear este antigo sonho do partido - oficialmente, desde 2007, segundo documentos internos do PT -, a legenda desembocou numa consulta popular que o governo Dilma precisa viabilizar junto ao Congresso.
A tarefa é impossível de ser cumprida, se a ideia for realizar uma consulta séria à população. Como o tema do plebiscito, a reforma política, não pode ser traduzido em perguntas simples e objetivas, exigência de qualquer sondagem popular, a presidente Dilma tem mais um problema sério sobre a mesa para resolver.
E tudo isso para pretensamente atender a uma das reivindicações das ruas, afirmam o governo e o partido. Ora, num sentido bastante amplo, pode-se entender que as críticas aos políticos e governos em geral, feitas nas manifestações, podem ser atendidas por uma reforma política. É duvidoso, porém. Mais ainda quando se sabe que, entre as mudanças arquitetadas por petistas, está o voto em lista fechada, em que os candidatos são escolhidos pelos caciques partidários, em barganhas nada transparentes, distantes do povo em nome do qual se pretende fazer as mudanças. Ironia pura. E, enquanto o plebiscito vai tomando conta da agenda política, o governo finge não entender críticas reais feitas nas ruas: prioridades erradas nos gastos públicos, desperdícios, mais recursos para Educação e Saúde, por exemplo. É a tradução dos ataques aos estádios para a Copa e à baixa qualidade do sistema de transporte público urbano.
Em vez de uma incerta e etérea reforma política, o Planalto deveria responder às manifestações com ações objetivas e certeiras. Como a suspensão do mirabolante e bilionário projeto do trem-bala entre Rio e São Paulo, com o último orçamento em mais de R$ 30 bilhões - cifras sempre revistas para cima -, e a transferência do que houver de dinheiro público envolvido na empreitada para viabilizar projetos de trens suburbanos e metrôs nas duas regiões metropolitanas.
Os tais "pactos" com os quais Dilma se compromete - a reforma política é um deles - correspondem a despesas de R$ 50 bilhões. Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, promete cortes em gastos de custeio e/ou aumento de impostos a fim de compensar estas despesas. Chega a ser um acinte admitir aumentar a já elevada carga tributária, quando o governo gasta R$ 611 bilhões por ano - ou quase US$ 300 bilhões - para manter uma enorme máquina burocrática, com 39 ministérios, quase 1 milhão de funcionários e 22 mil servidores apaniguados, donos de cargos ditos de confiança, para os quais são nomeados por afinidades pessoais e ideológicas. Explica-se o mau humor demonstrado nas manifestações. Vandalismo à parte.
(02/07/2013).



PT prepara golpe contra a democracia sob o falso pretexto de fazer reforma política - Parte I

Aluizio Amorim

Enquanto a oposição dorme de touca e quando acorda pisa nos astros distraída, o PT vai alinhavando um esquema golpista para transformar o Brasil numa república socialista onde as eleições, como em Cuba e na Venezuela, consistem apenas numa pantomima destinada a revestir de democracia uma ditadura pura e simples. E quando o caldo engrossa, como ocorreu no dia 14 de abril na Venezuela, a eleição é simplesmente fraudada na maior cara de pau.
A jornalista Adriana Vandoni, do blog Prosa & Política, acaba de revelar o conteúdo de um folder que o PT está distribuindo a seus militantes destinado a doutrinar as pessoas para que aceitem assinar um projeto de iniciativa popular que, na verdade, é um ardil que levará ao enterro do regime democrático, transformando o Brasil numa república bolivariana.
Adriana Vandoni faz o seguinte alerta:
“Com o argumento de “acabar com a força do poder econômico nas eleições”, o PT está colhendo assinaturas em todo o país para um projeto de iniciativa popular. Na proposta que busca “aperfeiçoar” a democracia, o PT quer “alterar o sistema político eleitoral”.
Nos folders distribuídos aos filiados para que colham assinaturas, tem os dizeres de Lula conclamando uma Constituinte para “mudar o jogo”.
“A eleição está ficando uma coisa muito complicada para o Brasil. No Brasil se o PT não reagir a isso, poucos Partidos estarão dispostos a reagir. Então o PT precisa reagir e tentar colocar em discussão a Reforma Política e uma Constituinte exclusiva que é o caminho: Eleger pessoas que só vão fazer a Reforma Política, que vão lá (para o Congresso), mudar o jogo e depois vão embora. E daí, se convocam eleições para o Congresso. O que não dá é para continuar assim”, diz Lula.
Convocar uma constituinte para mudar o jogo a fim de “aperfeiçoar” a democracia, “alterando o sistema político eleitoral”, é tentativa de golpe. Ainda mais partindo do PT.”
A jornalista tem toda a razão. É que quando os comunistas falam em democracia não estão se referindo ao conceito consagrado na filosofia política e que tipifica as grandes democracias ocidentais, cujo escopo fundamental é a democracia representativa. Quando se ouve coisas como “democracia participativa”, já estamos entrando no terreiro comunista.
A omissão dos partidos de oposição que restam no Brasil é lamentável. Aos poucos o PT vai impondo a sua agenda que é a agenda do Foro de São Paulo, a organização esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro destinada a criar as condições para o estabelecimento de ditaduras comunistas em todo o continente latino-americano.



PT prepara golpe através de projeto de iniciativa popular - Parte II

Adriana Vandoni

Com a desculpa de forçar uma reforma política e ‘acabar com a força do poder econômico nas eleições’, o PT está colhendo assinaturas em todo o país para um projeto de iniciativa popular. Na proposta que busca “aperfeiçoar” a democracia, o PT quer “alterar o sistema político eleitoral”.
Nos folders distribuídos aos filiados para que colham assinaturas, tem os dizeres de Lula conclamando uma Constituinte para “mudar o jogo”.
“A eleição está ficando uma coisa muito complicada para o Brasil. No Brasil se o PT não reagir a isso, poucos Partidos estarão dispostos a reagir. Então o PT precisa reagir e tentar colocar em discussão a Reforma Política e uma Constituinte exclusiva que é o caminho: Eleger pessoas que só vão fazer a Reforma Política, que vão lá (para o Congresso), mudar o jogo e depois vão embora. E daí, se convocam eleições para o Congresso. O que não dá é para continuar assim”, diz Lula.
Convocar uma constituinte para mudar o jogo a fim de “aperfeiçoar” a democracia, “alterando o sistema político eleitoral”, é tentativa de golpe. Ainda mais partindo do PT.

TERRORISMO


ÍNDICE
. A verdadeira face de Nelson Mandela. (Paulo Kogos).
. A História de uma Guerrilheira.
. Assassinato do Soldado Mário Kozel Filho.
. In Memoriam às vítimas do terrorismo.
. Os ‘Anos de chumbo’
. Terrorismo de Guararapes a Boston.
. Organizações criminosas que atuaram no país.
. Os dez anistiados mais bem pagos do Brasil.
. O ambientalismo, o indigenismo, o movimento quilombola, o MST e o MAB.
. A frieza dos ‘justiçamentos’.
. Ataque Terrorista no Brasil.
. Os Justiçamentos dos Guerrilheiros Terroristas Brasileiros.
. Terrorista Carlos F. Paixão Araújo, ex marido de Dilma Rousseff.
. A verdadeira história soviética.


"Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos, mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe".
(Discurso de Cícero, tribuno romano, 42 a.C.).

A verdadeira face de Nelson Mandela

Dedico este artigo ao povo sul-africano, especialmente às vítimas do apartheid, do terrorismo comunista, da barbárie de Mandela, do regime do CNA e dos genocídios. Descansem em paz.

PRÓLOGO
Para o historiador John Dalberg-Acton, o 1º barão Acton, o guia da História não é Clio, uma das musas gregas inspiradoras das ciências, literatura e arte. Este papel caberia a Radamanto, um dos juízes do mundo dos mortos, carrasco dos injustos e vingador dos inocentes.
Nunca este espírito foi tão necessário quanto hoje, em um mundo onde a mídia de massa distorce os fatos a serviço das mais infames agendas políticas.
Nelson Mandela, assim como muitos falecidos, goza de uma injusta reputação de herói e libertador perante a opinião pública. Seus métodos, motivação e legado, porém, são nefastos.
A finalidade deste artigo é expor a verdadeira face do mais querido assassino e terrorista da História.
Paulo Kogos.

A História de uma Guerrilheira
(Vera Silvia Magalhães - Guerrilheira do Grupo de Dilma Rousseff).

A real intenção da luta armada comunista no Brasil, confissão da ex guerrilheira Vera Silvia Magalhães da Dissidência Comunista da Guanabara e MR-8.


Assassinato do Soldado Mário Kozel Filho
Quartel General do II Exército / SP - 26/06/1968.


In Memoriam às vítimas do terrorismo
O Exército e a histórica Revolução de 31 de Março de 1964.
. In Memoriam às vítimas do terrorismo.
. Os terroristas – Quem são e onde estão.
. Marxistis Internet Archive. (Terroristas já falecidos).


Os ‘anos de chumbo’
Pode ser dito que a associação da derrota de 1964 àquilo que se considerava “erros do PCB”, passou a caracterizar a Nova Esquerda.
Carlos Azambuja.

Terrorismo de Guararapes a Boston
O ataque em Boston nos faz lembrar do ataque terrorista perpetrado em 25 de julho de 1966 no Aeroporto de Guararapes (Recife) por membros ligados à Ação Popular. O alvo era o presidente Costa e Silva, que se salvou porque não desembarcou no Aeroporto, como estava previsto. O saldo do terror brasileiro, o primeiro de muitos outros durante o governo dos generais-presidentes, deixou dois mortos, o jornalista Edson Régis de Carvalho e o almirante Nelson Gomes Fernandes, além de quinze feridos graves. Como em Boston, algumas vítimas tiveram membros amputados, a exemplo do ex-jogador de futebol Sebastião Thomaz de Aquino, o “Paraíba”, que perdeu uma perna, e o então tenente-coronel, hoje general reformado, Sylvio Ferreira da Silva, que sofreu amputação dos dedos da mão esquerda, além de graves ferimentos na coxa. A carnificina só não foi maior porque as cerca de 300 pessoas que aguardavam a chegada de Costa e Silva se dispersaram depois que os alto-falantes do Aeroporto informaram que ele não mais viria.
Félix Maier).

Organizações criminosas que atuaram no país
Quem foi Dilma Rousseff, a "Joana D'Arc da guerrilha", a "papisa da subversão", ativa comparsa do grupo terrorista VAR-Palmares, que o jornal The New York Times apresentou como inocente anjo maltratado pelos gorilas militares? – cfr. http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12041&cat=Ensaios
“Meu nome é Dilma Vana Rousseff. Mas também podem me chamar de Estela, Wanda, Luíza e Patrícia”.
O currículo angelical da terrorista de múltiplos codinomes pode ser comprovado por sua passagem pelos grupos terroristas por onde “militou”. Uma pergunta que não quer calar: afinal, Estela chegou a metralhar pessoas inocentes ou apenas serviu cafezinho aos camaradas nos aparelhos onde se escondeu?
(A Joana D’Arc da guerrilha, a papisa da subversão - Por Félix Maier).

Os dez anistiados mais bem pagos do Brasil
Ex terroristas e ex guerrilheiros que assassinaram, sequestraram, roubaram bancos e quartéis para se apropriarem de recursos e armas a fim de fazer uma revolução que transformaria o país em uma república do proletariado, subjugado à então poderosa URSS.
Veja.

O ambientalismo, o indigenismo, o movimento quilombola, o MST e o MAB
Os rumos que seguimos apontam para a probabilidade de guerra intestina.
Falta ainda homologar no Congresso e unir as várias reservas indígenas em uma gigantesca, e declarar sua independência. Isto não poderemos tolerar. Ou se corrige a situação agora ou nos preparemos para a guerra.
Quase tão problemática quanto a questão indígena é a quilombola. Talvez desejem começar uma revolução comunista com uma guerra racial.
O MST se desloca como um exército de ocupação. As invasões do MST são toleradas, e a lei não aplicada. Os produtores rurais, desesperançados de obter justiça, terminarão por reagir. Talvez seja isto que o MST deseja: a convulsão social. Este conflito parece inevitável.
O ambientalismo, o indigenismo, o movimento quilombola, o MST, o MAB e outros similares criaram tal antagonismo com a sociedade nacional, que será preciso muita habilidade e firmeza para evitar que degenere em conflitos sangrentos.
Pela primeira vez em muito tempo, está havendo alguma discussão sobre a segurança nacional. Isto é bom, mas sem identificarmos corretamente as ameaças, não há como nos preparar para enfrentá-las.
Gelio Fregapani.



VÍDEOS

A frieza dos ‘justiçamentos’

Carlos Eugênio Coelho da Paz, "Clemente", autor confesso de 10 pessoas, que jamais foi preso, declara neste vídeo o seguinte:
Quando se está em guerra, tem determinadas medidas que em tempo de paz podem parecer hediondas, horrorosas, mas não . São coisas típicas da guerra.
Será que a CNV concorda com ele e com Maria do Amparo Araújo que diz, que fazer levantamento para "justiçar" alguém é coisa simples.
O repórter só apresenta estes assassinatos. matéria publicada no jornal O Globo , de 31 de janeiro de 2005, página 3 , publica a seguinte frase: "ao longo de todo o regime militar , houve cerca de 30 casos de justiçamentos."
(Fonte: A Verdade Sufocada, 29/08/13).


Ataque Terrorista no Brasil


Os Justiçamentos dos Guerrilheiros Terroristas Brasileiros


Terrorista Carlos F. Paixão Araújo, ex marido de Dilma Rousseff


A verdadeira história soviética
- Vocês querem que esta infâmia se repita no Brasil? Não ao comuno-petismo!


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ÚLTIMA PÁGINA

Ensaio fotográfico incorporado à Biblioteca Nacional de Portugal

O ensaio Semana de Vera Cruz encontra-se incorporado ao Projeto “As Viagens dos Portugueses”, contributo da Biblioteca Nacional de Portugal ao Programa Internacional “Bibliotheca Universalis”.
Veja em Biblioteca Nacional Digital – “As Viagens dos Portugueses”.
O Brasil: ontem e hoje.

Site desenvolvido pelo webdesigner Marcelo Pacheco.

Editor e responsável pelo site: José Geraldo Pimentel.
E-mail: jgpimentel@jgpimentel.com.br

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Ellen
Ellen e o Barco Dom
Feijão e Mimi
Pescado
Mimi no DON
Romanée-Conti
Mimi e a Bandeira
Mimi
Mimi sob o cobertor
Mimi na proa do barco
Mimi - Relax
Mimi agasalhada
Mimi no barco Don
Mimi no Barco Don (02)
 
 
FRASE DO DIA
“Enganam-se aqueles que pensam que as Forças Armadas estão despreparadas ou desatentas com os destinos do Brasil. FIZEMOS ONTEM, FAREMOS SEMPRE!”
O soldado brasileiro
 
O silêncio

“Fique em silêncio... Não conteste... Não fale nada sobre as injustiças.
Não se exponha, não reaja e talvez você viva em paz, afinal não está incomodando ninguém. Talvez apenas não consiga dormir por causa dos gritos que vêm de dentro de sua alma clamando por justiça.”

Elis Regina



SITE PEQUENAS HISTÓRIAS

- Dez anos de história -
25/01/2002 - 25/01/2012.

O nascimento de um site

A Internet é uma vitrina do saber.
Dá visibilidade às idéias e aproxima as pessoas.
A cada dia milhares de sites e blogs são publicados, universalizando o saber.
Quem se aventura nesta mídia tem quase sempre uma proposta a apresentar. Muitos com a vontade pura e simples de compartilhar com as outras pessoas as suas realizações, os seus sonhos, as suas inquietações. Divulgar os seus negócios, trocar experiências em suas áreas de trabalho, enveredar pelo mundo da cultura e das artes, etc. E até para chamar a atenção para o seu ego!
Todos querem acrescentar. Mostrar que não se vive só no mundo. Somos todos partícipes da grande obra da criação, que é a do ser humano!
Neste fantástico mundo da criação também quero estar presente e dar a minha contribuição.
O meu primeiro trabalho na Internet foi o site Fotografia Documental. Com ele os ensaios fotográficos alcançaram maior visibilidade e atingiu o meu objetivo: difundir a minha arte. E qual o artista que cria a sua obra só para si!
Tive o desejo de contar o que se passa por trás de um clique de uma foto. Quis opinar sobre os acontecimentos do mundo em que vivo. Senti a necessidade de abrir um pouco de minha história; recriando na forma de crônicas, episódios de minha vida.
Daí nasceu o blog Pequenas Histórias.
Ele cresceu. Exigiu mais espaço para a apresentação de mais textos e mais fotos. O que resultou na evolução para um site mais ágil e interativo.
A página Pequenas Histórias continuará a dar vida aos meus sentimentos. Seus textos e fotos são a mostra de meu trabalho!
José G. Pimentel

Declaração de voto

José Geraldo Pimentel

Para a Presidência da República votarei na decência. Em quem ama o Brasil!
Meu voto será para a Marina Silva.
Fora com essa quadrilha que há doze anos vem sucateando o país.
Se a Marina não ganhar, ninguém vence a Dilma. Os miseráveis que recebem bolsas no lugar de emprego votarão na ladra e ex-terrorista Dilma. Os milhares de comuno-petistas que aparelharam o Estado e os derrotados na luta armada que se fazem de vítimas, e recebem pensões e indenizações milionárias, não vão permitir que sejam desalojados do poder. Ai só restará uma saída para o país: repetir a Contrarrevolução de 64.
O Brasil precisa ser passado a limpo!

Eleições 2014 - Escolha de candidatos
Veja.
Presidência da República
. Declaração de voto. (José Geraldo Pimentel).
. O porquê da escolha de Marina Silva para a presidência da República. (José Geraldo Pimentel).
. Aécio Neves ou Marina Silva? (Cel José Gobbo Ferreira).
. Votar em quem? (Cel Ney de Oliveira Waszak).


Deputado Federal
. Minha candidatura. (Gen Marco Felicio, DEM-MG, n.º 2560).

ÍNDICE

Notícias Nacionais.
Notícias Internacionais.
Vídeos.
Links.



Retrospectiva de 2013 no Facebook

Compilação com os meus grandes momentos no Facebook durante este ano de 2013, como eventos cotidianos, publicações populares que compartilhei e publicações nas quais meus amigos me marcaram. Veja a retrospectiva do ano no endereço:
https://www.facebook.com/yearinreview.

SOLIDARIEDADE

SUIPA

A SUIPA precisa de nossa ajuda!
Sociedade União Internacional Protetora dos Animais.
Visite as suas instalações na Av. Dom Hélder Câmara, 1801, Benfica.
Cep: 20.973-011. Rio de Janeiro - RJ.
Telefone:(21) 3297-8777. E-mail: faleconosco@suipa.org.br.

Ajudar a SUIPA é salvar a vida de centenas de animais!

A SUIPA, que existe há 70 anos, mantém milhares de animais em situação de abandono no RJ. Em 1995, graças a burocracia, perdeu o status de “Entidade Filantrópica” e com isso os impostos se acumularam junto com as dívidas e hoje, eles devem mais de R$ 14 milhões ao Governo Federal que ameaça fechar a entidade caso a dívida não seja paga e abandonar a própria sorte todos os animais que estão ali, cujo o destino será, do meu ponto de vista, a morte. Por isso, precisamos que todos apóiem a SUIPA pedindo, entre outras coisas, o perdão da dívida para o Governo Federal e a reclassificação como entidade de interesse público.
Risoleta Marcondes

INSTITUTO ROYAL

Instituto Royal é ameaçado de nova invasão

Em mensagens no Facebook, ativistas disseram terem visto funcionários nas instalações.

Por meio das redes sociais, ativistas ameaçam fazer uma nova invasão nas instalações do Instituto Royal, em São Roque (SP), para confirmar a inexistência de animais no local. O instituto, que realizava testes de remédios em cães da raça beagle e roedores, foi invadido e depredado duas vezes nos últimos meses para a retirada dos animais. As novas ameaças levaram a direção do Royal a emitir nota no último sábado (30) reafirmando que interrompeu, definitivamente, as atividades na cidade no dia 6.
Em troca de mensagens no Facebook, ativistas disseram terem visto movimento de funcionários nas instalações de São Roque. Uma jovem que se identificou como membro do ALF (Animal Liberation Front), grupo que luta pela libertação animal, sugeriu uma nova invasão e recebeu o apoio de outros ativistas.
- O Brasil é o País dos esquecidos, passa um tempo e fazem tudo de novo.
(R7, 01/12/2013).

Protetores de animais invadem o Instituto Royal e libertam 176 cães que eram usados em pesquisas científicas
Veja.
. Instituto Royal encerra atividades em São Paulo.
. Invasão que eu aplaudo. (José Geraldo Pimentel).
. Depoimento de Luisa Mell.
. O trabalho de Luisa Mell.
. Jornal da Record News. (Vídeo).
. "Ocupa São Roque".


SUA AJUDA É IMPORTANTE

Dê a sua contribuição:
. Proteção aos animais. (Adote um animal).
. A UNEMFA precisa de nossa ajuda.
. Projeto ‘Desafiando o Rio-mar’.
. Wikipédia, a enciclopédia livre.


SELEÇÃO DE ARTIGOS E CRÔNICAS

Vou dar um beijo nas tuas lembranças.
Ácmon Pimentel Pascoal. (5 anos).

O pensamento livre - ‘Falando ao Coração’
Veja.
. Orgulho de ser brasileiro. (José Geraldo Pimentel).
. Confessando com orgulho... (Arnaldo Jabor).
. Onde está o futuro??? (Mauro Rogério).
. As Forças Armadas não estão omissas! (Paulo Chagas).
. Na “Ditadura Militar”, o povo brasileiro era feliz e não sabia. (Luiz José Mendonça).
. As forças divinas nas selvas amazônicas. (Siro Darlan).
. O Sacrifício de Andrômeda. (Lenilton Morato).
. "Se quiser beber, eu bebo". (Antônio Pedro).
. Facebook, o bem e o mal. (Arnaldo Jabor).


Biografia
Artigo de despedida de D. EUGENIO SALES.
. Fonte de paz.

Circe Vidigal
Artigos.

As Forças Armadas em Foco
Veja.
. Nós existimos para DEFENDER A PÁTRIA. (Sérgio Augusto Pinto de Campos - Cel Inf R/1).
. Nós existimos para DEFENDER A PÁTRIA. (Crítica: Ten Cel Fernando Batalha).
. Prezado Professor Olavo de Carvalho. (José Gobbo Ferreira).
. Dissuasão extra-regional, assim, é só discurso. (Luiz Eduardo Rocha Paiva).
. Estratégias de Defesa Nacional. (Partes I e II).
. Atual situação das Forças Armadas. (Demóstenes Torres).
. Brasil precisa decidir sobre sua capacidade militar. (Jorge Serrão).
. O The END de uma farsa. (Lino Tavares).
. A revolução continuada. (Carlos Vilmar).
. Mensagem de alerta para a presidenta. (Paulo Ricardo da Rocha Paiva).
. Questão de honra. (Olavo de Carvalho).
. Forças carentes. (André Soares).
. Quem poupa o lobo mata as ovelhas. (Luís Mauro Ferreira Gomes).


DIFERENÇAS DE ESTILO

“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”.
Gen Ex Walter Pires de Carvalho e Albuquerque
Ex Ministro do Exército.

“Eu não sei se cabe a esses militares gostarem ou não gostarem. Ela (a presidente Dilma Rousseff) é a chefe suprema das Forças Armadas, indicou o ministro e acabou, não se discute. Estou c… e andando para esses caras (os militares). No meu governo, tiveram que me aguentar e viviam me enchendo o saco pedindo migalhas de reajuste. Pediam uma coisa, eu enrolava e nunca dava o que eles pediam; depois dava uma esmola qualquer e não me sacaneavam mais. Não tenho medo deles; nunca tive.
Amorim é o homem ideal, no cargo certo. Ele vai dar um jeito naquele troço (MD). Ele está qualificado para ocupar qualquer pasta.”

Ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à imprensa em Bogotá, Colômbia.
















Velocimetro RJNET



COTAÇÃO


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Notícias Nacionais

Um domingo para entrar na história
(13/11/2011).

Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A Polícia Militar hasteia as Bandeiras do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro na Curva do ‘S’.
Posse da favela da Rocinha. (Pablo Jacob/O Globo).

ELEIÇÕES 2014 - DEPUTADO FEDERAL

“Minha candidatura
General Marco Felicio (DEM-MG, n.º 2560).

MARINHA NÃO PODE CASSAR MEDALHA DE GENOINO

Mesmo condenado, lei não prevê cassação da Medalha do Mérito Tamandaré de Genoino

O mensaleiro condenado José Genoino deve ter medalhas cassadas pelas Forças Armadas assim que os comandantes decidirem cumprir o previsto em regulamento. Exceção feita à Medalha do Mérito Tamandaré, pois a insígnia conferida pela Marinha foi criada pelo decreto 42.111 de agosto de 1957 e não há previsão de revogação da honraria, mesmo que o agraciado cometa crimes contra a ordem, erário e sociedade brasileira.
Ao ser questionado sobre agraciar ex-guerrilheiro, Mauro César Pereira, o ministro da Marinha à época disse: “bobagens todo mundo comete”.
Em 1997, além do petista Genoino, a Marinha condecorou Aldo Rebelo e se tornou a primeira Força a entregar comendas a políticos de esquerda.
Genoino recebeu também honrarias da Aeronáutica e do Exército, bem como a Medalha da Vitória, entregue pelo Ministério da Defesa em 2011.
(Diário do Poder, Cláudio Humberto, 26 de julho de 2014).

COMENTÁRIO

Do Almirante Mauro César Pereira, ex-ministro da Marinha.
- Capitão, nós gostamos muito do José Genoino. Um homem culto, que conhece de estratégia militar como ninguém. O senhor sabia que a Estratégia Nacional de Defesa (END) é obra criada por José Genoino, mais a participação do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim! O homem fez curso de guerrilha em Cuba. Quer mais!
- Grande estrategista! Até a limpeza de merda jogada nas encostas dos morros das favelas cariocas, a ideia partiu dele. Atualmente pode-se subir qualquer morro no Rio de Janeiro, sem risco de escorregar e cair em cima de uma poça de merda.
- Perfeito, capitão. Grande ideia do Genoino. Ele que bolou este sistema de limpeza automática. É cagar fora do pinico, - nos morros cariocas não existem latrinas, - e logo aparece um fuzileiro naval fazendo rapel para recolher a sujeira. É por esta e outras que a Marinha não pode cassar a Medalha do Mérito Tamandaré.
Pobres do Exército e Aeronáutica que estão se vendo obrigados a cassar as medalhas dadas ao Genoino. Regulamento se cumpre.
“- Bobagens todo mundo comete” só existe na cabeça de um ex-ministro da Marinha. Não acha Excia.!
- Vai-te catar, blogueiro fofoqueiro!

José Geraldo Pimentel

BRT TRANSCARIOCA

Alvorada - Aeroporto do Galeão


A Prefeitura do Rio de Janeiro começa a operar neste domingo (01.06) a principal obra de mobilidade associada à Copa do Mundo. O BRT Transcarioca vai ligar o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) à Barra da Tijuca. O modal terá integração com o metrô Vicente de Carvalho, linha que leva à estação Maracanã. A previsão é que 320 mil passageiros passem pelo sistema diariamente nesta primeira fase de operações do corredor de ônibus expressos.
A prefeitura apresentou o plano operacional da Transcarioca nesta quinta-feira (29.05). Na primeira fase, entrarão em funcionamento todas as estações entre o Terminal Alvorada, na Barra, até o Tanque, além de Vicente de Carvalho e Galeão. Duas linhas estarão ativas: a semi-direta entre o Galeão e o Alvorada – com parada em Vicente de Carvalho – e outra que para em todas as estações, entre a Barra e o Tanque.
“Não abrir todas as estações neste primeiro momento é uma forma de operar melhor. A Transcarioca é algo que vai mexer muito com a vida das pessoas. Comunicar isso não é simples, por isso que não vai estar totalmente aberta no dia 1º de junho. As estações todas estão prontas, mas não tem porque apressar a operação. São mudanças culturais que a gente precisa ir sentindo”, explica o prefeito Eduardo Paes.
O tempo do trajeto entre o Galeão e o Alvorada deve sofrer uma redução de 60%. Em ônibus convencionais, pode demorar até três horas, mas pela Transcarioca o passageiros fará o caminho entre um extremo e o outro da via em cerca de uma hora.

Outras fases
Haverá ainda duas fases de implantação da Transcarioca, que não tem data para estar totalmente operacionalizada, embora o prefeito tenha dito que isso pode ocorrer em três meses. Na segunda etapa, todas as estações da região de Madureira serão abertas. Na terceira, começam a funcionar as estações da Penha e do Fundão.
Quando estiver operando com toda a sua capacidade, o BRT Transcarioca atenderá 450 mil pessoas por dia. Serão criadas duas linhas de ônibus alimentadores, eliminadas 12 e o itinerário de outras oito será alterado, o que resultará numa redução de 480 veículos da frota convencional de ônibus. “Essa redução vai permitir melhor fiscalização e funcionamento do sistema de ônibus da cidade”, garante Paes.
A Transcarioca terá 39 km de extensão, 45 estações e cinco grandes terminais de integração com ônibus convencionais. Para passar por 27 bairros, foram utilizados 21 mil toneladas de aço – o equivalente ao necessário para construir 18 estátuas do Cristo Redentor.
(Claudio Humberto, 31/05/2014).

TERRAS INDÍGENAS

Brasil pode ‘encolher’ à metade após a Copa

Aproxima-se uma data crucial, logo depois da Copa: o Congresso tem até 22 de julho para votar a “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”, invenção de ONGs estrangeiras para criar 216 “países” na Amazônia, retirando do Brasil quase 50% do território. O atentado à integridade do território nacional recebeu apoio do ex-chanceler Celso Amorim nas Nações Unidas, em 2007.
Além da gigantesca reserva Yanomami em Roraima, o Brasil teria nações indígenas independentes e sob tutela de ONGs ou da ONU.
EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia caíram fora da Declaração da ONU de autonomia das reservas, para preservar territórios e riquezas.
(Fonte: Cláudio Humberto, 21/05/2014).

Demarcação de terras indígenas
Veja.
. Decisão suspende registro imobiliário da área indígena Kayabi. (STF).
. Regras para reserva Raposa Serra do Sol não têm extensão automática, decide STF. (Valor Econômico).
. Medidas para demarcação opõem governo e Congresso. (Valor Econômico).


Aprovado projeto sobre trânsito de forças estrangeiras no Brasil

O Plenário aprovou, por 270 votos a 1, o Projeto de Lei Complementar 276/02, do Executivo, que permite ao presidente da República delegar ao ministro da Defesa a concessão de permissão para o trânsito e a permanência temporária de forças estrangeiras no Brasil sem autorização do Congresso Nacional, nos casos previstos.
Aprovado na forma de uma emenda substitutiva apresentada pelo deputado Lincoln Portela (PR-MG), a matéria deverá ser votada ainda pelo Senado.
(Câmara Federal , 23/04/2014).


DESTAQUES

A Polícia finalmente acordou!

Entrevista no programa Roda Viva com Romeu Tuma Júnior
TV Cultura, 03/02/2014.

Romeu Tuma Júnior é autor do livro "Assassinato de Reputações", que traz denúncias contra o governo do ex-presidente Lula.




Lula revela detalhes de sua malandragem política




O maior inimigo imediato do país é o próprio governo




É black, é bloc, é o PT no caminho, é o caos planejado


Disque-Denúncia (2253-1177)

POLÍCIA, MP E JUSTIÇA EM CONFLITO

Que polícia é essa?

José Geraldo Pimentel

Os órgãos de segurança pública estão todos manietados pelos senhores donos do poder. Qualquer direção de organização dita de direitos humanos reuni-se com as autoridades, quer sejam comandantes de Forças, ou secretários de seguranças públicas estaduais, e as diretrizes são repassadas para a tropa.
. Que polícia é essa? (José Geraldo Pimentel).
. Manifestantes mascarados colocam fogo em ônibus e no Clube Militar. (Marco Antônio Martins).
. 175 integrantes da facção PCC são denunciados pelo MP. (BandNews).
. Justiça nega decretações de prisões e internações no Regime Disciplinar Diferenciado. (O Estado de São Paulo).
. PCC planeja matar o governador Geraldo Alckmin. (O Estado de S.Paulo).

Unificação das Polícias Militar e Civil

José Geraldo Pimentel

Não demora e vai sobrar para as Forças Armadas o policiamento ostensivo nas ruas e logradouros públicos.
Houve arruaça, chamem os militares. Militar faz continência, obedece! Depois é dispensar as FFAA e deixar no lugar a Força Nacional de Segurança Pública, se sobreviver à reformulação que detonará a Policia Militar. O campo já se encontra dominado por grupos para-militares de sem-terra!
. José Geraldo Pimentel.

Justiça Militar
Planeja-se extinguir a Justiça Militar.

VANDALISMO

A tática da guerrilha urbana

Maria Luiz Meyer

A tática de Guerrilha é sempre a mesma, desde a década de 1970.
Formavam-se 2 grupos. Um para manifestar, protestar (universitários, professores, intelectuais, artistas); e outro apenas pra criar a violência.
Éramos armados de porretes, correntes, pedras, que davam para nós.
Bebidas alcoólicas e maconha.
Quando éramos presos; saíamos da cadeia mentindo e dizendo que fomos torturados e as meninas violentadas; tudo para criar uma antipatia contra a policia e o governo.
Este sempre foi o lema da esquerda. Mentir sempre. Inventar sempre.
Hoje estamos revivendo a mesma farsa e mentiras. MPL sai prás ruas para protestar e outro grupo Black Bloc para criar violência; tudo isso bancado por grupos de esquerdas.
Assim funciona o socialismo. Cria divergência entre classes sociais, incentiva o abastecimento de DROGAS, PROSTITUIÇÃO, PRECONCEITO RACIAL, HOMOFOBIA; tudo isso para conquistar ou se manter no poder. Com passar dos anos, é que aquele manifestante irá perceber que foi enganado por um sistema, ilusório e utópico.
Observem que a esquerda sempre inverte a situação. Quando se sente acuada e é desmascarada joga a culpa em seus adversários; e os militantes de mentirinhas acreditam. Pobre Brasil!

Grito da Liberdade


Juiz e artistas globais flertam com os Black Blocs

Vídeo de globais que flerta com black blocs tem a participação de um juiz! (João Damasceno, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro). É aquele mesmo senhor que pendurou em sua sala gravura que traz um negro na Cruz, no lugar de Cristo, alvejado por um PM. Isso ajuda a explicar o caos.
(...)
. A tática da guerrilha. (Maria Luiz Meyer).
. Grito da Liberdade. (Vídeo).
. Juiz e artistas globais flertam com os Black Blocs. (Reinaldo Azevedo).
. Vandalismo, democracia e fascismo. (O Globo).
. Atraso na reação contra o vandalismo. (Paulo de Tarso Lyra e Étore Medeiros).
. Aumento da vigilância. (Correio Braziliense).

DESTAQUE

Atenção Brasil!

A PEC 51 do PT é a instauração do comunismo no Brasil.


O contragolpe de 1964


O passado de Dilma Rousseff


Dilma é vaiada em Belém pela segunda vez durante discurso

Protesto contrário à Copa pedia recursos para saúde e educação.

Patrícia Britto

Pela segunda vez em pouco mais de um mês, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada em Belém (PA), enquanto discursava na tarde de ontem em evento de entrega de máquinas a prefeitos.
Mal começou a falar, Dilma foi interrompida por manifestantes aos gritos de "não vai ter Copa" e "queremos mais dinheiro pra saúde e educação".
Em resposta, Dilma anunciou ajuda do governo federal para reabrir um hospital na cidade. "Eu sei que um hospital aqui foi paralisado e está fechado, apesar de estar pronto. Acertei hoje com o governador [Simão Jatene, do PSDB] que coloque esse hospital no investimento que nós estamos liberando para ele."
Pouco depois, a petista voltou a ser interrompida pela plateia, que repetiu os protestos por investimentos em saúde e educação, enquanto outro grupo saiu em defesa da presidente, com gritos de "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma".
Irritada, ela pediu aos presentes que a deixassem concluir sua fala: "Ô, gente, eu entendo. Agora, por favor, eu estou no fim, eu agradeço. É da democracia, eles têm direito de falar o que quiserem, vocês também, mas eu quero pedir o seguinte: a gente pode fazer isso, se manifestar, desde que não prejudique a maioria. A maioria está ali calada. Então eu vou concluir."
Em seguida, encerrou rapidamente o discurso, que durou cerca de 20 minutos.
Mais cedo, a presidente havia inaugurado o complexo portuário Miritituba-Barcarena, a 87 km de Belém. Na capital paraense, Dilma também participou da formatura de 1.200 alunos do Pronatec, programa de ensino técnico.
Na última viagem que havia feito a Belém, em 20 de março, Dilma também foi vaiada durante cerimônia para anúncio de investimentos federais em projetos de mobilidade urbana.
(Folha de São Paulo, 26/04/2014).

Dilma opta por compra de 36 caças Gripen da sueca Saab

Naira Trindade

A presidente Dilma Rousseff finalmente anunciou a aquisição de 36 caças Gripen NG, da sueca Saab, para a Força Aérea Brasileira no programa FX-2. Após dez anos de espera, a sueca Saab vai levar US$ 4,5 bilhões pelos 36 aviões. Em coletiva, o ministro da Defesa, Celso Amorim, a escolha dos suecos levou em conta a performance, a transferência efetiva de tecnologia e o custo. A aquisição das aeronaves, contudo, não é imediata. O cronograma prevê entregas de aviões até 2023.
A negociação com a França já havia sido descartada no sábado, com a visita do presidente François Hollande ao Brasil. O francês Dassault Rafale era o favorito. Mas o preço inicial do pacote sairia mais caro: US$ 8 bilhões. Com isso, o Boeing F/A-18 americano entrou no páreo por causa da oferta mais acessível de US$ 7,5 bilhões. Porém, os escândalos de espionagem da Agência Nacional de Segurança americana ajudaram a derrubar o americano.
(Cláudio Humberto, 18 de dezembro de 2013).


GOVERNO PLANEJA CONFISCO DE DINHEIRO DA CLASSE MÉDIA

Declaração do Deputado Nazareno Fonteles (PT)


COMISSÃO DA VERDADE

Comissários do Povo já interrogam oficiais do Exército

Criação de Centros de Memória
A Comissão Nacional da Verdade (CNV) requisitou, junto com as comissões Estadual e Municipal da Verdade de São Paulo, o tombamento do prédio onde funcionou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna do 2º Exército (DOI-Codi).
(...)
Tombamentos de prédios para criação de Centros de Memória
. Comissão da Verdade pede tombamento de prédios do antigo DOI-Codi em São Paulo.
. Comissão da Verdade do Rio quer transformar antigo prédio do Dops em centro de memória.
. Comissão da Verdade vai propor que antigo DOI-Codi no Rio seja transformado em centro de memória.

Convocação e condução coercitiva para depor na CNV

"- Se os agentes não comparecerem, acionaremos a Polícia Federal para a realização da condução coercitiva daqueles que faltarem, sem contar que eles estarão sujeitos a responder pelo crime de desobediência", afirmou o coordenador da CNV, José Carlos Dias.
. Comissão Nacional da Verdade.

Na linha da CNV a SEDH / PR investiga as Forças Armadas


PERFIL DOS NOSSOS GOVERNANTES

Cantor Lobão, 56 anos, entrevistado no Roda Viva
Direção Augusto Nunes, TV Cultura, TV Brasil.
(02/12/2013)


Dilma mente e engana o povo, diz Senador Mário Couto (PSDB/PA)
(30/10/2013).


Dilma largou tradutora no Panamá

A presidente Dilma não demitiu antes o ex-chanceler Antonio Patriota por achar que “todos são a mesma coisa”, como diz dos diplomatas. Mas tratava mal a todos, como a tradutora em visita aos EUA que Dilma detestou. Para se vingar do Itamaraty pela viagem pífia, ela abandonou a tradutora no aeroporto da Cidade do Panamá, após escala na viagem de volta. Os colegas da moça, diplomatas, ficaram revoltados.
(...)
. ÍNDICE

Dilma Vana Rousseff
. Dilma mente e engana o povo, diz Senador Mário Couto (PSDB/PA). (Vídeo).
. Dilma largou tradutora no Panamá. (Coluna Cláudio Humberto).
. Gênio difícil de Dilma aterroriza seus auxiliares. (Coluna Cláudio Humberto).
. Dilma sanciona lei que cria o 39º ministério. (Folha de São Paulo).
. Tantos ministérios é loucura. (Folha de São Paulo).
. Ficha pregressa de Dilma.
. Ações do grupo terrorista da presidente Dilma Rousseff.


Luiz Inácio Lula da Silva
. O grande farsante.
. Lula e a Bolsa Família. (Vídeo).
. Juíza de Cajazeiras, PB, é contra a Bolsa Família.
. Elogio da vagabundagem. (Martha de Freitas Azevedo Pannunzio).
. O ex presidente Lula é um gangster. (Heloisa Helena).
. Lula no foco da mídia.

POLÍTICA PARTIDÁRIA

Partido dos Trabalhadores em desgraça em 2014

Numerólogo bíblico, Walter Prado, afirma que os números não mostram uma Dilma vitoriosa. “Ela não ganha, pois tem um nome muito forte que vai aparecer nos próximos dias”. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não chegará a 2015 vivo. Ele está morrendo.”

Antero Sóter

“A Dilma (presidenta Dilma Rousseff) não está com toda esta bola que a mídia está apresentando. Não acredito que ela esteja com tanta popularidade (36%). Ela não ganha a eleição em 2014”. A declaração é do numerólogo bíblico Walter Prado, Segundo ele, os números não mostram uma Dilma vitoriosa. “Ela não ganha, pois tem um nome muito forte que vai aparecer nos próximos dias”, diz ele.
Walter Prado, que tem entre seus clientes grandes nomes da música, política, artes e do meio empresarial, além de afirmar que os números não garantem a vitória da presidenta Dilma, acusa as pesquisas que têm sido apresentadas aos eleitores de falhas. Segundo ele, os percentuais são “maquiados” e não representam a verdade. “Ora, ouvir pouco mais de dois mil eleitores e dizer que este número representa mais de 100 milhões de eleitores brasileiros é uma falácia. Estes números estão maquiados. Tudo uma jogada de marketing, nada mais.”
O numerólogo goiano, que deixou Goiânia para viver em uma área rural vizinha à Reserva Indígena Roossevelt, no interior de Rondônia – região cobiçada pela riqueza mineral – tornando-se amigo e confidente dos caciques João Bravo, Paulo e Roberto Cinta-Larga, que estarão em Goiânia nesta semana, também revela que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não chegará a 2015 vivo. Ele está morrendo, precisa descansar. Os números apontam isso”, diz.
(Diário da Manhã, 26/10/2013).

COMPORTAMENTO

Educação petista nas escolas públicas

Kit Gay distribuído pelo Ministério da Educação – Ensina as crianças a se iniciarem, sem culpa, na pederastia.


IMPRENSA

As Organizações Globo e a Contra-revolução de 1964

As Organizações Globo para sobreviverem se passam de armas e bagagens para a hoste do governo comuno-petista.

José Geraldo Pimentel

Pensando em sua sobrevivência muita gente se precavêem e mudam de posição política. A fome no atual contexto pode ser traduzida pela manutenção de seus negócios, quando não o passaporte para a liberdade, fugindo do paredão.
Com a queda de Fulgêncio Batista os negociantes de Cuba que não ajudaram o movimento castrista desde o seu início, eram presos e fuzilados na madrugada do dia seguinte. O mundo gritava com o horror que acontecia na ilha, mas o grande maestro Che Guevara lá estava todas as madrugadas comandando pessoalmente os pelotões de fuzilamentos.
A perspectiva é que aconteça no Brasil uma situação análoga ao do país caribenho. Há um clima no ar que faz acreditar numa mudança drástica de forma de governo. Se o establishment se mantiver através das eleições, a República do Proletariado não acontecerá tão de imediato. Mas uma derrota do comuno-petismo levará a uma convulsão social que uma guerra civil será inevitável.
(...).
. As Organizações Globo e a Contra-revolução de 1964. (José Geraldo Pimentel).
. Julgamento da Revolução. (Editoriais de O Globo).
(...)
. Carta do Presidente do Clube Naval ao Presidente das Organizações Globo. (Vice-almirante Paulo Frederico Soriano Dobbin).

IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS CUBANOS

Falsos diplomas para guerrilheiros

Existem apenas duas Universidades de medicina em Cuba: La Habana - Forma 200 médicos por ano e Elam - Escuela Latino Americana de Medicina - Forma 100 por ano.
Portanto seriam: 200 + 100 = 300 por ano.
Para juntar 6 mil médicos, seriam necessários todos os médicos formados nos últimos 20 anos, que teriam de estar disponíveis para vir trabalhar no Brasil.
Vão imprimir 6 mil diplomas e mandar agentes da ditadura da família Castro para
formar células revolucionárias no Brasil.
(Alerta Total, 20/05/2013).

COMENTÁRIO
E as Forças Armadas brasileiras? Vão permitir que o governo comuno-petista da ex guerrilheira Dilma Vana Rousseff infiltre 6 mil guerrilheiros cubanos no país, com diplomas falsos de médicos?
Se o Comandante do Exército não se manifestar, vai haver mudança no Forte Apache. Não podemos permitir que se crie dentro da instituição militar um traidor da pátria.
Esse cidadão e seu antecessor já abriram as portas para que uma comissão da calúnia ponha em andamento a criação de um Tribunal de Exceção a fim de julgar os militares que lutaram em defesa da nação brasileira. É muita afronta à instituição militar!
Hoje em dia faltam lideranças militares e sobeja um bando de militares que confunde covardia com disciplina militar.
Esses militares apenas comparecem às solenidades para distribuir medalhas e serem tratados como cachorros!
É isso aí! Quem não se dá ao respeito é pisado no pescoço! E leva chute no traseiro!
José Geraldo Pimentel
Cap Ref EB

Importação de médicos
. ‘Mais médicos’ não consegue decolar. (Diário do Poder).
. Comentário sobre a contratação de médicos cubanos. (Vídeo).
. Médicos cubanos. (Alexandre Garcia).
. Falsos diplomas para guerrilheiros. (Alerta Total).
. Comentário. (José Geraldo Pimentel).
. A saúde no país que exporta médicos para o Brasil. (Cláudio Humberto / José G. Pimentel).
. Manifesto dos Médicos Brasileiros. (Milton Simon Pires).
. Carta à presidente da república Dilma Rousseff. (Milton Simon Pires).


NOTÍCIAS MILITARES

A criminosa e perigosa desativação de bases aéreas

Segundo a desculpa dos irresponsáveis que estão ávidos por desativar quatro bases aéreas no território brasileiro, que situam-se em pontos extremamente estratégicos como Fortaleza, Campos dos Afonsos, Anápolis e possivelmente Florianópolis, a medida será tomada para conter despesas e compensar a compra dos 36 Gripens adquiridos da Suécia. Ora, a entrega do primeiro caça sueco deverá demorar mais de de três anos, até lá ficaremos sem as bases aéreas necessárias à nossa defesa? Se o motivo é contenção de despesas comecem por reverter a importação de milhares de impostores cubanos travestidos de médicos. Somente nessa medida mais de U$ 792 milhões seriam economizados a cada ano se fosse revertida a importação de 6000 agentes marxistas importados de Cuba. Outro meio de economizar, principalmente dentro da FAB, seria a proibição dos voos irregulares que funcionários e ministros de estado requisitam todos os dias consumindo uma fortuna em combustíveis, mobilização de equipes de voo e mecânicos de apoio. As viagens descabidas da presidenta desocupada a lugares onde sua presença só serve para propagandear sua reeleição deveriam estar nesse rol de contenção de despesas. Se contarmos os perdulários gastos com cartões corporativos que determinadas figurinhas carimbadas da República produzem dariam para pagar 5% do valor de compra das 36 aeronaves suecas. Se Dilma Rousseff quisesse economizar e tivesse um mínimo de responsabilidade para com a segurança aérea do nosso território não permitiria tamanho absurdo.
Lourinaldo Teles Bezerra
(Site do Cláudio Humberto).

Gafe no Alvorada

Chefes militares barrados. Comandantes do Exército e da Marinha chegam mais cedo e não entram no Palácio do Alvorada.

A confraternização oferecida pela presidente Dilma Rousseff na sua residência oficial começou com uma gafe: no início da noite, ao chegarem cerca de 45 minutos antes do horário marcado para a festa, o comandante da Marinha, Júlio Moura Neto, e o do Exército, Enzo Martins Peri, foram barrados pela segurança do Palácio da Alvorada.
O encontro estava marcado para as 19h, mas a agenda da presidente foi alterada e o encontro, remarcado para as 19h30m. Uma comitiva de quatro carros que levava os comandantes ao Alvorada foi proibida de entrar no palácio por volta das 18h45m. Mesmo após anunciarem que se tratava dos comandantes, o grupo teve de voltar; foi informado que a entrada só seria liberada às 19h30m.
Logo após os carros dos militares saírem, outros ministros e parlamentares tiveram mais sorte. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP); e o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE), foram liberados após um pedido de um assessor do Palácio do Planalto.
(A Verdade Sufocada, 17/12/2013).

A discrepância salarial paga pela mesma fonte

O governo não concede revisão nos soldos militares a onze anos, em desrespeito a Lei 10.331, que regulamenta o artigo 37, item X da Constituição Federal. A vingança do governo com os militares consiste em sucatear os equipamentos bélicos e conceder esmolas como pagamento aos militares, com isso um carcereiro de Brasília em início de carreira, ganha mais do que um general de exército com mais de 40 anos de serviço. Este governo é comunista e vingativo.



A inspeção no Doi-Codi/RJ na visão dos militantes da luta armada
. Ministra recebe da Subcomissão da Verdade do Senado roteiro de visitas aos Centros de Tortura.
. O Exército perde a batalha. (Carta Capital).
. Parlamentares e Membros da Comissão da Verdade visitam Doi-Codi no Rio. (Agência Brasil).


CMT DA 1ª DIVISÃO DE EXÉRCITO FECHA O CSSEX DA VILA MILITAR

Clube dos Subtenentes e Sargentos do exército é fechado na Vila Militar

Em dissonância com a preocupação geral em manter unidas as Forças Armadas, quando a instituição militar passa por um momento de crise semelhante ao que viveu na ante-véspera da derrubada do governo João Goulart em 64, o comandante da 1ª Divisão de Exército procura desarmonizar os quadros do Exército. Ele fechou o Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército da Vila Militar, no Rio de Janeiro, tirando a área de lazer de quantos moram na vila de sargentos Max Wolff, vizinha ao clube, e moradores de áreas adjacentes. Motivo: desentendimento com o presidente do clube. O imóvel era cedido em comodato ao clube há mais de 60 anos.


Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército na Vila Militar precisa ser preservado
Deputado federal Paulo Ramos.


Veja o noticiário.

SARGENTO FAZ RAPEL NA PONTE RIO -NITERÓI

Aplausos para o sargento do Exército Vinícius Feliciano Machado

Enquanto o comandante da Marinha disponibilizava fuzileiros navais para retirar merda jogada nos morros cariocas por moradores relapsos, o sargento do Exército Vinícius Feliciano Machado teve uma atitude mais nobre. Ontem, dia 27 de agosto, tentou descer de rapel do vão central da Ponte Marechal Costa e Silva até o mar para chamar a atenção contra a defasagem de salários no Exército e por melhores condições de trabalho.
Esta é a segunda operação de grande coragem e sentido humano realizada em menos de uma semana. O encarregado de negócios da embaixada em La Paz, ministro Eduardo Sabóia, conseguiu a proeza de retirar do país o senador boliviano Roger Pinto Molina. O senador fazia oposição ao governo ditatorial do índio Evo Morales. Ele se encontrava encarcerado em um cubículo guardado por fuzileiros navais na representação diplomática do Brasil em La Paz, enquanto esperava a boa vontade da diplomacia brasileira que só favorece bandidos como o terrorista e assassino Cesare Battisti. ‘O senador estava havia 452 dias sem tomar sol, sem receber visitas’, disse em entrevista à imprensa o diplomata.
Ao sargento Vinícius Feliciano Machado e ao diplomata Eduardo Sabóia os meus mais sinceros aplausos por sua coragem e sentido de humanidade. O Brasil não está perdido, ainda temos gente como vocês!
José Geraldo Pimentel

Protesto do Sargento Vinícius Feliciano Machado




COLAPSO NAS FORÇAS ARMADAS

O comandante do Exército está na penúria, mas não perde a pose

José Geraldo Pimentel

O Comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, está empregando cerca de 660 mil reais “na reforma, pintura e conserto hidráulico de seu gabinete em Brasília”, segundo informa o colunista Cláudio Humberto. Comenta ainda o colunista que o prédio ocupado pelo Comando do Exército, na Esplanada dos Ministérios, deverá ser desocupado neste segundo semestre de novembro de 2013, para ceder lugar aos novos ministérios recentemente criados pelo governo. O Forte Apache em sua nova localização é uma construção recente, que, pela lógica, não carece de reformas. A menos que o comandante do Exército queira agradar aos novos ocupantes do prédio do Comando do Exército na Esplanada dos Ministérios com o presente de um gabinete restaurado ao seu gosto e imagem. Nesta hipótese é um desperdício de verba, quando o orçamento para as Forças para o próximo ano de 2014 está projetado para aquém de suas necessidades mínimas de custeios. Há um rombo previsto de 13 bilhões de reais.
Corrijam-me se as instalações que serão ocupadas pelo Comando do Exército são antigas; neste caso se justificaria uma reforma geral no gabinete do comandante do Exército. Mas continuo achando um absurdo fazer-se uma reforma em um gabinete gastando quase um milhão de reais. Um vinte avos do total que vai fazer falta ao orçamento das três Forças em 2014.
Aí vem o motivo porque tantos militares estão se passando de armas e bagagens para o lado do governo. Os chefes militares são agraciados com pequenos agrados para efeitos de reformas em unidades militares, e o principal: a modernização dos equipamentos e a penúria dos soldos da tropa, vão ficando para trás. Os carreiristas manuseiam com as mãos leves essas verbas e ficam felizes com o governo. ‘Faz parte’, como diria aquele participante do Reality Show da Globo.

Rio de Janeiro, 09 de novembro de 2013.

Forças Armadas em situação de penúria
Senadora Ana Amélia (PP/RS).


Orçamento militar previsto para 2014 não atende sequer ao custeio

Em nota enviada ao Congresso, Forças Armadas apontam defasagem de R$ 13 bi para "necessidades mínimas".

Eliane Oliveira

Uma nota técnica elaborada pela área militar, encaminhada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, mostra um cenário dramático para as Forças Armadas brasileiras em 2014. 0 documento, que servirá de subsídio para uma audiência pública hoje, aponta diferença de R$ 13,650 bilhões entre o que as três armas consideram como "necessidades mínimas" e o que está previsto no Orçamento para o ano que vem. Os militares pedem R$ 29,828 bilhões, mas os recursos com os quais poderão contar somam R$ 16,178 bilhões.

Risco à segurança do pré-sal
"Os recursos do Orçamento da União que vêm sendo destinados nos últimos anos à Defesa não estão sendo suficientes para atender sequer ao custeio das Forças, a exemplo da manutenção de equipamentos, e muito menos aos projetos contemplados na Estratégia Nacional de Defesa" diz a nota.
- O Exército alerta, no documento, que entre as consequências para a falta de recursos está o enfraquecimento da segurança na faixa de fronteira, especialmente na Amazônia e no Centro-Oeste. O Exército aponta problemas de aquisição de munição de todos os calibres e também se diz preocupado com os sistemas de defesa antiaéreo e cibernético.
- A Marinha afirma que diversos projetos, entre eles a construção de navios -patrulha de 500 toneladas para prover segurança na área do pré-sal e a reconstrução da Estação Antártica, estão comprometidos. Segundo a Marinha, há uma forte demanda reprimida na manutenção da Esquadra, o que causa aceleração da defasagem tecnológica, perda de mão de obra qualificada e aumentos significativos nos custos de operação.
- A Aeronáutica informa que estão paradas 346 de 624 aeronaves com capacidade de operação. Ela é responsável pela proteção de um espaço aéreo que vai além do próprio território brasileiro, uma dimensão de 22 milhões de quilômetros quadrados, elenca como prioridades que não podem ser desprezadas o Veículo Lançador de Satélites (VLS); a compra de cargueiros para a substituição imediata das aeronaves KC-137 (Boeing 707 adaptado para fins militares); a aquisição de 28 aeronaves KC 390; e a modernização do caça F-5.
A nota técnica, elaborada pelos comandos das três forças, ressalta que são preocupantes os baixos valores previstos para o Orçamento de 2014, "insuficientes para as necessidades mínimas de cumprimento das missões constitucionais". Os recursos, afirmam, são insuficientes até mesmo para o custeio, como a manutenção de equipamentos, e para os projetos contemplados na Estratégia Nacional de Defesa.
- O senso comum associa as Forças Armadas apenas ao combate e à defesa do país em tempos de conflito, ignorando o trabalho dessas mesmas forças em tempos de paz, na proteção de interesses nacionais e no dia a dia do brasileiro. O problema é que os recursos vêm sendo liberados e executados a conta-gotas - comentou o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Sofisma: Aumento de 326% em 10 anos
Ele lembrou que, recentemente, o ministro da Defesa, Celso Amorim, declarou que gostaria que os gastos do Brasil no setor aumentassem de 1,5% para 2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). A expansão poderia se dar em um período de dez anos.
Considerado um dos projetos estratégicos do Exército, o Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) tem prazo de dez anos para ser implantado. Radares e sensores instalados em trechos-chave da fronteira nacional vão ser capazes de captar e transmitir informações em tempo real sobre ações de criminosos na fronteira brasileira, com a participação da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Receita Federal e de vários outros órgãos federais, estaduais e municipais. O Sisfron, hoje em fase inicial, está orçado em tomo de R$ 12 bilhões.
De acordo com a Defesa, apesar das dificuldades "que também atingem outros ministérios" houve aumento substancial de recursos para a pasta na última década: a verba para custeio e investimentos subiu de R$ 4,6 bilhões em 2003 para R$ 19,6 bilhões (número divergente do da nota da área militar), como previsto no projeto de lei orçamentária para 2014 (R$ 16,178 bilhões). Isso significa uma expansão de 326%.
(O Globo, 07 Nov 2013).

Defesa em tempos de paz
Ricardo Ferraço.

Armamento e pesquisa sem apoio governamental
. Mirage da FAB para de voar em dezembro.
. O perigo do atraso na compra dos caças.
. Militares reclamam da penúria da Aeronáutica.
. Base de Alcântara não deslancha.
. Submarino nuclear só para 2025, se o projeto andar.

Salve Jorge

O núcleo dos militares em Salve Jorge é sucesso puro. Théo (Rodrigo Lombardi), Érica (Flávia Alessandra), Élcio (Murilo Rosa), Márcia (Fernanda Paes Leme) dão o que falar. Além do talento dos atores, esse sucesso só é possível graças à parceria entre o Exército e a produção da novela.
Mas essa parceria começou antes mesmo do início da novela, com workshops e laboratório nas instalações do Exército, incluindo a famosa Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). O diretor de núcleo da novela, Marcos Schechtman, é só elogios aos novos amigos. O ator Oscar Magrini, que interpreta o coronel Nunes, adorou a experiência na AMAN.
"- Foram cinco dias, dirigimos cascavel, atiramos com fuzil. Foi muito bom. Gostaria de voltar se possível", conta o ator.
“- Foi fácil trabalhar lá. A gente conseguiu botar em cena a verdade desse universo", comentou Schechtman.
A boa relação continua rendendo frutos. Um dos regimentos da Vila Militar no Rio de Janeiro serve de locação para a novela.
“- Aproveitamos a movimentação natural do regimento, a grandiosidade do exército”, observa o diretor.
(O Globo / G1, 09/02/2013).

COMENTARIO
Queria render as minhas homenagens à escritora Glória Perez, autora da novela, pelo brilhante folhetim, que retrata de uma maneira natural a vida na caserna e seus personagens, que são cidadãos comuns, como quaisquer outros brasileiros. O militar ama, trapaceia, banca o herói e faz o que todo ser humano faz. É gente!
José Geraldo Pimentel

POLÍCIA SECRETA DO ESTADO (GESTAPO / PT) EM AÇÃO

O silêncio dos Militares e a Força Nacional paramilitar do PT
Rafael Merlo.

TEMPOS MODERNOS

Comandos Militares desalojados da Esplanada dos Ministérios

José Geraldo Pimentel

As Forças Armadas serem comandadas por indivíduos que confundem covardia com disciplina militar, dá nisso. São desalojados de suas sedes na Esplanada dos Ministérios. Qualquer secretariazinha, como a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, recém criada, ocupa parte das instalações do Comando do Exército.
O governo Dilma, - ‘Nossa PRESIDENTA Dilma Rousseff’, nas palavras do puxa-saco do comandante do Exército, Enzo Martins Peri, em sua última Ordem do Dia referente ao Dia do Exército, - tem um total de 39 (trinta e nove) ministérios, assim grupados: 24 ministérios propriamente ditos e 9 secretarias da Presidência e 6 órgãos com status de ministérios (ligados à Presidência da República).
O grande negócio da criação de tantos ‘ministérios’ é agradar aos partidos que dão sustentação política ao governo e garantir à presidente Dilma, no projeto de reeleição, mais tempo de TV no programa eleitoral do ano que vem. A última secretaria lhe garantirá mais 1 minuto e 39 segundos de tempo de TV.
Mas os nossos chefes militares não sabem o que seja ter dignidade. São mandados desocupar os prédios construídos para sediar as Forças, na Esplanada dos Ministérios, e obedecem sem ao menos ponderar a inconveniência e o transtorno que acarreta este tipo de movimentação. E o desgaste moral para a instituição militar. Apenas obedecem.
É a moda dos tempos em que ser tratado e agir como cachorro dá dividendo. Que o diga o ex comandante do Exército, General de Exército Francisco Roberto de Albuquerque, vulgo ‘Chiquinho do PT’.

Novo gabinete de Afif funcionará em prédio do Exército, na Esplanada

O ministro da recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD), terá seu gabinete montado em metade de um andar do prédio até então ocupado pelo Comando do Exército, na Esplanada dos Ministérios. Segundo o Exército, no segundo semestre deste ano tanto o prédio principal quanto o anexo estarão desocupados pela Força. De acordo com reportagem do Estadão, a desocupação de prédios dos comandos militares não vai parar por aí. Antigos ministérios - e hoje comandos da Aeronáutica e da Marinha - também terão novas sedes fora da Esplanada.
(Cláudio Humberto, 13/05/2013).

DEBANDADA DAS FORÇAS ARMADAS

A grita dos oficiais

A partir de histórias de bastidores e do número de desistências de servidores qualificados das Forças Armadas, uma pergunta se impõe: qual é de fato a estratégia do governo Dilma para a área militar? Enquanto tal resposta não vem, a Defesa perde, cada vez mais, gente preparada.

Leonardo Cavalcanti

Um pacto de silêncio foi quebrado. Integrantes da elite das Forças Armadas decidiram falar pela primeira vez sobre a fuga de talentos para a iniciativa privada e para outras áreas do serviço público. Internamente, a preocupação com o tema levou o Exército a preparar estudos para explicar o óbvio: o percentual das desistências, iniciadas há pelo menos sete anos, sempre esteve ligado aos baixos salários. Com as ofertas cada vez mais tentadoras vindas de fora dos quartéis, apenas no ano passado, 245 oficiais abandonaram o posto — um número quase constante e iniciado em 2006, segundo levantamento apresentado na reportagem publicada por este Correio no último domingo.
A partir de relatos de coronéis e capitães, dados de forma anônima, e histórias de quem largou a farda, foi possível montar um quadro atualizado da situação das Forças Armadas no país. Nos primeiros três meses deste ano, 54 oficiais já deixaram a Marinha, o Exército e a Aeronáutica. A reportagem, assinada por Karla Correia, apresenta comparações de salários. Numa delas, pilotos de caça com a patente de coronel se aposentam com rendimentos líquidos de R$ 9,3 mil, incluídos soldo e adicionais. Pilotos de helicópteros, a depender do tipo de serviço, podem receber R$ 25 mil mensais. O debate aqui está no tanto que o Estado investiu na capacitação dos militares nas escolas de formação.
Cálculos conservadores apontam que a União gasta R$ 1,2 milhão para formar um oficial em uma das cinco instituições de ensino militar: as academias Militar das Agulhas Negras e a da Força Aérea, a Escola Naval e os institutos Militar de Engenharia (IME) e Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Assim, concordamos em pagar pelo ensino de uma elite militar que abandona o barco. A culpa, porém, parece não ser dos militares. “Deixei o coração no Exército, mas a pátria não começa no quartel, ela começa na família. E quando a família sofre, não tem vocação militar que aguente”, diz um dos entrevistados. O mais significativo é a incapacidade de o serviço público segurar talentos e gente preparada.
Sem funcionários capacitados e criativos, é impossível para qualquer gestor definir prioridades e ações de políticas públicas. Ao perder cérebros nas Forças Armadas, o Brasil perde também a possibilidade de aplicar estratégias de defesa, principalmente como guardiã das fronteiras e da plataforma continental. Tudo piora com uma tropa desestimulada. Ao longo de uma conversa com o Correio, um coronel resumiu o conflito nos quartéis: “Nada pior para um profissional do que atuar sem perspectiva de futuro. É assim que vivemos”. Uma pergunta se impõe: qual é de fato a estratégia do governo Dilma para a área militar? Enquanto tal resposta não vem, perdemos oficiais.
(Correio Braziliense, 13 de abril de 2013).

PETRÓLEO

Leilão do Campo de Libra
. Só uma greve geral salvará o Campo de Libra. (José Geraldo Pimentel).
. No fundo do poço. (Cláudio Humberto).
. O Clube Militar no tempo. (General Pimentel).
. Sem capital, Petrobras será “laranja” das estatais chinesas de petróleo. (Ronaldo Caiado).
. O leilão de Libra e suas implicações. (Ronald Santos Barata).
. Com entrega de reserva estratégica de Libra, Dilma deve arrumar mais dívidas para o Brasil e a Petrobras. (Jorge Serrão).
. O leilão de Libra foi um jogo de cartas marcadas, diz presidente da AEPET. (Hélio Lopes).
. O estrago petista na Petrobrás. (Marco Antonio Pinto de Faria).


A Petrobras pede socorro para não falir

Lourinaldo Teles Bezerra
Cel EB

Em meus 65 anos de idade nunca ouvi dizer que a Petrobras tivesse atrasado seus compromissos com seus fornecedores ou com quem quer que fosse. Hoje, dia 31/01/2013, está publicado no Estadão, que a estatal - menina dos olhos dos brasileiros - não consegue pagar seus fornecedores e parceiros prestadores de serviços. Isso é o princípio da derrocada de uma empresa que surgiu na era getuliana, cresceu e se tornou mundialmente conhecida durante o Regime Militar, por sua especialização em explorações petrolíferas em grandes profundidades no oceano, e hoje está condenada à falência, caso o povo brasileiro não a socorra. A Petrobras cresceu, tornou-se uma das maiores petrolíferas do mundo, mas com a ascensão do bandido de Caetés e sua desgraçada quadrilha, a empresa vem definhando, sendo assaltada e dilapidada em seu patrimônio há 10 anos. O auge dos assaltos à estatal do petróleo se deu na gestão do sindicalista Sergio Gabrielli, quando sofreu sua primeira grande desvalorização em relação as outras companhias petrolíferas. Em apenas 3 anos a Petrobras perdeu 40% do seu valor.
(...)
Enquanto isso acontece, os atuais militares assistem a tudo sem se importarem com o compromisso e o juramento que prestaram quando receberam suas espadas no pátio da envergonhada Academia Militar das Agulhas Negras; envergonhada por conta da placa que a desmoraliza e aos seus fundadores, mandada colocar por uma degenerada petralha.
O país, abandonado por seus filhos bastardos de fardas e sem elas!

A Petrobras e o Brasil pedem socorro!
Veja mais.

FRAUDE NA LOTERIA

Internauta antecipa resultado da Mega Sena da Virada

Suposta fraude na Mega-Sena é um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira (3). Isso porque no dia 15 de dezembro, 16 dias antes do sorteio do prêmio da virada, um perfil na rede social Orkut, registrado com o nome "[L12] J.", fez um comentário na comunidade Cartola FC que afirmava assertivamente a cidade de um dos vencedores.
Teor da mensagem postada no Orkut:
"Eu não deveria estar falando isso aqui.
Mas meu tio é um dos diretores responsáveis pela Mega da Virada.
Ele me afirmou que, neste ano, o ganhador vai ser da cidade de Aparecida de Goiânia.
Podem printar".

O sorteio, que ocorreu no último dia do ano de 2012, contemplou três pessoas no valor de R$ 81,594 milhões, segundo informações da Caixa Econômica Federal. As apostas dos vencedores foram feitas em Franca, São Paulo (SP) e, assim como previsto pelo usuário do Orkut, um ganhador registrou seu "palpite" em Aparecida de Goiânia (GO).
Veja.

GUERRILHA

O retorno da guerrilha

O Brasil tem guerrilha, e a ABIN tem conhecimento, mas as autoridades nada fazem, permitindo que o movimento cresça.
ISTOÉ entra na base da Liga dos Camponeses Pobres, um grupo armado com 20 acampamentos em três Estados, que tem nove vezes mais combatentes que o PCdoB na Guerrilha do Araguaia e cujas ações resultaram na morte de 22 pessoas no ano passado.
Veja mais...

Ações do grupo terrorista da presidente Dilma Rousseff
Veja.

Falcão - Meninos do tráfico
“Se eu morrer, nasce um outro que nem eu, pior ou melhor. Se eu morrer, vou descansar, é muito esculacho nessa
vida”.

Documentário dirigido pelo rapper MV Bill e Celso Athayde.
Soco no estômago - Raquel Stivelman.

"Não deixe um traficante adotar o seu filho."
Anti-Drogas Denúncia Anônima - Fone: (0800) 11-1718.

Noticiário completo
Veja.
. Homossexualismo.
. Roraima e o atraso econômico.
. A Bolsa Família e a inclusão social do governo petista.
(...)
. O BNDES, Venezuela, Cuba e Paraguai.


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Notícias Internacionais

“O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.”
Margaret Thatcher, ex 1ª Ministra da Grã-Bretanha.

Cuba - A realidade
Ana Paula Padrão - SBT

Parte I - 27/12/2013


Parte II - 28/12/2013


Parte III - 29/12/2013

EMBAIXADA BRASILEIRA TRANSFORMADA EM PRESÍDIO DE ASILADO POLÍTICO

Senador Molina é retirado da embaixada brasileira na Bolívia e chega à Brasília

José Geraldo Pimentel

Democracias que existem em países como Cuba, Venezuela e Bolívia só são boas em discussões em uma mesa de bar regadas a doses de uísque por intelectuais esquerdistas, que amam os dirigentes dessas prisões a céu aberto, mas lá não morariam sob hipótese alguma. Atletas cubanos que participavam de evento no Brasil tentaram fugir dos horrores de Cuba, mas foram capturados e devolvidos ao ‘paraíso’ cubano. Agora o senador boliviano Roger Pinto Molina que se opõe ao regime do ditador Evo Morales, conseguiu refugiar-se na embaixada do Brasil em La Paz e lá permanecer por diversos meses. Esta semana o encarregado de negócios da embaixada em La Paz, ministro Eduardo Sabóia, num lance espetacular, retirou da Bolívia o senador e o trouxe para o Brasil. Na fuga o diplomata passou por cinco controles militares, inclusive na fronteira, retirando do inferno bolivariano o senador Molina.
(...)
. Senador Molina é retirado da embaixada brasileira na Bolívia e chega à Brasília.
. A comandante-em-chefe das FFAA não chefia, denigre.
. Quem deveria sentar no banco dos réus.
. Encarregado de negócios na Bolívia, numa operação espetacular, retira da Bolívia o senador oposicionista Roger Pinto Molina.
. Atuação de fuzileiros navais na embaixada brasileira na Bolívia.

Embaixada encarcerava asilado político
Veja.

Incidentes na Bolívia
Veja.

ESPIÃO AMERICANO FUGINDO DA JUSTIÇA DOS EUA

Não há jeito fácil de ex-técnico da CIA chegar a países que lhe concederam asilo

A Rússia já deixou claro que não impedirá sua saída do país; Venezuela, Nicarágua e Bolívia também já concederam asilo a ele; e até mesmo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse ontem que ele poderia ser ouvido sobre as denúncias de que os Estados Unidos espionaram largamente o Brasil e seus habitantes. Mas ligar todos os pontos entre Moscou - em cujo aeroporto internacional está abrigado desde o dia 23 de junho - e Caracas, Manágua ou La Paz continua sendo um desafio para Edward Snowden, o homem mais procurado pelos Estados Unidos no momento, depois de ter sido o responsável pelo vazamento de grande quantidade de material secreto sobre a atividade espiã americana em todo o mundo.
(...)
(O Globo, 11/07/2013).

Conversa a dois
- É, capitão Pimentel. Minha situação está preta. Se conseguir asilo na Bolívia, vou plantar maconha. Se aterrissar na Nicarágua serei guerrilheiro. E se aceitar o asilo da Venezuela, passarei fome o resto da vida. Lá se importa até papel higiênico. É um país falido.
- Edward Snowden, banca o Lula. Diz que vc praticou apenas um pequeno deslize e se livra da prisão.
Veja mais.

Noticiário internacional completo
Impeachment do presidente do Paraguai
. Mais um governo populista deposto. (José Geraldo Pimentel).
. Preocupante: quais serão as ordens da comandanta Dilma Rousseff? (Fernando Batalha).
. 'O Brasil tem de respeitar a nossa escolha, feita segundo as nossas leis'. (Entrevista com o senador paraguaio Alfredo Luis Jaegli).
. Brasiguaios pedem que Dilma apoie novo líder. (Valor Econômico).
. Quem vai ser o Lugo amanhã? (Jorge Serrão).


O que vai pelo mundo
. Os últimos países socialistas na Europa.
. Dilma discursa na Assembleia Geral da ONU.
. Bicentenário da Independência da Venezuela.
. Brasil adere resolução anti-Líbia da
ONU.
. A guerra do petróleo.
. Intolerância e violência contra a mulher.
. Tragédia no Japão.
. Site WikiLeaks é indicado para o Prêmio Nobel da Paz.
. Lula defende presidente do Iran.
. O governo e as FARC.


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Vídeos

A Bolsa Família e a incoerência do presidente Lula

A essência do programa Bolsa Família.

“Os planos do PT pra esse governo, eu acho que eles começaram com a primeira eleição do Lula. A perpetuação do PT no poder. Com o Lula ou com terceira pessoa. Eu me lembro na ocasião em que começaram a falar do bolsa família e tal, eu perguntei ao José Dirceu: “Mas como é que vocês entendem essa questão da bolsa família… porque o Lula sempre falou que as pessoas precisavam ter 3 refeições, o café da manhã, o almoço, o jantar e tal… é nessa linha, ou educar ou não e tal…” E ele me disse: “Olha, você já pensou o que representa isso em matéria eleitoral? Nós vamos beneficiar 12 milhões de famílias, por exemplo. 12 milhões de famílias são mais de 40 milhões de votos.” É isso que é a bolsa família. Quer dizer, não há nada mais profundo do que o problema eleitoral. Quer dizer, você recebe dinheiro pra votar”.
Hélio Bicudo.


NÃO AO COMUNISMO

Pr. Silas Malafaia se diz perseguido pelo PT
(21 de julho de 2014).


Decreto Legislativo contra o golpe de Estado do PT nº 8.243

Mudança de regime por decreto.

Senador Alvaro Dias

O decreto assinado por Dilma, que institui a Política Nacional de Participação Social, enfraquece o Poder Legislativo, representa uma atitude arrogante e autoritária, e podem levar ao engessamento das decisões do próprio governo. Essas e outras opiniões de juristas, ex-ministros e professores sobre a medida tomada pela presidente foram destacadas pelo senador Alvaro Dias, na sessão plenária desta segunda-feira (02/06/14). Na Tribuna, o senador anunciou a apresentação de projeto de decreto legislativo de sua autoria para sustar os efeitos do decreto nº 8.243, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação (SNPS).
(JP Madeira, 02/06/2014).


Governo muda regime por decreto
Veja.
. Decreto Legislativo contra o golpe de Estado do PT nº 8.243. (Vídeo).
. Governo quer fundo para bancar conselhos. (Estadão).
. Mudança de regime por decreto. (Editorial O Estado de SPaulo).
. Dilma decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe! (Reinaldo Azevedo).
. Nova ameaça à democracia. (Editorial Correio Braziliense).
. Decreto agride democracia representativa. (Editorial O Globo).
. A Internacional Comunista.
. História.
. "Vou implantar o Socialismo no Brasil", diz Lula à Walesa.


Geraldo Vandré contando as verdades do Regime Militar

A versão do artista é totalmente diferente da apresentada pela mídia, Quem manipulou? Quem foi o manipulado? E Por quê?


Cantor Ney Matogrosso em entrevista na TV portuguesa


Escritora Adélia Prado denuncia a ditadura do PT

"Nós estamos vivendo um momento muito esquisito, um momento muito triste. É uma ditadura disfarçada. Não me sinto em um país democrático. (...) Na ditadura (militar) nós estávamos mais vivos do que estamos agora."
(Publicado em 18/05/2014).


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Ética na Política
Instituto Millenium.
Observatório da Imprensa.

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Resenha Diária do Ministério da Defesa.
Resenha OnLine (Exército).

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